DST – Entenda tudo sobre o assunto

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Doença sexualmente transmissível (sexually transmitted disease) ou DST é a doença que pode ser transmitida pelo contato sexual. Ela é causada por microrganismo, podendo ser o seu agente etiológico: vírus, bactéria, micobactéria, protozoário, parasita, fungo e eventualmente agentes mistos.

As infecções podem causar lesões na mucosa e pele da genitália masculina e feminina. As infecções podem invadir os tecidos e se disseminar sistemicamente ou podem lesar por contaminação ascendente a outros órgãos genitais, tanto nos homens como em mulheres. Podem causar infecção crônica na próstata, epidídimos, útero, trompas. Por isso, podem culminar em dano irreparável, como esterilidade masculina e feminina. Doença sexualmente transmissível pode estar implicadas na gênese do câncer, como o HPV na etiopatogenia do câncer do pênis e do colo de útero. As hepatites podem ser transmitidas pelo contato sexual, sendo e estes vírus também estão relacionados ao câncer do fígado.

Sintomasdst

Existem casos que a doença é transmitida sem que o portador manifeste nenhum sintoma Pode ocorrer infeção por clamídia, sem sintomas em 50% dos homens e 75% das mulheres. Outras vezes, estes pacientes podem apresentar sintomas meses e até anos após sua contaminação em órgãos genitais ou distantes do local da infecção inicial.

Adultos jovens com dor no testículo devem ser encarados como portadores de infecção crônica nos epidídimos causado por clamídia ou micoplasma até prova do contrário.

Podem ocorrer casos sem secreção uretral ou vaginal significativa. Toda secreção uretral, vaginal, lesões ulceradas na genitália devem ser encaradas como doença sexualmente transmissível. Podem ocorrer aumento dos gânglios inguinais, que inclusive podem se ulcerar ou cursar com fístula para pele. Algumas destas doenças são febris e podem ser debilitantes e causam caquexia (emagrecimento progressivo). Saiba mais em: http://giv.org.br/DST/O-Que-s%C3%A3o-DST/index.html

Diagnóstico da doença sexualmente transmissível – DST

Depende do órgão afetado. Contudo, em alguns casos a lesão inicial pode não se manifestar, e desta maneira, tornando o diagnóstico da doença difícil. Pode ocorrer Lues (sífilis), sem que o paciente apresente a lesão ulcerada inicial. Entretanto, pode ser diagnosticada por lesão secundária que atinge pele e mucosa. Além disso, o diagnóstico pode ser suspeitado em órgãos distantes da genitália como nos olhos e garganta.

A identificação do agente é fundamental para o tratamento. A pesquisa do agente etiológico tanto local como em testes sorológicos podem revelar o diagnóstico. As vezes, exames sanguíneos inespecíficos podem dar pistas de que algo está errado no organismo.

Pacientes com secreção provenientes de fístula na bolsa escrotal devem ser investigados como tuberculose genital até prova do contrário. Geralmente, estes pacientes apresentam febre vespertina. A tuberculose é transmitida por gotículas da tosse, contato cutâneo-mucosa, transplacentária. Além disso, pode ocorrer pela urina e contato sexual. Pode causar infertilidade.

Tratamento

O tratamento deve ser indicado conforme o agente etiológico. O esquema e tempo de tratamento dependem do tempo da instalação da doença e do órgão acometido. Contudo, quando ocorre lesões extensas pode-se não restituir a função do órgão com o tratamento. Por isso, pode exigir remoção cirúrgica ou cirurgia reparadora. O tratamento pode provocar danos a outros órgãos que não estão acometidos da doença, mas danificados pelo tratamento. Desta maneira, pode-se desenvolver surdez por uso de certos antibióticos.

Prevenção

A prevenção é realizada pelo sexo seguro, com uso do preservativo. Entretanto, mesmo assim, é possível ocorrer contaminação e desenvolvimento da DST. É comum o HPV em pacientes que usaram preservativo e aparecem com lesões verrucosas na região do púbis.

Vírus são microrganismos muito menores que bactérias e fungos. Por isso, podem ultrapassar os poros do látex do preservativo. Seu uso diminui muito a população infectante, podendo melhorar a eficácia das defesas imunológicas do nosso organismo. Os vírus precisam das organelas celulares do hospedeiro para se multiplicarem.

Atualmente está disponível a vacina para HPV quadrivalente. Deve ser aplicada dos 9 aos 26 anos, mas o ideal preconizado é ser administrada antes do início da atividade sexual. Saiba mais sobre preveção do HPV em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/hpv-voce-esta-se-prevenindo/

Pode-se indicar postectomia a pacientes de risco para doenças sexualmente transmissível, como ocorre com homossexuais. Na África, a cirurgia causou decréscimo da incidência do HIV. A epitelização da mucosa do prepúcio e da glande torna a pele mais resistente a passagem de microrganismo causadores das DST.

O sexo anal causa uretrite por bactérias intestinais, portanto, gram negativas. Deve-se realizar tratamentos profiláticos em pacientes que foram violentados, sendo instituídos drogas para protege-los de múltiplos agentes. Por isso, deve-se administrar tratamento com antirretrovirais para combater o vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA).

Evite a promiscuidade!

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Referência

https://www.bbc.com/portuguese/brasil-39093771

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26779687