Deficiência de testosterona e suas doenças associadas

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A deficiência de testosterona é prejudicial a fisiologia masculina. Ela exerce um importante papel metabólico em muitos tecidos e órgãos. Desta maneira, atua na manutenção da saúde do homem. A testosterona apresenta múltiplas funções fisiológicas para regulação do metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos.

A testosterona regula:

  1. o crescimento muscular,
  2. o metabolismo ósseo,
  3. o metabolismo cerebral,
  4. a eritropoese (formação dos glóbulos vermelhos),
  5. as funções hepáticas,
  6. o endotélio (epitélio dos vasos),
  7. os pelos e cabelos,
  8. a função e inibição da adipogênese (formação de gordura corporal)

A deficiência de testosterona causa:

  1. Obesidade (aumento de gordura corporal e visceral),
  2. Aumento da circunferência da cintura,
  3. Diminuição da densidade óssea (osteopenia, osteoporose) e fratura óssea aos pequenos impactos
  4. Diminuição da massa muscular e força, inclusive do miocárdio
  5. Ginecomastia (aumento das mamas)
  6. Anemia
  7. Resistência a insulina (síndrome metabólica),
  8. Diabetes melitus tipo 2,
  9. Hipertensão arterial sistêmica
  10. Inflamação,
  11. Aterosclerose e doença cardiovascular,

Além disso:

Alterações no sistema nervoso centraldeficiência de testosterona

  • Diminuição da energia e do vigor físico, vitalidade e bem estar, fadiga, letargia, mudança na qualidade do sono (insônia), humor deprimido, depressão e irritabilidade, redução da motivação, concentração, memorização e esquecimento, ondas de calor (fogachos por queda aguda da testosterona), diminuição da habilidade cognitiva (raciocínio).

Mais ainda:

Disfunção eréctil e infertilidade

  • Diminuição ou perda da libido (desejo sexual), diminuição das ereções espontâneas matinais e noturnas, disfunção eréctil e da atividade sexual, dificuldade de atingir o orgasmo ou diminuição, diminuição das características secundárias (testículos e pênis menores), queda de pelos corporais, oligospermia e azoospermia.

Todas estas doenças associadas levam a diminuição da qualidade de vida. Porém, pode ocorrer uma variabilidade individual. Assim, não aparecem todos os sinais e sintomas da deficiência de testosterona. Geralmente são vistos alguns deles, mas que são exclusivos do hipogonadismo. Estes sintomas podem ser observadas em várias doenças comuns do envelhecimento masculino.

A síndrome metabólica (obesidade, hipertensão arterial, hiperdislipedemia e diabetes) é uma doença que vem aumentando de importância no mundo atual. Ela é decorrente da mudança do estilo de vida, sedentarismo, alimentação inadequada e diminuição da atividade física.

A disfunção eréctil é mais prevalente em homens com diabetes mellitus, resistência a insulina, índice de massa corpórea elevado ou obesidade excessiva (IMC >40 Kg/m2). Por outro lado, pessoas com níveis ótimos de testosterona tem maior proteção para o diabetes tipo 2. A deficiência de testosterona nos obesos aumenta os níveis de insulina em jejum comparados aos não-obesos.

O tratamento de portadores de câncer de próstata metastático causa redução da testosterona e reduz a sensibilidade à insulina. Neste estádio da doença os pacientes apresentam metástase para ossos e/ou linfonodos. Por isso, quanto mais lesões mais grave é o caso. Portanto, pode ocorrer aparecimento ou piora do diabetes. Aliás, várias doenças clínicas podem aparecer pelo hipogonadismo nestes pacientes. Os níveis de testosterona podem cair ao nível de castração, ou seja menor que 20ng/mL. Desta maneira, o necessário tratamento causar piora na sua qualidade de vida.

Hipogonadismo hipogonadotrófico

Os pessoas mais jovens podem apresentar hipogonadismo hipogonadotrófico. Algumas doenças afetam diretamente a hipófise. Portanto, há queda da produção da testosterona é causada pela baixa produção do hormonio luteinizante. A hipófise é a principal glândula endócrina que comanda as outras do organismo. Assim, a testosterona é produzida pela ação do hormônio luteinizante de origem hipofisária no testículo. A célula produtora de testosterona no testículo é a células de Leydig.

A deficiência de testosterona está associada a efeitos adversos dos níveis de triglicérides, insulina e LDL colesterol (colesterol ruim). Assim, aumenta o risco cardiometabólico. Por isso, tem mais doença coronariana como infarto agudo e angina pectoris. Além disso, o acidente vascular cerebral por obstrução da carótidas.

As artérias são mais espessadas e facilita a obstrução por trombos. Estes pacientes geralmente são hipertensos e tem artérias enrijecidos. Portanto, a deficiência de testosterona causa dano ao endotélio dos vasos sanguíneos. Por isso, a terapia de reposição de testosterona melhora estas lesões. Da mesma maneira, aumenta a síntese de óxido nítrico endotelial na musculatura dos vasos, deixando-os mais dilatados. Portanto, a reposição da testosterona diminui a pressão arterial.

Testosterona baixa aumenta a mortalidade

O homem com testosterona baixa tem maior mortalidade do que aquele com nível normal. Isto, independentemente da idade, gordura corporal e estilo de vida. Além disso, quanto mais baixo seu nível de testosterona, maior é a mortalidade.

A testosterona é necessária para ao desenvolvimento da genitália, manutenção e qualidade da ereção ao longo da vida. Pessoas com deficit de ereção, disfunção eréctil, podem apresentar diminuição da testosterona. Sua reposição isolada ou associada a outras medidas terapêuticas podem normalizar a ereção. Em até 20% das pessoas mais com mais de 60 anos podem ter hipogonadismo. A sua reposição normalmente melhora a qualidade da ereção desses pacientes.

reposição hormonal masculina também diminui as citoquinas. Por isso, melhora a inflamação crônica existentes nos órgãos. A síndrome metabólica apresenta baixos níveis de testosterona.

Concluindo, sabendo a causa do hipogonadismo, a sua reposição melhora a qualidade e aumenta a esperança de vida.

 

Referência

http://www.auanet.org/guidelines/testosterone-deficiency-(2018)

https://uroweb.org/guideline/male-hypogonadism/

https://www.drfranciscofonseca.com.br/baixa-testosterona/

Hipogonadismo masculino – Principais causas

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Hipogonadismo masculino é causado pela queda dos níveis de testosterona no sangue. Por isso, causa significativa perda na qualidade de vida. Saiba mais sobre hipogonadismo em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/importancia-da-testosterona-na-obesidade/ e  https://www.drfranciscofonseca.com.br/sinais-e-sintomas-do-hipogonadismo-masculino/

Função do escroto

Na maioria dos mamíferos, o testículo está fora do corpo para que a temperatura fique mais baixa que a corporal. Pois isso, no homem, é de 1 a 2 graus Celsius menor que a do corpo para manter a espermatogênese. Isto por que há melhor desempenho das enzimas envolvidas na formação dos espermatozóides e produção de testosterona. Mais de 90% da testosterona circulante é testicular.

O escroto é um órgão especializado para manter a temperatura baixa local. Para isso, o plexo venoso do cordão espermático dissipa calor. O cremaster é um músculo sob controle involuntário que suspende ou baixa o testículo. Com isso, a temperatura local é mantida pelo reflexo cremastérico em relação ao meio ambiente. O escroto possui pouca gordura em sua parede. Além disso, é rico em glândulas sudoríparas para dissipar o calor. Todas estas especializações visam o controle térmico.

Função dos testículos

Além da formação dos espermatozoides, o testículo produz a testosterona. Este hormônio é fundamental para o desenvolvimento da genitália e dos caracteres secundários masculinos. Como todo hormônio age onde houver receptores celulares, agindo em diferentes órgãos do nosso organismo e com enorme impacto parhipogonadismoa funcionalidade orgânica.

Entretanto, ela age por ação direta nos músculos estriados, inclusive no músculo cardíaco, o miocárdio.

Ciclo da produção da testosterona

A produção de testosterona oscila nas 24 horas do dia, mais alta entre 8 e 12 horas e mais baixa entre 20 e 24 horas. É conhecido como ciclo circadiano.

Os idosos oscilam com níveis bem inferior aos adultos jovens. Há oscilações na sua produção da testosterona durante a vida, com aumento no período fetal e neonatal até os 6 meses de vida.

Porém, há queda quase completa durante a infância e aumenta na adolescência. Nesta fase, é responsável pelo desenvolvimento dos caracteres secundários  e pelo estirão do crescimento.

Há aumento da testosterona no final da gestação. Por isso, os testículos descem para o escroto no bebe a termo e na maioria até o terceiro mês.

O envelhecimento causa naturalmente queda da testosterona. O hipogonadismo é definido pela testosterona total menor que 300 ng/dL e/ou testosterona livre menor que 6,5 ng/dL. Desta maneira, o hipogonadismo é visto em 8%, 13%, 19% e 27%, nas faixas etárias de 40-49, 50-59, 60-69, 70-79 anos, respectivamente. Além disso, estima-se que após os 40 anos ocorra queda de 1% ao ano.

O que causa a queda da testosterona no corpo – hipogonadismo

A queda da testosterona causa diminuição da libido, disfunção erétil, dificuldade no orgasmo, das ereções espontâneas noturnas e matinais. Além disso, das características secundárias, diminuição ou ausência da produção de espermatozoides. Saiba mais em: https://uroweb.org/guideline/male-infertility/#5

No estado mental, a sua queda causa diminuição da energia, da vitalidade, do bem estar, fadiga, depressão, letargia. Além disso, redução da motivação, fogachos, diminuição do raciocínio, esquecimento e insônia.

Mais ainda, a sua queda pode acarretar piora do raciocínio nos portadores do mal de Alzheimer ou doença de Parkinson.

A queda da testosterona diminui a densidade óssea, osteopenia ou seja, diminuição de cálcio ósseo, tornando-o mais propensos a fratura. Mais ainda, diminuição da massa e força muscular, incluindo o cardíaco. Além disso, aumenta a gordura corporal, causa ginecomastia, anemia e resistência a insulina.

A testosterona produz leptina, um hormônio controlador do apetite que promove o emagrecimento.

Doenças que podem causar hipogonadismo

Há aumento do hipogonadismo em portadores de diabetes, obesidade, AIDS, insuficiência renal, bronquite, artrite reumatoide, anorexia nervosa e hipotireoidismo. Mais ainda, alcoolismo, doença hepática crônica, doenças agudas, quimioterapia e outras drogas comuns usadas na rotina clínica diária. Saiba mais em:

://drfranciscofonseca.com.br/baixa-testosterona/ https://www.drfranciscofonseca.com.br/baixa-testosterona/

A testosterona baixa ocorre em obesos, doenças sistêmicas graves, ausência dos testículos, criptorquidia ou seja,testículos localizados fora da bolsa, varicocele. Mais ainda, doenças genéticas, desnutrição, doenças neurodegeneraticas, trauma e caxumba.

Saiba mais em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/varicocele/diagnosis-treatment/drc-20378772

Todavia, medicamentos podem causar queda da testosterona: neurolépticos, tiazídicos, inderal, reserpina, corticoides, cetoconazol, amiodarona. Além desses, fenotiazida, haldol, tricíclicos, iMAO, estatinas em altas doses, maconha, entre outros.

Nunca esqueçam que todo medicamento pode ter efeitos colaterais individuais e pode ser a causa da queixa clínica.

Testosterona e obesidade e síndrome metabólica

O hipogonadismo masculino tem relação direta com a obesidade e a síndrome metabólica, com repercussões negativas para múltiplos órgãos. Assim, a presença de três dos cinco fatores a definem:

  • anormalidade da glicemia/resistência insulínica,
  • aumento da circunferência abdominal/IMC (gordura visceral),
  • elevação da pressão sanguínea,
  • elevação dos triglicérides e
  • diminuição do HDL colesterol.

O hipogonadismo prediz a diabetes e maior risco para doenças cardiocirculatórias

A baixa da testosterona aumenta a mortalidade. Porém, a reposição da testosterona melhora a sobrevida de forma significativa. Assim, o tratamento com medicamentos aumentar e melhorar a qualidade de vida, incluindo a condição física e mental. Saiba mais em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/baixa-testosterona/

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referência

https://uroweb.org/guideline/male-infertility/#5

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/varicocele/diagnosis-treatment/drc-20378772

Hipogonadismo masculino ou baixa testosterona

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O hipogonadismo é a baixa produção de testosterona e de espermatozoides pelos testículos.

O testículo está sob controle de duas outras glândulas, localizadas na base do cérebro. Estas são responsável pela harmonia hormonal no nosso organismo: o hipotálamo e a hipófise. 

A testosterona é o principal andrógeno masculino. Ela é produzida em mais de 90% nos testículos, pelas células de Leydig, por estímulo do hormônio luteinizante da hipófise. O restante pelas glândulas supra-renais. Portanto, a principal fábrica produtora da testosterona são os testículos.

O que é hipogonadismo?

Doenças e drogas podem afetar os testículos, causando o hipogonadismo. Todavia, algumas lesões são transitórias e podem se recuperar. Entretanto, outras são definitivas. O hipogonadismo é a queda dos níveis de testosterona para a idade do homem. 

A testosterona total do sangue considerada normal é de 300 ng/mL e testosterona livre maior que 6,5 ng/mL. Para sua função intracelular ser exercida é preciso que a testosterona seja convertida dentro da célula alvo para dihidrotestosterona. Uma enzima chamada de 5-alfa redutase realiza esta função.

As células alvo estão localizadas em diferentes órgãos como pele, músculo estriado, tecido hematopoético, cérebro, nervos, gônada masculina e pênis.

A testosterona é fundamental para o fenótipo masculino ou seja, o aspecto masculino do homem. Assim como para desencadear a puberdade.

Hipogonadismo masculino é uma síndrome clínica causada por deficiência androgênica que pode afetar adhipogonadismoversamente múltiplas funções de órgãos e a qualidade de vida dos pacientes. Saiba mais em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/deficiencia-de-testosterona-e-doencas-associadas/

Ação da testosterona

Andrógenos (androgens) desempenham um papel crucial no desenvolvimento e na manutenção das funções sexuais e reprodutivas do homem.

Os baixos níveis de andrógenos circulantes podem causar distúrbios no desenvolvimento sexual, resultando em anomalias congênitas do trato reprodutivo masculino.

Na fase adulta pode ser causa de baixa fertilidade e disfunção sexual. Além disso, diminuição da formação de músculo, mineralização óssea, distúrbios do metabolismo da gordura e disfunção cognitiva.

Quando ocorre o declínio da testosterona?

Os níveis de testosterona diminuem com o envelhecimento, causando sinais e sintomas. O declínio anual é de 0,4-2% na fase adulta, podendo atingir 6% nos idosos.

A média da queda da testosterona total é da ordem de 1% após os 40 anos de idade. Portanto, é o declínio androgênico do envelhecimento masculino (DAEM). Os níveis baixos de testosterona estão associados a várias doenças crônicas. Porém, os pacientes sintomáticos podem se beneficiar da reposição de testosterona.

Sinais e sintomas do hipogonadismo

Os sinais e sintomas da deficiência de testosterona são divididos em dois grandes grupos: os relacionados e não-relacionados a sexualidade.

Sintomas relacionados a sexualidade

Os sintomas sexuais incluem: infertilidade de causa masculina, desejo sexual (libido) reduzido, disfunção erétil, ou seja, piora da qualidade da ereção, diminuição das ereções noturnas, dificuldade em atingir e redução da intensidade do orgasmo, sensação diminuída da sensibilidade na região genital, diminuição das ereções noturnas, fogachos ou seja, onda de calor súbitas e intermitentes. Saiba mais sobre causas do hipogonadismo em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/hipogonadismo-principais-causas/

Sintomas não-relacionados a sexualidade

Os sintomas não relacionados incluem: diminuição dos pelos do corpo, ginecomastia (aumento das mamas), diminuição da massa magra e da força muscular (sarcopenia) causando perda do vigor físico e fraqueza, anemia, diminuição da densidade mineral óssea (osteoporose) com fratura por trauma, alterações de humor, redução da motivação, cansaço (mais intenso no período vespertino), irritabilidade com crises injustificadas de raiva, distúrbios do sono, síndrome metabólica (obesidade, resistência à insulina, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, baixa do colesterol bom, aumento do triglicérides) e diminuição da função cognitiva (raciocínio, atenção, concentração e memória) diminuída.

Desta maneira, monitorar os níveis de testosterona nos adultos é importante e pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Reposição hormonal

Os hormônios interferem em muitas funções fisiológicas do organismo, atuando a distância em órgãos alvo. A sua queda interfere na função do órgão alvo. Por isso, o diagnóstico é fundamental, podendo restaurar as funções normais que foram abaladas pela deficiência da testosterona.

Um caso clínico

Imaginem vocês um paciente com 75 anos, advogado, que vem sofrendo pela queda da atividade cerebral nos últimos 6 meses. Desta maneira, relatava raciocínio lento e perda da memória durante a leitura de uma página. Como este advogado poderia exercer sua profissão? Dizia: ao término da leitura da página relatava que já não se lembrava do que havia lido no início.

Este paciente já havia feito muitos exames laboratoriais e nada havia sido descoberto. Um aforismo na Medicina, de que a clínica do paciente é fundamental para o diagnóstico da doença. Por isso, bastou uma única pergunta para fortalecer a suspeita do diagnóstico: o Sr. tem sentido ondas de calor nos últimos tempos? A resposta foi sim.

A deficiência da testosterona foi confirmada pela sua dosagem sanguínea. Por isso, a reposição de testosterona desfez todo o mal. O nosso paciente recuperou a sua atividade intelectual, deixando-o mais ativo. Além disso, desapareceu o seu estado depressivo dos últimos tempos.Por isso, a depressão pode ser causada pelo déficit da testosterona!

Sintomas do hipogonadismo

Os sintomas mais prevalentes de hipogonadismo masculino (male hypogonadism) em homens idosos são:

  1. redução do desejo sexual,
  2. da atividade sexual, da qualidade da ereção (disfunção erétil), e
  3. fogachos (ondas de calor).

Os sinais e sintomas da deficiência de testosterona variam conforme a idade de início, duração e gravidade da sua deficiência.

Em homens com idades entre 40-79 anos, os mais expressivos preditores para o hipogonadismo são três sintomas sexuais:

  • diminuição dos pensamentos sexuais,
  • ereções matinais enfraquecidas e
  • disfunção erétil.

Reposição hormonal

A reposição hormonal (male hormone replacement) está absolutamente contra-indicada para pacientes com níveis normais de testosterona. Portanto, não deve ser feita para melhorar a qualidade da ereção em nenhuma circunstância. Por consequência, isto provoca um desequilíbrio sistêmico hormonal. Por isso, afeta negativamente várias funções que estão correlacionadas no organismo. Além disso, é causa de atrofia dos testículos nos que realizam a reposição de testosterona sem necessidade. Saiba sobre mais sobre hipogonadismo em doença intestinais em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/doenca-de-crohn-e-testosterona-baixa/

Portanto, reposição hormonal só para quem precisa!

Contra-indicações da reposição de testosterona

São contraindicações absolutas e relativas para reposição hormonal, devendo ser avaliados criteriosamente pelo seu médico: câncer de próstata, PSA maior que 4 ng/ml, câncer de mama masculino. Além disso, apnéia severa, infertilidade masculina, hematócrito maior que 50%. Mais ainda, sinais e sintomas severos do trato urinário inferior causado pela hiperplasia benigna da próstata.

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referência

https://uroweb.org/guideline/male-sexual-dysfunction/

http://www.auanet.org/guidelines/testosterone-deficiency-(2018)