Deficiência de testosterona e suas doenças associadas

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A deficiência de testosterona é prejudicial a fisiologia masculina. Ela exerce um importante papel metabólico em muitos tecidos e órgãos. Desta maneira, atua na manutenção da saúde do homem. A testosterona apresenta múltiplas funções fisiológicas para regulação do metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos.

A testosterona regula:

  1. o crescimento muscular,
  2. o metabolismo ósseo,
  3. o metabolismo cerebral,
  4. a eritropoese (formação dos glóbulos vermelhos),
  5. as funções hepáticas,
  6. o endotélio (epitélio dos vasos),
  7. os pelos e cabelos,
  8. a função e inibição da adipogênese (formação de gordura corporal)

A deficiência de testosterona causa:

  1. Obesidade (aumento de gordura corporal e visceral),
  2. Aumento da circunferência da cintura,
  3. Diminuição da densidade óssea (osteopenia, osteoporose) e fratura óssea aos pequenos impactos
  4. Diminuição da massa muscular e força, inclusive do miocárdio
  5. Ginecomastia (aumento das mamas)
  6. Anemia
  7. Resistência a insulina (síndrome metabólica),
  8. Diabetes melitus tipo 2,
  9. Hipertensão arterial sistêmica
  10. Inflamação,
  11. Aterosclerose e doença cardiovascular,

Além disso:

Alterações no sistema nervoso centraldeficiência de testosterona

  • Diminuição da energia e do vigor físico, vitalidade e bem estar, fadiga, letargia, mudança na qualidade do sono (insônia), humor deprimido, depressão e irritabilidade, redução da motivação, concentração, memorização e esquecimento, ondas de calor (fogachos por queda aguda da testosterona), diminuição da habilidade cognitiva (raciocínio).

Mais ainda:

Disfunção eréctil e infertilidade

  • Diminuição ou perda da libido (desejo sexual), diminuição das ereções espontâneas matinais e noturnas, disfunção eréctil e da atividade sexual, dificuldade de atingir o orgasmo ou diminuição, diminuição das características secundárias (testículos e pênis menores), queda de pelos corporais, oligospermia e azoospermia.

Todas estas doenças associadas levam a diminuição da qualidade de vida. Porém, pode ocorrer uma variabilidade individual. Assim, não aparecem todos os sinais e sintomas da deficiência de testosterona. Geralmente são vistos alguns deles, mas que são exclusivos do hipogonadismo. Estes sintomas podem ser observadas em várias doenças comuns do envelhecimento masculino.

A síndrome metabólica (obesidade, hipertensão arterial, hiperdislipedemia e diabetes) é uma doença que vem aumentando de importância no mundo atual. Ela é decorrente da mudança do estilo de vida, sedentarismo, alimentação inadequada e diminuição da atividade física.

A disfunção eréctil é mais prevalente em homens com diabetes mellitus, resistência a insulina, índice de massa corpórea elevado ou obesidade excessiva (IMC >40 Kg/m2). Por outro lado, pessoas com níveis ótimos de testosterona tem maior proteção para o diabetes tipo 2. A deficiência de testosterona nos obesos aumenta os níveis de insulina em jejum comparados aos não-obesos.

O tratamento de portadores de câncer de próstata metastático causa redução da testosterona e reduz a sensibilidade à insulina. Neste estádio da doença os pacientes apresentam metástase para ossos e/ou linfonodos. Por isso, quanto mais lesões mais grave é o caso. Portanto, pode ocorrer aparecimento ou piora do diabetes. Aliás, várias doenças clínicas podem aparecer pelo hipogonadismo nestes pacientes. Os níveis de testosterona podem cair ao nível de castração, ou seja menor que 20ng/mL. Desta maneira, o necessário tratamento causar piora na sua qualidade de vida.

Hipogonadismo hipogonadotrófico

Os pessoas mais jovens podem apresentar hipogonadismo hipogonadotrófico. Algumas doenças afetam diretamente a hipófise. Portanto, há queda da produção da testosterona é causada pela baixa produção do hormonio luteinizante. A hipófise é a principal glândula endócrina que comanda as outras do organismo. Assim, a testosterona é produzida pela ação do hormônio luteinizante de origem hipofisária no testículo. A célula produtora de testosterona no testículo é a células de Leydig.

A deficiência de testosterona está associada a efeitos adversos dos níveis de triglicérides, insulina e LDL colesterol (colesterol ruim). Assim, aumenta o risco cardiometabólico. Por isso, tem mais doença coronariana como infarto agudo e angina pectoris. Além disso, o acidente vascular cerebral por obstrução da carótidas.

As artérias são mais espessadas e facilita a obstrução por trombos. Estes pacientes geralmente são hipertensos e tem artérias enrijecidos. Portanto, a deficiência de testosterona causa dano ao endotélio dos vasos sanguíneos. Por isso, a terapia de reposição de testosterona melhora estas lesões. Da mesma maneira, aumenta a síntese de óxido nítrico endotelial na musculatura dos vasos, deixando-os mais dilatados. Portanto, a reposição da testosterona diminui a pressão arterial.

Testosterona baixa aumenta a mortalidade

O homem com testosterona baixa tem maior mortalidade do que aquele com nível normal. Isto, independentemente da idade, gordura corporal e estilo de vida. Além disso, quanto mais baixo seu nível de testosterona, maior é a mortalidade.

A testosterona é necessária para ao desenvolvimento da genitália, manutenção e qualidade da ereção ao longo da vida. Pessoas com deficit de ereção, disfunção eréctil, podem apresentar diminuição da testosterona. Sua reposição isolada ou associada a outras medidas terapêuticas podem normalizar a ereção. Em até 20% das pessoas mais com mais de 60 anos podem ter hipogonadismo. A sua reposição normalmente melhora a qualidade da ereção desses pacientes.

reposição hormonal masculina também diminui as citoquinas. Por isso, melhora a inflamação crônica existentes nos órgãos. A síndrome metabólica apresenta baixos níveis de testosterona.

Concluindo, sabendo a causa do hipogonadismo, a sua reposição melhora a qualidade e aumenta a esperança de vida.

 

Referência

http://www.auanet.org/guidelines/testosterone-deficiency-(2018)

https://uroweb.org/guideline/male-hypogonadism/

https://www.drfranciscofonseca.com.br/baixa-testosterona/

Reposição hormonal masculina – Entenda

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Reposição hormonal masculina quando bem diagnosticada por sinais e sintomas e exames laboratoriais, deve ser tratada. Qualquer homem com queixa de baixa de energia, indisposição, cansaço, dificuldade para ter ereção, sonolência pode apresentar deficiência de testosterona até prova do contrário.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da deficiência de testosterona podem ser confundidos com outras doenças dos homens que estão envelhecendo. Assim, diabetes mellitus tipo 2, doença cardiovascular e a síndrome metabólicadefinida pela resistência à insulina, obesidade, anormalidades lipídicas e hipertensão. Todas elas apresentam sintomas não específicos de cada uma destas doenças. Entretanto, doenças que afetam o sistema nervoso central podem causar diminuição acentuada da produção de testosterona. Saiba mais sobre a doenças associadas ao hipogonadismo: https://www.drfranciscofonseca.com.br/deficiencia-de-testosterona-e-doencas-associadas/

reposição hormonal

Definição laboratorial do hipogonadismo

A Sociedade internacional de Andrologia, a Sociedade Internacional para o Estudo do Envelhecimento Masculino (ISSAM) e a Sociedade Europeia de Urologia (EUA) determinaram os seguintes níveis de dosagem sanguínea da testosterona total e livre para considerar a reposição hormonal:

1. Níveis de testosterona total menor que 8nmol/L (2,31ng/mL) ou testosterona livre menor que 180pmol/L (52pg/mL) requerem reposição hormonal de testosterona

2. Níveis de testosterona total maior 12nmol/L (3,46ng/mL) ou testosterona livre maior que 250pmol/mL (72pg/mL) não requerem reposição hormonal de testosterona

3. A reposição de testosterona pode ser considerada em homens sintomáticos, com níveis de testosterona entre 8 e 12nmol/mL. Assim sendo, um teste clínico para avaliar se ocorre melhora clínica dos sintomas relatados pelo paciente.

Relação da testosterona com outras doenças

A testosterona baixa é fator de risco para diabetes e síndrome metabólica. Por isso, sua deficiência prediz risco de três vezes maior para desenvolver estas doenças em 8 anos.

A prevalência de baixa testosterona em homens com disfunção erétil foi estimada em 10-20%. Uma revisão de nove estudos com dosagem de testosterona em pacientes com disfunção erétil encontrou seus níveis menor que 10,4nmol/L (3ng/ml) em 14,7% dos 4.342 homens com mais de 50 anos. Saiba mais em:  https://www.drfranciscofonseca.com.br/testosterona-e-diabetes/

Por que fazer reposição hormonal

A reposição de testosterona tem impacto direto em várias doenças. Atua no metabolismo interno das células alvo do organismo, visto que age no metabolismo da glicose, proteína e gordura.

Portanto, a reposição baseada na clínica dos pacientes com baixos níveis de testosterona apresenta claro benefício nos seguintes aspectos:

1. Raciocínio, humor, inclusive melhora da depressão, energia e bem estar

2. Composição corporal por aumento dos músculos e diminuição da gordura

3. Diminuição na circunferência da cintura, glicemia de jejum, diminuição da hemoglobina glicada e melhora dos níveis do colesterol [(diminuição do colesterol, aumento do colesterol bom (HDL) e diminuição do colesterol ruim (LDL)].

4. Melhora das coronárias pela dilatação coronariana.

Saiba mais em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/importancia-da-testosterona-para-o-coracao/

5. Melhora da densidade óssea, especialmente comprovada na densidade mineral óssea na coluna lombar

6. Melhora na função sexual, incluindo a motivação, pensamentos sexuais, função erétil e frequência de intercursos bem sucedidos.

7. Síndrome de deficiência de testosterona e doenças sistêmicas. Assim sendo, a reposição tem efeito benéfico em:

  • Homens infectados pelo HIV por aumento da massa muscular, bem estar, melhora da qualidade de vida e do humor,
  • doença pulmonar obstrutiva crônica por aumento da massa magra, especialmente em homens com terapia crônica com corticosteroide e osteoporose.

Além disso, parece ter efeitos positivos em pacientes com exposição a opióides, com câncer e portadores de artrite reumatóide.

Como é feita a reposição hormonal masculina?

A reposição hormonal pode ser feita por injeção intra-muscular de testosterona, com ação em torno de 3 meses. Assim como, por gel de testosterona de uso diário, aplicado nos braços. Entretanto, é contra-indicada a reposição de testosterona de curta duração por injeção. Ela promove pico de testosterona muito acima do normal.

A reposição hormonal que prefiro é a mais fisiológica. É realizada com remédio oral e que praticamente não apresenta efeitos colaterais. Sua ação promove aumento do hormônio luteinizante na hipófise, que por sua vez age nos testículos, nas células de Leydig. Desta maneira, estas células produzem testosterona. Assim sendo, pode inclusive aumentar o volume testicular. Deve ser tomado a noite para aumenta a testosterona de madrugada. Desta maneira, ajuda nas ereções noturnas espontâneas, na fase REM do sono. Nesta fase, sonhamos e dura por volta de 2 horas.

O sucesso do tratamento ocorre em torno de 85-90% dos pacientes tratados. Entretanto, no seu insucesso, deve-se aplicar a reposição de testosterona injetável ou gel. A testosterona é fundamental para a boa função do nosso organismo. Por isso, o tratamento é contínuo, pelo resto da vida. Todavia, estes tratamento por injeção de testosterona causa diminuição dos testículos.

Cuidados e contra-indicações

Nunca deve ser oferecido testosterona oral. Por esta via, afetam o metabolismo hepático e por consequência, está relacionada com a gênese do câncer hepático.

Nunca oferecer a pacientes com nível de testosterona normal. O seu aumento supra-fisiológico é deletério aos órgãos sensíveis `a testosterona. Com consequente, dano ao organismo. Estes pacientes geralmente se tornam agressivos e explosivos, podendo ser causadores de atitudes indesejadas em sociedade. Além disso, são rotineiramente envolvidos em brigas de rua. Saiba mais em: http://www.issm.info/news/review-reports/who-would-benefit-from-testosterone-therapy/

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referência

http://www.issm.info/news/review-reports/who-would-benefit-from-testosterone-therapy/

Importância da testosterona para o coração

Testosterona e Diabetes – Entenda a relação

Baixa testosterona – Como resolver?

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A baixa testosterona altera a fisiologia normal, a manutenção e a qualidade de vida dos pacientes. A além disso, aumentar a longevidade dos homens. Vamos entender sua queda em várias doenças comuns.

As doenças urológicas, das congênitas até o câncer urológico, acompanham a vida do homem. Muitas delas, a testosterona tem papel importante na sua etiologia e tratamento.

Existem doenças agudas, como as infecciosas e traumáticas que podem ocorrer a qualquer momento da vida do homem. Entretanto, as que ocorrem com o envelhecimento natural do homem merecem ser melhor conhecidas. De maneira geral, as doenças crônicas vão acontecendo lentamente e de forma natural. Assim, a pessoa acaba pensando que aquilo é normal. Se nenhuma providencia for tomada, quando se der conta, pode não ocorrer dano para seu tratamento. Saiba mais em: http://www.auanet.org/guidelines/evaluation-and-management-of-testosterone-deficiency

ibaixa testosteronaOutra situação que merece ser conhecida diz respeito a queda da vitalidade no dia-a-dia.

Os efeitos da testosterona são pouco conhecidos tanto para os pacientes como para os médicos. Poucas vezes, são solicitados em exame de check up.

Entenda o que a baixa testosterona causa

Com o envelhecimento natural há  queda da testosterona. Assim a sua queda na produção pode  causar a instalação do envelhecimento.

É muito ruim perder a vitalidade e o prazer de viver. Precisamos de energia para que corpo e mente caminhem bem.

São inequívocos o que a baixa testosterona pode causar. Assim, são vários os sintomas clínicos geralmente ligados a baixa de energia física. Entre eles: indisposição, sono alterado, sonolência diurna, cansaço sem causa aparente, piora do raciocínio, nervosismo. Além disso, na esfera sexual há perda da libido, das ereções matinais e dificuldade da ereção.

Poucos pacientes tem os fogachos visto em mulheres na menopausa, é a andropausa. Muitos que usam antidepressivos podem estar sofrendo de hipogonadismo (baixa testosterona). O que é pior, os antidepressivos exacerbam os sintomas do hipogonadismo. A sua condição clínica deteriora ainda mais, afastando-o do convívio social. Além, se tornar mais quietos, sonolentos e depressivos e sem energia para uma vida plena. Geralmente os parentes próximos percebem esta mudança.

Contudo, o diagnóstico do hipogonadismo só é feito quando os pacientes têm baixos níveis de testosterona total combinados com sinais e/ou sintomas. Leia mais da sua ação no diabetes e na obesidade. https://www.drfranciscofonseca.com.br/testosterona-e-diabetes/ e https://www.drfranciscofonseca.com.br/testosterona-e-obesidade/

Onde age a testosterona?

A testosterona é um hormônio esteróide com múltiplas funções fisiológicas para regulação do metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos. A testosterona age na pele, barba e distribuição dos pelos, genitália externa e interna. Assim como, nos músculos estriados, incluindo o miocárdio. Além disso, gordura corporal, ossos, produção de glóbulos vermelhos, rins, sistema nervoso central. Pode afetar os sentimentos: agressividade, depressão, competitividade, falta de energia. O sono é fundamental para sua produção. Além disso, a sexualidade e a qualidade eréctil estão diretamente relacionada a produção de testosterona.

Uma vida equilibrada mantém os órgãos fisiologicamente em harmonia.

O aumento ou diminuição da testosterona provocam mudanças deletérias ao organismo, devendo ser evitadas. Doenças comuns podem melhorar com a reposição hormonal da baixa testosterona. As reposição de testosterona melhorada o diabetes, dislipemia, hipertensão arterial, obesidade. Pode ser importante no pré e pós-operatório de grandes cirurgias. Além disso, na insuficiência cardíaca, disfunção eréctil, doenças crônicas inflamatórias, osteoporose.

Alguns benefícios da normalização da baixa testosterona podem ser observados em dias ou durante o primeiro mês do tratamento. Todavia, com a normalização metabólica há impacto inclusive na sobrevida global. Entretanto, requer anos de normalidade dos níveis de testosterona para esses objetivos serem atingidos.

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referências

http://www.auanet.org/guidelines/evaluation-and-management-of-testosterone-deficiency

Importância da testosterona na obesidade

Testosterona e Diabetes – Entenda a relação

Testosterona na obesidade – Entenda sua importância

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Os casos de baixa testosterona na obesidade vem aumentando nas sociedades em desenvolvimento e desenvolvidas no mundo. É considerado um problema grave de saúde pública, assim como o seu extremo, a desnutrição como flagelo da fome.

O desperdício alimentar dos ricos poderia nutrir os famintos do mundo dos pobres.

A razão básica é o erro alimentar e pouca atividade física, além da susceptibilidade genética. Entretanto, a obesidade pode ser causada por distúrbios endócrinos, medicamentos e transtornos mentais.

Sociedades desorganizadas progridem com dificuldades e com grandes desigualdades sociais. Sociedades bem organizadas promovem saúde desde a infância. Crianças aprendem a comer em casa e na escola. Estas razões podem contribuir para a obesidade. Entenda mais sobre a função da testosterona no homem em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/importancia-da-testosterona-para-saude/

A célula adiposa é uma célula endócrina?

A obesidade é definida como excesso de tecido adiposo. A célula adiposa é uma célula endócrina. Portanto, o tecido adiposo é um órgão endócrino. Como tal, o tecido adiposo secreta metabólitos, citoquinas, lipídios e fatores de coagulação, entre outros. O excesso de adiposidade causa níveis aumentados de testosterona na obesidadeácidos graxos circulantes e inflamação. Isso pode levar à resistência à insulina e a diabetes tipo 2.

A obesidade aumenta com o envelhecimento, ocorrendo neste período uma queda progressiva dos níveis séricos de testosterona.

A obesidade aumenta o risco de mais de trinta tipos de doenças crônicas. Inclusive, a depressão e vários tipos de câncer.

Sobrepeso e obesidade

O IMC é o índice de massa corpórea.

  • sobrepeso é definido pelo IMC de 25-29,9;
  • obeso classe I pelo IMC de 30-34,9;
  • obeso classe II de 35-39,9;
  • obeso classe III maior que 40

Os riscos `a saúde aumentam com a obesidade. Estes pacientes devem ser tratados e desta maneira, melhorar sua qualidade de vida. Além disso, há diminuição da mortalidade prematura.

Tratamento da baixa testosterona na obesidade

O principal tratamento para a obesidade é a dieta e o exercício físico.

Programas de dieta produzem perda de peso no curto prazo. A manutenção do peso é difícil e além disso, exige mudança do estilo de vida. Assim, nos obesos, o exercício deve ser cuidadoso para evitar lesões traumáticas.

A testosterona desempenha um papel crítico na regulação da energia, incluindo retenção de nitrogênio, carboidratos e no metabolismo de gordura.

O nível de baixa testosterona na obesidade foi registrado em 52% nos obesos. Entretanto, pode a chegar a 75% em homens com IMC maior que 40. Além disso, estes pacientes apresentarem diabetes tipo 2 e estes índices podem ser maiores.

A testosterona é modulador fisiológico da composição corporal. Assim, tem papel na aumento da miogênese e na inibição da adipogênese. Estudos relatam que o tratamento com testosterona diminuiu a massa gorda e aumenta a massa magra. No entanto, em estudos de curto prazo o efeito é mínimo ou moderado sobre a perda de peso.

Doenças comuns que são beneficiadas pela reposição da testosterona

A testosterona baixa é fator de risco para a síndrome metabólica, diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral.

A Federação Internacional de Diabetes elaborou a definição da síndrome metabólica. 

obesidade central é definida pela circunferência da cintura maior que 94cm e dois ou mais dos seguintes quatro fatores:

  • triglicerídeos elevados maior que 150 mg/dL,
  • reduzidos do HDL-colesterol menor que 40 mg/dL,
  • pressão arterial elevada sistólica maior que 130 mm Hg e diastólica maior que 85 mm Hg e
  • aumento da glicemia plasmática em jejum maior que 100 mg/dL (diabetes tipo 2).

Se quiser saber sobre diabetes e testosterona clique em mais: 

Os níveis de testosterona são reduzidos em homens com diabetes. Há associação inversa entre níveis de testosterona e hemoglobina glicosilada. Assim como há uma relação inversa entre indicadores de obesidade e níveis baixo de testosterona em todas as faixas etárias. A sua reposição causa redução de peso e redução da resistência à insulina. A adiposidade e o hiperinsulinismo suprimem a síntese de globulina carreadora do hormônio sexual (SHBG) e os níveis de testosterona. A insulina e a leptina suprimem a esteroidogênese testicular.

A testosterona agem em células pluripotentes

A testosterona regula a linhagem das células pluripotentes mesenquimais, promove a linhagem miogênica e inibe a adipogênica. A reposição da testosterona inibe a captação de triglicerídeos e a atividade da lipase lipoprotéica. Por isso há gasto rápido de triglicerídeos no tecido adiposo abdominal e eleva os lipídios do depósito de gordura visceral. Assim, há aumento da massa corporal magra e redução na massa de gordura. Além disso, a reposição da testosterona aumenta a motivação, melhora o humor e promove estilo de vida mais ativo. A atividade física aumenta o gasto energético, contribuindo diretamente para maior perda de peso.

As mitocôndrias desempenham papel crítico na regulação do metabolismo de lípidos, proteínas e carboidratos. A testosterona  aumenta a fosforilação oxidativa na mitocondria, e por isso é aumentado o gasto energético.

Tratamento com testosterona

O tratamento com testosterona na obesidade reduz a gordura e aumento da massa magra. Assim como diminui a glicemia de jejum e a resistência à insulina, portanto aumenta sua sensibilidade. Além disso, há melhora do perfil lipídico, assim como diminui a pressão arterial.

Concluindo, a perda de peso corporal é continua se os níveis de testosterona se mantiverem normalizados a longo dos anos. Por isso, melhora a sobrevida dos pacientes. Certamente por reduzir diretamente os fatores de risco destas inúmeras anormalidades metabólicas causada pela obesidade. Saiba mais sobre a testosterona associada a doença em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/deficiencia-de-testosterona-e-doencas-associadas/

Saiba mais em: https://uroweb.org/guideline/male-hypogonadism/

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referências

https://uroweb.org/guideline/male-hypogonadism/

https://www.drfranciscofonseca.com.br/wp-admin/post.php?post=4254&action=edit

https://uroweb.org/wp-content/uploads/Male-Hypogonadism-2012-pocket-portuguese.pdf

Importância da testosterona para o coração

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Testosterona age diretamente na musculatura estriada do nosso organismo e inclusive no coração. A queda da testosterona sanguínea faz com que a musculatura perca da massa, com consequente atrofia muscular.

Sua reposição melhora a força muscular e o performance físico do organismo. A normalização da testosterona em pacientes hipogonádicos aumenta a síntese proteica e a hipertrofia do músculo cardíaco.

No pós-infarto agudo do miocárdio, a suplementação de testosterona aumenta a hipertrofia do ventrículo esquerdo, ou seja, as células do miocárdio ficam mais fortes. Entretanto, não aumenta o colágeno (tecido fibroso), mas aumenta a expressão da α-miosina, diminui a β-miosina. Por isso, melhora a função cardíaca por diminuir a injúria do cardiomiócito.

reposição hormonal não aumentou a massa do miocárdio. O aumento da testosterona diminui a duração do intervalo de QT no eletrocardiograma. A baixa da testosterona aumenta a fibrilação atrial que prejudica a função cardíaca. A reposição da testosterona a previne.

A reposição hormonal não aumenta a fração da ejeção do ventrículo esquerdo, ou seja, o volume de sangue ejetado pelo coração. Entretanto, aumenta a capacidade respiratória no exercício e melhora a capacidade física de forma significativa.

Efeitos da testosterona nos vasos e no coração

Os efeitos agudos da reposição da testosterona nos vasos sanguíneos (que ocorre de mincoraçãoutos a horas) são:

  • melhora da função endotelial,
  • redução da resistência periférica,
  • redução da rigidez arterial e
  • facilita a vasodilatação coronariana (vasos que irrigam o coração).

Os efeitos crônicos da reposição da testosterona ocorrem de semanas a meses. São  observados benefícios na melhora da função sistólica/diastólica, fração de ejeção, no perfil lipídico anti-aterogênico, redução da espessura da gordura epicárdica (gordura que envolve o coração), redução dos marcadores inflamatórios, redução da pressão sanguínea e frequência cardíaca, redução da espessura da íntima e média da carótida, melhora da reatividade vascular, da resistência insulínica, da tolerâncias aos exercícios físicos na insuficiência cardíaca. Por consequência, há redução da carga dos fatores de risco cardiovasculares associados a morte.

reposição da testosterona melhora a insuficiência cardíaca

A reposição da testosterona diminui quatro vezes a readmissão hospitalar em pacientes com insuficiência cardíaca grave em 1 ano. De 80% de readmissão nos pacientes sem reposição e de 20% com reposição. Assim, no mesmo período melhorou de forma significativa a mortalidade neste período, de 55% sem reposição para 20% com reposição.

A testosterona, tanto abaixo como acima da normalidade é fator de risco para acidente vascular cerebral e isquemia do miocárdio. Os pacientes com testosterona baixa, o risco foi ainda maior, duas vezes mais que a testosterona normal. Neste estudo considerou normal a testosterona entre 400 e 600ng/mL.

Portanto, para promover a saúde do paciente deve-se repor a testosterona, para o normal para sua idade. Quando se eleva a testosterona acima do normal, há risco importante que efeitos colaterais causem dano ao sistema circulatório.

A mortalidade em homens hipogonádicos em seguimento de 8 anos foi de 45%. Enquanto que nos com testosterona normal foi de 28%. Em vários estudos a mortalidade foi o dobro em pacientes com hipogonadismos. Portanto, quanto mais baixa a testosterona, pior é a sobrevida. Estes pacientes tem mais coronariopatia que os com testosterona normal. Assim, a reposição hormonal diminuiu o risco nestes pacientes e a mortalidade é semelhante aos com testosterona normal. Saiba mais sobre seu tratamento em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/baixa-testosterona/

Cuidados com o uso de testosterona nos fisiculturistas

Hoje se vê com certa frequência jovens com músculos desenvolvidos por atividade fisiculturista. Portanto, quando usam testosterona sem orientação, têm enorme risco de apresentem quadro isquêmico, tanto cardíaco como cerebral. Pacientes que recebem testosterona ou anabolizantes exógenos causam dano direto ao testículos. Assim, passam a não produzir mais testosterona e se atrofiam. Estes pacientes geralmente se tornam estéreis pela atrofia progressiva testicular. Por isso, cuidado aos adeptos da reposição sem critérios médicos!

A reposição da testosterona deve ser contra-indicada em homens com seus níveis dentro da normalidade para sua idade.

Existem muitas causas de doenças que levam a queda da testosterona nos pacientes e as mais frequente são as do testículo. Doenças comuns, como as infecções nos testículos, causadas principalmente por complicações de uretrite de origem venérea ou por infecções do trato urinário inferior.

Testosterona e varicocele

A varicocele não tratada e a caxumba causam atrofia nos testículos. O mesmo pode ocorrer após trauma testicular. As células que produzem a testosterona são lesadas e diminuem em número. Há em torno de 500 milhões de células de Leydig que produzem 95% da testosterona do nosso organismo. A varicocele geralmente é assintomática e ocorre em 15% dos homens. 

Pacientes submetidos a correção de varicocele melhoram a quantidade e qualidade do sêmen. Assim, melhoram sua fertilidade. A correção da varicocele impede o dano do testículo e melhora a produção da testosterona durante seu envelhecimento. Saiba mais varicocele em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/tudo-sobre-varicocele/

Baixa de testosterona e envelhecimento

Pacientes hipogonádicos envelhecem mais rapidamente. Eles tem aparência mais envelhecida que homens normais. Pouca atenção ao volume e textura dos testículos durante um exame de rotina é dispensada pelos médicos em geral. Entretanto, esta glândula tem impacto importante para que não ser avaliada adequadamente. Por isso, deve-se avaliar a funcionalidade com exames laboratoriais.

Tanto pacientes como médicos devem ficar atentos, pois sintomas clínicos de baixa energia. Geralmente apresentam insônia, sonolência diurna, cansaço, piora do raciocínio, nervosismo, perda da libido, das ereções matinais e dificuldade para manter a ereção no coito. Além disso, apresentam esquecimento e depressão.

Poucos pacientes tem sintomas semelhantes aos fogachos das mulheres na menopausa. Muitos pacientes usando antidepressivos estão na verdade sofrendo de hipogonadismo. O que é pior, quando usados antidepressivos, estes pioram mais o hipogonadismo. Os pacientes pioram sua condição clínica, tornando-se afastados do convívio social ainda mais. Saiba mais sobre como tratar o hipogonadismo em : https://www.drfranciscofonseca.com.br/baixa-testosterona/

Uso correto do hipogonadismo

A reposição hormonal só pode ser feita se a testosterona estiver dentro da normalidade para a idade do paciente investigado! Os remédios que agem nas células produtoras de testosterona é melhor que a reposição exógena. A última atrofia os testículos a longo prazo.

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referências

https://www.auanet.org/guidelines/evaluation-and-management-of-testosterone-deficiency

https://www.mayoclinicproceedings.org/article/S0025-6196(17)30824-8/fulltext