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Diretrizes do câncer de próstata

diretrizes do câncer de próstata

As diretrizes do câncer de próstata foram criadas para dirigir as condutas para o diagnóstico. Portanto, facilita a discussão sobre os possíveis caminhos do tratamento para o paciente portador de câncer de próstata. Em inglês é chamada de Guidelines. Assim, elas foram criadas por um grupo de especialista no assunto, baseado nos resultados de estudos que obtiveram o melhor resultado terapêutico.

O câncer de próstata é uma doença complexa, na qual as características da doença, idade, comorbidades e a preferência individual do paciente impacta na escolha do tratamento. Portanto, uma vez definidos os caminhos do tratamento, o médico discute com seu pacientes sobre qual caminho deve ser tomado.

Diagnóstico do câncer de próstata

Nos países desenvolvidos, o diagnóstico do câncer de próstata tem crescido principalmente pelo aumento da idade dos seus habitantes. Todavia, com seu envelhecimento há aumento considerável do seu diagnóstico com potencial risco de se realizar um super tratamento após seu diagnóstico precoce. Ele é feito principalmente pelo toque retal e PSA.

Desta maneira, muita doença diagnosticada não precisa receber tratamento imediato, pois não há agressividade para causar a morte dos seus portadores em curto intervalo de tempo. Assim, o conhecimento da evolução da doença abriu uma nova visão sobre como tratar os pacientes portadores do câncer de próstata. Por isso, as vezes, a progressão da doença pode ocorrer depois de 20 anos.

Fatores de risco mais importantes do câncer de próstata

Há três fatores de risco bem estabelecidos para o câncer de próstata:

  • aumento da idade,
  • origem étnica e
  • predisposição genética.

Atualmente, contudo, não há nenhuma evidência de que as medidas preventivas podem reduzir o risco do câncer de próstata.

Classificação TNM para definição das diretrizes do câncer de próstata

Classificação Tumor, Linfonodo (Nodes) e Metástase, conhecida com classificação TNM dos tumores malignos é usada para se avaliar a extensão da doença no organismo. É o chamado estadiamento da doença. Assim, ela é uma das diretrizes para se planejar o tratamento do câncer de próstata. Portanto, quanto mais agressiva é sua extensão loco-regional e a distância mais agressivo será o tratamento, com maiores repercussões clínicas. Contudo, o estádio T do estadio é avaliado apenas pelo toque retal.

Tumor
primário
Subclasse
do EC T
Descrição do estadio
TXTumor primário não pode ser avaliado
T0Sem evidência do tumor primário
T1Tumor não palpado ao toque retal – clinicamente inaparente
T1aTumor incidental histológico, achado em menos de 5% do material ressecado
T1bTumor incidental histológico, achado em mais de 5% do material ressecado
T1cTumor incidental identificado histologicamente por biopsia pelo aumento do PSA
T2Tumor é palpado e confinado dentro da próstata
T2aTumor envolve uma metade de um lobo ou menos
T2bTumor envolve mais do que uma metade de um lobo, mas não ambos os lobos
T2bTumor envolve ambos os lobos
T3Tumor estende além da cápsula prostática
T3aTumor com extensão extracapsular uni ou bilateral
T3bTumor invade a vesícula seminal(s)
T4Tumor está fixo ou invade estruturas adjacentes outras que a vesícula seminal:
esfíncter externo, reto, músculos elevadores e/ou parede pélvica
NLinfonodos regionais (pélvico)
NXLInfonodos regionais não podem ser avaliados
N0Ausência de comprometimento linfonodal pélvico
N1Metástase em linfonodos regionais
MMetástase a distância
M0Sem metástase a distância
M1aMetástase em linfonodos regionais
M1bMetástase óssea
M1cOutras locais de metástases

Além disso, todos os tumores de próstata histologicamente confirmados como órgão-confinados depois da prostatectomia radical são do estadio patológico T2. Portanto, a atual classificação do UICC (União Internacional contra o câncer) não reconhece mais as subclasses pT2.

Grupos de risco para recidiva bioquímica do câncer de próstata localizado e localmente avançado

Os pacientes devem ser classificados conforme o seu grupo de risco para que se possa planejar o tratamento da doença. Portanto, quanto mais avançada a doença, maior será a extensão da ressecção das margens da prostatectomia e da linfadenectomia pélvica ou a taxa de radioterapia a ser aplicada, assim como a extensão dos campos irradiados.

Definição
Baixo riscoRisco intermediárioAlto riscoMuito alto risco
PSA < 10 ng/mL
Escore de Gleason < 7
(ISUP grau 1)
e cT1-T2a
PSA 10-20 ng/mL
ou escore de Gleason 7
(ISUP grau 2/3)
ou cT2b
PSA > 20 ng/mL
ou escore de Gleason > 7
(ISUP grau 4/5)
ou cT2c
qq PSA
qq escore de Gleason
(qq grau de ISUP)
cT3-4 0u cN+
LocalizadoLocalmente avançado

Grau ISUP 2014

A International Society of Urological Pathology (ISUP) World Health Organization (WHO) de 2014 adotou grau de grupos. Assim, permite um melhor entendimento e comportamento co câncer de próstata diagnosticado.

Classificação ISUP conforme o escore de Gleason:

Escore de Gleason Grau ISUP
2-6 1
7 (3+4) 2
7 (4+3) 3
8 (4+4 ou 3 +5 ou 5 +3) 4
9-10 5

A classificação do grau ISUP é usada para definir os pacientes em grupos de risco ao diagnóstico. Por isso, as diretrizes do câncer de próstata facilitam a escolha do tratamento. Portanto, a partir daí planejar o possível tratamento a ser instituído. Assim, esta classificação deve ser apresentada aos pacientes para seu tratamento, baseado nas suas comorbidades e preferências do paciente. Além disso, vários especialistas podem apresentar sua considerações para tomada de decisão final, como radioterapeutas e oncologistas.

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Referência

https://www.nccn.org/professionals/physician_gls/pdf/prostate.pdf

https://www.nccn.org/patients/guidelines/prostate/2/index.html

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