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Câncer de rim – O que você deve saber

câncer de rim

O câncer de rim é atualmente detectado em exames de imagem e são assintomático em 60-70% dos casos. Os pacientes geralmente apresentam alguma dor abdominal e por isso, na investigação se detecta alguma massa renal.

Vamos entender um pouco mais sobre este importante órgão.

1. Onde se localiza o rim?

O rim (kidney) é um órgão duplo localizado atrás do abdômen, na região lombar e em forma de feijão.

2. Qual é função dos rins?

A sua principal função é eliminar os produtos finais do catabolismo dos alimentos. Todas células geram subprodutos do metabolismo que devem ser eliminados. Todavia, quando não são eliminados levam ao estado de insuficiência renal. Desta maneira, vão intoxicando o organismo.

A insuficiência renal aguda se instala de forma rápida. Contudo, a crônica se estabelece lentamente, a exemplo das doenças sistêmicas como a diabetes ou o lúpus.

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Câncer de rim – O que você deve saber

3. Quais são os sintomas provenientes de doenças renais?

O principal sintoma é a dor em cólica causada pela obstrução da drenagem de urina no ureter.

A mais conhecida é cólica pela obstrução do ureter por cálculo oriundo dos rins. A dor inicia na região lombar, mas com a sua descida pelo ureter, se desloca para o flanco. Finalmente, para a fossa ilíaca.

Os cristais urinários são muitos, porém, os mais frequentes são ácido úrico, oxalato de cálcio e de infecção de repetição. Este último, de estruvita, geralmente ocorre em mulheres. O mais freqüente é o de oxalato de cálcio, em 80-85% dos casos.

O câncer de rim (kidney cancer) pode causar dor em cólica, quando tumores volumosos, maiores que 7cm sangra. Desta maneira, o ureter é obstruído por coágulo proveniente do tumor. Por esta razão, sangue na urina (hematúria) é um sinal de doença do aparelho urinário.

O câncer renal geralmente só causa sintomas quando apresenta um volume maior que 4 cm. Os rins são extremamente vascularizados. A ruptura dos vasos do tumor determina sangramento. Muitos dos tumores renais são muito vascularizados. A visualização de sangue na urina sempre é causa de consulta médica. Sua demora poderá custas a sua vida.

dor em peso na região lombar pode ocorrer no câncer renal, contudo, ocorre em tumores volumosos.

A terceiro sintoma pode ser a massa abdominal. Nesta fase, o tumor se encontra em fase avançada e com metástase. Saiba mais sobre sintomas: https://www.drfranciscofonseca.com.br//portfolio/cancer-de-rim-sintomas-fatores-de-risco-prevencao/

4. Qual é a incidência de câncer de rim na população?

A incidência de câncer de rim é maior nos homens do que nas mulheres, na proporção de 2-3 para 1. Geralmente acomete após a sexta para sétima década de vida. Contudo, a incidência decai após os 75 anos.

5. Quais são os fatores de risco para câncer de rim?

Muito pouco ainda se conhece sobre as causas do câncer de rim. Alterações específicas do DNA celular começaram a ser descobertas. Consequentemente, novos tratamentos estão sendo realizados. Entretanto, muita pesquisa científica de ser feita para desvendar sua iniciação.

O tabagismo deve contribuir para a doença, mas seu vínculo maior é com os tumores da pelve renal e ureter.

O câncer de rim está associado com a obesidade (obesity) feminina, com risco relativo de 3,6; risco em relação à população não obesa. Outros fatores que podem desencadear seu início são o cádmio, derivados de hidrocarbonetos (gasolina) e hidrocarbonetos aromáticos (tintas).

O paciente com insuficiência renal que realiza diálise crônica desenvolve lesões císticas em 40%-50%, a doença cística renal adquirida. Assim, pode dar origem ao câncer de rim. Por isso, estes pacientes devem realizar ultrassom renal anualmente após o terceiro ano de diálise.

Paciente com a doença hereditária Von Hippel-Lindau pode desenvolver câncer de rim. Além disso, é a sua maior causa de morte.

Os parentes do primeiro grau com câncer de rim ou com tumores raros têm risco para câncer de rim. Além disso, paciente que teve tumor em vários órgãos, tumor associado com defeitos congênitos, tumor em local raro ou que teve câncer na juventude tem risco para câncer de rim.

6. Você deve se preocupar por ser portador de lesão cística renal detectada pela ultrassonografia?

Em princípio, não. Estas lesões são na grande maioria lesão benigna. São cistos renais simples. Eles ocorrem em mais de 60% das pessoas com mais de 50 anos. Nunca evoluem para câncer renal. Neste cisto não há nenhuma anormalidade na parede do cisto renal. Contudo, cistos com conteúdo interno denso ou massa devem ser vistos como câncer renal até prova do contrário. Sempre devem ser investigados e operados. O exame do patologista determina o seu verdadeiro diagnóstico.

Lesões renais sólidas, com características de conteúdo de gordura, na maioria das vezes são causadas por doença benigna. Estes pacientes devem ser seguidos anualmente com ultrassom. Assim, o tumor é benigno, o angiomiolipoma.

7. Como tratar o câncer de rim?

O tratamento do câncer de rim depende fundamentalmente do estádio da doença, extensão loco-regional e a distância do tumor. A cirurgia é a nefrectomia radical ou parcial. Contudo, a dimensão do tumor no rim é quem determina qual cirurgia dever ser realizada.

8. O que é cirurgia radical do rim ou nefrectomia radical?

nefrectomia radical é a cirurgia que remove o rim em monobloco com a gordura que o envolve. Nesta cirurgia, pode ser por via lombar ou abdominal. Contudo, esta via é a escolhida no tumor que invade a veia renal ou a cava.

O padrão ouro (aceito como ideal) é a nefrectomia radical por via laparoscópica ou robótica. A nefrectomia parcial é mais complexa e deve ser realizada por cirurgiões com maior experiência. Esta técnica está em ampla disseminação entre os urologistas no nosso meio.

Contudo, os tumores mais volumosos de pólo superior ou multifocais e volumosos dos rins são removidos com a glândula supra-renal ipsilateral.

9. O que é cirurgia parcial do rim ou nefrectomia parcial?

A cirurgia renal mais realizada para tratar o câncer do rim é a nefrectomia parcial. A maioria dos pacientes são diagnosticados com grandes chances de cura e ainda com a chance de preservação do rim acometido pela doença. São mais indicados para nódulos renais com tamanho menor que 4cm. Conduto, para os tumores exofíticos pode ser realizada em até tumores de 7cm.

A maioria das lesões renal sólida maior que 2cm detectada pelo ultrassom ou tomografia deve ser tratada. Assim, exames para investigar queixa abdominal pode detectar por acaso a lesão renal. É o achado incidental de massa renal. Estas lesões são câncer em 80% dos casos. Afinal, sobrevida após a nefrectomia parcial é de 95-100% em 5 anos.

Saiba mais sobre observação de lesões renais em: https://www.drfranciscofonseca.com.br//nefrectomia-pode-retardar-cancer-renal/

O acesso preferencial do tumor menor e polar renal é lombar. Contudo, tumor central do rim é mais facilmente tratado pela via aberta. É a mais usada no nosso meio. Contudo, a cirurgia minimamente invasiva tem ganhado popularidade entre os especialistas no nosso meio. Muitos hospitais contam com a cirurgia robótica.

A nefrectomia parcial laparoscópica é uma alternativa para cirurgiões mais experientes. Para isso, a remoção do tumor deve ser realizada com rapidez, em menos de 25 minutos para não causar isquemia renal e consequente, lesão renal. A artéria e/ou veia renais são clampeadas, mas em alguns casos é possível realizar a cirurgia sem clampeamento dos vasos. Assim sendo, com o avanço da tecnologia, a cirurgia robótica tornou a via laparoscópica mais fácil. Hoje em dia, a cirurgia robótica tornou a nefrectomia parcial mais fácil e inclusive mais segura que a nefrectomia laparoscópica. Isso por que o robô facilita as manobras cirúrgicas com a vantagem de visão 3D.

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Referência

https://uroweb.org/guideline/renal-cell-carcinoma/

https://www.drfranciscofonseca.com.br//portfolio/cancer-de-rim-sintomas-fatores-de-risco-prevencao/

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