O que é câncer de testículo?

É uma neoplasia que ocorre em células germinativas em mais de 90% dos casos, com uma das taxas de crescimento mais rápidas entre as neoplasias malignas. O câncer de testículo pode se iniciar pelo carcinoma in situ (CIS) ou neoplasia intratubular das células germinativas. O câncer de testículo é dividido em dois grandes grupos de tumores:

  • seminomas e
  • tumores não-seminomatosos (carcinoma embrionário, tumor do saco vitelínico, coriocarcinoma e teratoma)

Ambos os grupos ocorrem em proporções iguais.

câncer de testículo é o tumor mais frequente das neoplasias em homens entre 15 e 34 anos de idade. Os seminomas ocorrem em média aos 31 anos de idade e os tumores não-seminomatosos aos 22 anos. Contudo, abaixo dos 13 anos ocorrem os tumores do saco vitelínico e teratoma (7% dos casos). Além disso, a incidência bilateral ocorre em 2-3% dos pacientes. Saiba mais sobre câncer de testículo em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/sinais-e-sintomas-do-cancer-de-testiculo-tratamento/

 

Sintomas

A principal queixa do paciente é o aumento progressivo do testículo, geralmente indolor. Ao exame físico se observa tumor endurecido. Qualquer massa endurecida no testículo ou no abdômen em adulto jovem deve ser considerada câncer de testículo até prova em contrário. Contudo, as vezes, o principal sintoma é decorrente da doença metastática.

 

Fatores de risco

São conhecidos como fatores de risco para desenvolvimento de câncer de testículo: carcinoma in situ – CIS do testículo (carcinoma de células germinativas intratubular), gônadas disgenéticas, criptorqudia (não houve descida correta dos testículos da cavidade abdominal para a bolsa escrotal), antecedente de câncer de testículo em testículo contralateral (3-4%), história familiar (risco de 4-10 vezes), infertilidade (10-15%), testículo atrófico (5-10%), com síndrome de Klinefelter, usuários de maconha e portadores de HIV.

 

Diagnóstico do câncer de testículo

O diagnóstico suspeito é feito pela história clínica e exame físico da massa endurecida testicular. A extensão da doença é feita por exames de imagem e sangue. O estadiamento (extensão da doença no organismo) é feito por exames de imagem (ultrassonografia, tomografia, ressonância, PET-CT e mapeamento ósseo. Além disso, com marcadores tumorais do câncer de testículo (β-HCG, α-fetoproteína e DHL). Mais ainda, por se tratarem de pacientes jovens, na maioria dos casos, deve-se colher sêmen para avaliar o espermograma e fazer preservação em banco de sêmen (criopreservação).

 

Tratamento

O tratamento do câncer de testículo é baseado no exame histopatológico e estadiamento (extensão que a doença no corpo). A orquiectomia (remoção cirúrgica dos testículos) é uma prioridade para o diagnóstico definitivo e seu atraso pode significar a perda de oportunidade para curar o paciente. A orquiectomia radical pode ser o único tratamento para curar o paciente no início da doença.

Todavia, pacientes de alto risco apresentam gânglios metastáticos no retroperitônio ou com massas visíveis pelos exames de imagem – ou, em outros sítios como pulmão e cérebro –, devem ser submetidos à quimioterapia.

De maneira geral, quanto mais cedo for iniciado o tratamento, maiores serão as chances de cura da doença. Saiba mais sobre câncer de testículo em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/o-que-voce-precisa-saber-sobre-cancer-de-testiculo/

 

Prevenção

Pacientes de risco devem ser seguidos e orientados desde a infância para possibilidade de evoluir com câncer de testículo, devendo ser alertados sobre testículos suspeitos: pacientes com criptorquidia, com ou sem orquidopexia; testículos hipotróficos e hipogonádicos – com baixa testosterona sérica. Saiba mais sobre criptorquidia em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/o-que-e-criptorquidia/

Qualquer crescimento no tamanho do testículo deve ser investigado rapidamente. Cuidado ao considerar tumor testicular como orquite!