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Prevenção do câncer de próstata

câncer de próstata

O que se chama de prevenção do câncer de próstata na verdade é o seu diagnóstico, ou seja, a detecção precoce do câncer de próstata. A sua prevenção é feita com hábitos saudáveis ao longo da vida, como: praticar exercícios regulares, não fumar, evitar sol em excesso, alimentar-se com comida sem aditivos e agrotóxicos, evitar comida gordurosa em excesso, comer pouca carne vermelha, manter-se com bom peso para idade, evitar doenças sexualmente transmissíveis e etc. Desta maneira, se reduzem todos os tipos de câncer em até um terço. Isto é prevenção do câncer.

Assim sendo, existem muitos alimentos que diminuem a incidência do câncer. Conhecê-los pode nos livrar de muitas doenças.

O que é a próstata? 

A próstata é uma glândula do sistema reprodutivo masculino. A próstata normal em homens jovens tem o tamanho de uma noz. O seu crescimento normal se inicia os vinte anos. Todavia, seu crescimento é variável por fator familiar ou esporádico.

A próstata situa-se abaixo da bexiga. A uretra passa por dentro dela. A principal função da próstata e da vesícula seminal é a produção do sêmen. Elas alimentam e transportam os espermatozóides.
O câncer de próstata tem crescimento lento, com tempo de duplicação estimado de 2 a 4 anos. Na fase inicial pode demorar até 15 anos para atingir 1 cm de diâmetro, mas depois tem crescimento rápido. Contudo, se sabe que os portadores de câncer de próstata podem morrer de outras doenças, sem que sejam diagnosticados.

Quais são os sintomas do câncer de próstata?

Câncer de próstata - Como realizar a sua prevenção?
Câncer de próstata – Como realizar a sua prevenção?

Na fase inicial do câncer, os pacientes são geralmente não apresentam sintomas ou podem apresentar discreta dificuldade miccional. Contudo, quando o tumor está localmente avançado, o paciente podem ter distúrbios miccionais. Tais como jato miccional fraco, dor à micção, tempo aumentado para esvaziamento da bexiga, aumento da freqüência miccional. A retenção urinária, anemia, perda do apetite, queda progressiva do estado geral, emagrecimento e dores ósseas são encontrados nos pacientes com doença avançada.

Como se diagnostica o câncer de próstata?

O toque retal e o exame laboratorial, o antígeno prostático específico – PSA, são os mais usados,.

Pelo toque, sente-se o seu tamanho e a sua consistência. Pode-se identificar o crescimento benigno da próstata, a hipertrofia prostática benigna, a prostatite ou infecção bacteriana da próstata e o câncer de próstata.

No câncer de próstata, a glândula encontra-se endurecida, seja em forma de nódulo ou em casos mais avançados totalmente endurecida.

Todo endurecimento prostático deve ser considerado câncer até prova do contrário. Embora seja desconfortável, não é doloroso, é de rápida realização. Se apresenta dor no exame pode ser portador de prostatite aguda, crônica ou infecção do trato urinário com envolvimento prostático.

O PSA mostra valor normal em homem com próstata normal. O teste é suspeito quando aumentado em relação ao normal para a idade ou volume da próstata. Ainda assim, muito aumentado e nestes casos, o exame é fortemente indicativo de câncer.

PSA é feito de rotina na avaliação da saúde do homem. Mais ainda, o PSA faz o diagnóstico do câncer de próstata em mais de 60% pela sua alteração exclusiva.

O ideal é que o paciente tenha PSA menor que 2,5 ng/mL e velocidade anual menor que 0,35 ng/mL.

O seguimento do paciente por seu urologista é fundamental e deve ser realizado na maioria das vezes anualmente. Principalmente para homens com mais de 50 anos e com expectativa de vida maior que 10 anos. Às vezes, a próstata encontra-se normal ao toque, mas o PSA se eleva rapidamente no intervalo entre os exames. Outros casos, mais raros, a próstata tornou-se endurecida sem ocorrer aumento do PSA. Nestas circunstâncias, há suspeitar de câncer. Portanto, PSA e toque devem ser avaliados conjuntamente.

Como é feito o seu diagnóstico definitivo? 

Quando quaisquer uns destes exames estão alterados, deve-se prosseguir na investigação diagnóstica, pois algo pode estar errado. Nesta situação, após afastar infecção do trato urinário, indica-se biópsia prostática para afastar o câncer.

O diagnóstico de câncer de próstata ocorre de 20-30% e 60-70% em pacientes com PSA entre 4-10 e maior que 10 ng/ml, respectivamente. Entretanto, se não diagnosticados com de câncer, até 20% são submetidos a nova biópsia por suspeita da doença.

A biópsia prostática é realizada por meio da ultrassonografia transretal, que avalia o aspecto geral da glândula por via retal. Geralmente são realizadas biópsias em número de pelo menos doze fragmentos, em toda a extensão da glândula. Atualmente, se realiza biópsia com analgesia. O diagnóstico definitivo é feito pelo patologista. Desta maneira, ele avalia a estrutura da glândula e pode definir com precisão o diagnóstico e a agressividade do câncer.

Quais são os pacientes considerados de risco para ter câncer de próstata?

Não se conhece a verdadeira causa do câncer de próstata. Negros americanos têm a maior incidência mundial, duas vezes maior que em brancos. Os japoneses têm uma das menores incidências mundiais. Estudos de autópsia mostram a mesma taxa de câncer de próstata incidental entre japoneses e brancos americanos. Entretanto, quando migram para os EUA, sua incidência clínica torna-se a mesma do americano. Provavelmente, o meio ambiente deve promover a transformação clínica.

Outros fatores investigados como promotores do câncer de próstata são: dieta rica em gordura, altas taxas de androgênios e estrogênios, assim como trabalhador das industrias de cádmio (usado em ligas metálicas), borracha, ferro, cromo e chumbo.
Paciente que possui um parente com câncer de próstata, tem um risco duas vezes maior e os com mais de um parente tem de seis a onze vezes mais.

Os paciente, cujos familiares diagnosticados com menos de 60 anos pode ter um tipo genético de transmissão da doença. É hereditária e são os pacientes com maior risco de desenvolverem a doença. Ocorre em menos de 5% dos casos. Portanto, estes pacientes devem realizar seus exames a partir dos 35-40 anos.

Paciente que apresenta aumento do PSA maior que 2 ng/ml/ano é considerado com alta probabilidade de ter câncer de próstata. Ele tem risco de 15% de vir a morrer pela evolução da doença, independente do seu tratamento proposto.

Porque se deve realizar o “check up” da próstata anualmente?

A cura do paciente com câncer de próstata é possível quando as células do câncer estão confinada dentro da próstata. Se o paciente realiza exame anualmente, deve ter PSA menor que 10 ng/ml e doença ainda confinada à próstata. Por consequência, a chance de cura do câncer de próstata é maior de 90%. O rastreamento anual do câncer de próstata pode reduzir a mortalidade específica de câncer em até 62%.

O que se deve saber antes de iniciar um programa de rastreamento do câncer de próstata?

Segundo o “Colégio Americano dos Cirurgiões”, os pacientes devem ser informados a respeito de:

  • O câncer de próstata é um problema importante.
  • Os benefícios da triagem e do tratamento agressivo do câncer de próstata ainda não são comprovados para casos localmente avançados.
  • Medidas do PSA e toque retal podem apresentar resultados falso-positivos ou falso-negativos.
  • A probabilidade de uma avaliação invasiva é relativamente alta, pois pode ocorrer resultado de um exame falso-negativo.
  • Terapia agressiva a partir do diagnóstico é necessária e oferece benefícios.
  • Um risco pequeno, porém real, de óbito. Há risco significativo de doença crônica, com relação à disfunção sexual e urinária associado ao tratamento.
  • A detecção precoce pode salvar vidas.
  • A detecção e o tratamento precoce podem evitar futuras doenças relacionadas ao câncer.

O câncer de próstata é a neoplasia mais frequente nos homens, após o de pele. Além disso, é a segunda causa de morte após o câncer de pulmão.

Como são tratados os pacientes com doença localizada da próstata?

Através de prostatectomia radical da próstata ou radioterapia. Por isso, o tratamento deve ser discutido com o paciente baseado na idade, condições clínicas e na sua escolha terapêutica.

E os pacientes com doença avançada?

O câncer de próstata é sensível à queda do hormônio masculino, a testosterona. É possível o tratamento com cirurgia para remoção das células produtoras de testosterona do testículo, conhecido como células de Leydig. Realiza-se a orquiectomia subcapsular ou o uso de medicamentos que bloqueiam a produção da testosterona. Ambos tratamentos visam a remoção da testosterona sanguínea, o que causa morte celular para as células hormônio sensíveis.

Contudo, caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato gênito-urinário acesse a nossa área de conteúdo para pacientes para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

Referência

http://www.auanet.org/guidelines/prostate-cancer-clinically-localized-(2017)

https://uroweb.org/guideline/prostate-cancer/

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