marcapasso e cirurgia da próstata
marcapasso e cirurgia da próstata

Marcapasso e cirurgia de próstata é uma situação clínica muito frequentemente encontrada no dia a dia, pois as pessoas estão vivendo mais e com maior qualidade de vida. Em algumas situações uma doença grave pode ser bem tratadas pelos avanços tecnológicos usados na Medicina. Assim, ocorre nos paciente com cardiopatias que necessitam de um marca-passo.

Esses aparelhos controlam os batimentos cardíacos, que são na verdade pulsos elétricos que vão estimular as contrações do músculo cardíaco, chamado de miocárdio. Eles passam a controlar os batimentos cardíacos quando saem da normalidade, evitando uma evolução para arritmias que podem causar uma parada cardíaca.

As indicações do marcapasso

As indicações do marcapasso cardíaco para seu uso depende da condição clinica do paciente e seu risco para que acontece qualquer tipo de arritmia cardíaca que pode colocar em risco de vida do paciente. Elas podem aparecer de súbito e evoluir para arritmias ventriculares e causar a morte do paciente. Estes aparelhos reconhecem precocemente uma arritmia importante e passam a comandar o ritmo do coração. As principais causas para desencadear as arritmias cardíacas são:

  1. bloqueio atrioventricular;
  2. insuficiência cardíaca grave;
  3. doença do nó sinusal;
  4. doença cardíaca congênita.
  5. síncope neurocardiogênica;
  6. bloqueio bifascicular crônico;
  7. síndrome do seio carotídeo e
  8. cardiomiopatia hipertrófica

Cirurgias para HPB

As principais cirurgias para tratamento da hipertrofia benigna da próstata (HPB) se baseiam principalmente nos sintomas urinários classificados de moderado a grave, em pacientes que falham ao tratamento medicamento, no volume da próstata, em indicações clássicas que impõe como conduta inicial para o tratamento cirúrgico e na condição clínica do paciente. 

As cirurgia com melhor resultado clínico do paciente, ou seja. melhora dos sintomas miccionais, causando jato forte e desobstrução da próstata, restaurando parcial/totalmente a lesão muscular da bexiga são: a Ressecção endoscópica da próstata (RTU de próstata), cirurgia aberta para próstatas volumosas (Prostatectomia aberta, por laparoscopia ou robótica). Outros tipos de procedimento cirúrgicos são menos efetivos, transitórios e podendo retornar a condição prévia miccional.

A cirurgia mais efetiva e que se mantem ao longo do tempo é a enucleação endoscópica da próstata. Nesta cirurgia, todo o adenoma obstrutivo é removido, deixando a loja prostática aberta e dificilmente poderá se obstruir com o passar dos anos. Portanto, se indicam classicamente e principalmente para tratamento das próstatas volumosas.

O que fazer com o marcapasso prévio a cirurgia?

O paciente que possui um marcapasso de ser desativado para que se possa usar o bisturi elétrico. A corrente elétrica pode danificar o marcapasso e em alguns casos sua desativação pode ser contraindicada pelo risco do paciente entrar em arritmia severa. O bisturi monopolar usa uma placa para que a corrente elétrica saia do corpo e portanto é mais perigoso porque a eletricidade pode atingir o marcapasso. O bisturi elétrico bipolar é o mais indicado quando se opera estes pacientes. Neste caso, a eletricidade trafega entre seus suas hastes metálicas que estão próximas, não passando eletricidade para outras partes do corpo. Todavia, isso nem sempre acontece, pois não elimina 100% do trânsito de eletricidade e pode escapar afetando o marcapasso. Além disso, muitos desses pacientes usam anticoagulante e antiplaquetários, que podem favorecer ao sangramento intra e pós-operatório.

Assim sendo, todas as cirurgia que usam o bisturi elétrico não podem ser usadas pelo risco de danificar o marcapasso, como: RTU de próstata, Prostatectomia aberta, laparoscópica e robótica

A melhor solução é realizar a desobstrução prostática usando o laser. Ele não usa eletricidade e sim uma luz especial que carrega energia, cuja onda eletromagnética não interfere com o marcapasso cardíaco. Além disso, se indica o laser para pacientes que estão anticoagulados. Todos os tamanhos de próstata podem ser operados, gerando uma desobstrução completa. Logicamente, os cirurgiões usam muitas configurações técnicas que permitem os aparelhos e técnicas operatórias para o sucesso da enucleação endoscópica prostática.

Ação local do laser nos tecidos prostáticos 

A penetrabilidade tecidual dos lasers de hólmio e túlio é mínima, em torno de 0,6 a 4mm, seja para a profundidade de incisão, zona de coagulação vascular e necrose tecidual, aumentando diretamente a sua ação tecidual com a potência. Não afetam a inervação e os vasos que se dirigem ao pênis, portanto sem prejuízo para a qualidade da função eréctil, exceto que os pacientes deixam de ejacular. Os pacientes mantem a ereção prévia à cirurgia, apresentam orgasmo, mas não eliminam o sêmen.

As variações pequenas do comprimento de onda para emissão dos lasers, do coeficiente de absorção pela água e da energia liberada nos pulsos de lasers geram significativas alterações visuais perceptíveis nos tecidos. Estas diferenças se observam claramente durante a enucleação. O hólmio laser disseca melhor o adenoma da pseudocápsula deixando mais visível o campo operatório, enquanto o túlio laser causa maior coagulação, mas não deixa claro os planos cirúrgicos. Portanto, estas mudanças físicas da entrega da onda geram vantagens e desvantagens para cada laser.

Quais são aparelhos de laser indicados?

Os lasers indicados são: o Hólmio laser (HoLEP), Túlio laser (TULEP), ambos realizam a enucleação endoscópica da próstata. Estes atuam principalmente nas moléculas de água existente nas células e nos vasos sanguíneos. A água é o seu cromóforo (maior absorvedor da sua energia). Outro laser é o GreenLight, que usa laser com comprimento de onda de 532nm, ou seja, dentro do espectro da luz visível. Daí ser chamado de laser verde. O seu cromóforo é a hemoglobina.

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Referências

Sintomas do trato urinário inferior

Enucleação da próstata em números