Fimose no adulto

fimose no adulto

fimose no adulto

O que é?

A fimose no adulto é a incapacidade de expor a glande ao se retrair o prepúcio, causado por um anel que impede sua retração. A função do prepúcio é proteger a glande e o meato uretral. Sua porção interna é constituída de mucosa e a externa de pele (tecido estratificado). A mucosa do prepúcio recobre a mucosa da glande. A glande é um dos locais do organismo que mais tem terminações sensitivas, e portanto este tecido é especializado em capturar sensibilidade durante o coito, sendo fundamental para o desencadear o estímulo erótico sensitivo.

Ao nascimento apenas 4% dos recém nascidos retraem o prepúcio ao nascimento. A incidência da retração completa do prepúcio aumenta com a idade, enquanto que a taxa de fimose decresce. No final do primeiro ano, a retração do prepúcio é possível em apenas 50% dos meninos, e aproximadamente 89% no terceiro ano, 8% entre os 6-7 anos e 1% aos 16-18 anos.

Sintomas

Os sintomas da fimose no adulto são causados pelo processo inflamatório, com hiperemia (vermelhidão), edema, prurido até erosão (ulceração superficial). Assim, são mais intensos quando há infecção local, sendo que nestas circunstâncias pode-se observar saída de secreção purulenta.

As balanites podem evoluir com aderência entre a glande e o prepúcio, podendo causar dor e dificuldade para expor a glande, prejudicando e favorecendo a novos episódios de balanites. Pode ocorrer ereção dolorosa, sangramento prepucial, ardência miccional. Casos extremos de obstrução prepucial, em recém nascidos, pode-se observar dilatação prepucial causada pela obstrução do anel prepucial ao jato urinário.

Diagnóstico

É realizado pelo exame físico ao se expor a glande e observar que é impossível sua exposição. A presença da fimose predispõem a criança ao surgimento de inflamação local causada pelo contato irritativo constante da urina com a glande e prepúcio (balanopostite). Quando ocorre proliferação bacteriana, a balanopostite pode causar aderências entre o prepúcio e a glande, podendo tornar as aderências mais intensas e causadoras de aderências que podem causar deformidades cicatriciais entre a glande e o prepúcio. A fimose pode acontecer em qualquer momento da vida, incluindo os idosos, causado por processos inflamatórios repetitivos que pioram o anel prepucial, por aumento da fibrose local ao longo da vida.

Tratamento da fimose no adulto

O tratamento inicial pode ser realizado com hidratantes para melhorar a elasticidade da pele e facilitar sua retração para a higiene diária. Em alguns casos, principalmente nas crianças pode-se usar cremes de corticóides locais de baixa potência. A presença do esmegma, secreções das glândulas sebáceas e sudoríparas e de células que se descamam da mucosa podem causar maceração e irritação asséptica das mucosas, que podem predispor a infecção local.

Só se deve operar o paciente com fimose verdadeira.

Caso haja estenose prepucial intensa deve-se indicar a remoção da pele estenótica que obstrui a glande (postectomia) em qualquer idade. Não se deve remover o prepúcio na sua totalidade, devendo recobrir a glande parcialmente, até pelo menos o seu terço médio. Isto é importante para não prejudicar a função das glândulas sebáceas e sudoríparas localizadas no prepúcio e na glande, assim como na coroa prepucial (glândulas de Batson, produtoras de muco).

Prevenção da fimose no adulto

A cirurgia deve ser indicada em qualquer idade, desde que o paciente seja portador de fimose verdadeira. Todos homens nascem com prepúcio e portando não devem ser operados só por terem prepúcio. Raros casos com prepúcio exuberante podem ser indicado a cirurgia, principalmente se houver incomodo e/ou causar desconforto durante o coito, ou apresentarem balanopostite de repetição.

A ereção pode evidenciar o anel prepucial estenótico e ao término da relação é comum observar edema prepucial. A postectomia previne a parafimose (constrição do anel prepucial que cursa com edema e dor, e pode ser intenso causando isquemia e até necrose da glande, se não tratada rapidamente), infecções recorrentes do trato urinário, balanopostite severa ou recorrente e balanopostite xerótica obliterante. Assim, a cirurgia também diminui a incidência das doenças sexualmente transmissíveis, como HIV e o câncer de pênis e na mulher o câncer de colo uterino.

Referência

Fimose – Você sabe quando deve operar?

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