Deficiência de testosterona e suas doenças associadas

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A deficiência de testosterona é prejudicial a fisiologia masculina. Ela exerce um importante papel metabólico em muitos tecidos e órgãos. Desta maneira, atua na manutenção da saúde do homem. A testosterona apresenta múltiplas funções fisiológicas para regulação do metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos.

A testosterona regula:

  1. o crescimento muscular,
  2. o metabolismo ósseo,
  3. o metabolismo cerebral,
  4. a eritropoese (formação dos glóbulos vermelhos),
  5. as funções hepáticas,
  6. o endotélio (epitélio dos vasos),
  7. os pelos e cabelos,
  8. a função e inibição da adipogênese (formação de gordura corporal)

A deficiência de testosterona causa:

  1. Obesidade (aumento de gordura corporal e visceral),
  2. Aumento da circunferência da cintura,
  3. Diminuição da densidade óssea (osteopenia, osteoporose) e fratura óssea aos pequenos impactos
  4. Diminuição da massa muscular e força, inclusive do miocárdio
  5. Ginecomastia (aumento das mamas)
  6. Anemia
  7. Resistência a insulina (síndrome metabólica),
  8. Diabetes melitus tipo 2,
  9. Hipertensão arterial sistêmica
  10. Inflamação,
  11. Aterosclerose e doença cardiovascular,

Além disso:

Alterações no sistema nervoso centraldeficiência de testosterona

  • Diminuição da energia e do vigor físico, vitalidade e bem estar, fadiga, letargia, mudança na qualidade do sono (insônia), humor deprimido, depressão e irritabilidade, redução da motivação, concentração, memorização e esquecimento, ondas de calor (fogachos por queda aguda da testosterona), diminuição da habilidade cognitiva (raciocínio).

Mais ainda:

Disfunção eréctil e infertilidade

  • Diminuição ou perda da libido (desejo sexual), diminuição das ereções espontâneas matinais e noturnas, disfunção eréctil e da atividade sexual, dificuldade de atingir o orgasmo ou diminuição, diminuição das características secundárias (testículos e pênis menores), queda de pelos corporais, oligospermia e azoospermia.

Todas estas doenças associadas levam a diminuição da qualidade de vida. Porém, pode ocorrer uma variabilidade individual. Assim, não aparecem todos os sinais e sintomas da deficiência de testosterona. Geralmente são vistos alguns deles, mas que são exclusivos do hipogonadismo. Estes sintomas podem ser observadas em várias doenças comuns do envelhecimento masculino.

A síndrome metabólica (obesidade, hipertensão arterial, hiperdislipedemia e diabetes) é uma doença que vem aumentando de importância no mundo atual. Ela é decorrente da mudança do estilo de vida, sedentarismo, alimentação inadequada e diminuição da atividade física.

A disfunção eréctil é mais prevalente em homens com diabetes mellitus, resistência a insulina, índice de massa corpórea elevado ou obesidade excessiva (IMC >40 Kg/m2). Por outro lado, pessoas com níveis ótimos de testosterona tem maior proteção para o diabetes tipo 2. A deficiência de testosterona nos obesos aumenta os níveis de insulina em jejum comparados aos não-obesos.

O tratamento de portadores de câncer de próstata metastático causa redução da testosterona e reduz a sensibilidade à insulina. Neste estádio da doença os pacientes apresentam metástase para ossos e/ou linfonodos. Por isso, quanto mais lesões mais grave é o caso. Portanto, pode ocorrer aparecimento ou piora do diabetes. Aliás, várias doenças clínicas podem aparecer pelo hipogonadismo nestes pacientes. Os níveis de testosterona podem cair ao nível de castração, ou seja menor que 20ng/mL. Desta maneira, o necessário tratamento causar piora na sua qualidade de vida.

Hipogonadismo hipogonadotrófico

Os pessoas mais jovens podem apresentar hipogonadismo hipogonadotrófico. Algumas doenças afetam diretamente a hipófise. Portanto, há queda da produção da testosterona é causada pela baixa produção do hormonio luteinizante. A hipófise é a principal glândula endócrina que comanda as outras do organismo. Assim, a testosterona é produzida pela ação do hormônio luteinizante de origem hipofisária no testículo. A célula produtora de testosterona no testículo é a células de Leydig.

A deficiência de testosterona está associada a efeitos adversos dos níveis de triglicérides, insulina e LDL colesterol (colesterol ruim). Assim, aumenta o risco cardiometabólico. Por isso, tem mais doença coronariana como infarto agudo e angina pectoris. Além disso, o acidente vascular cerebral por obstrução da carótidas.

As artérias são mais espessadas e facilita a obstrução por trombos. Estes pacientes geralmente são hipertensos e tem artérias enrijecidos. Portanto, a deficiência de testosterona causa dano ao endotélio dos vasos sanguíneos. Por isso, a terapia de reposição de testosterona melhora estas lesões. Da mesma maneira, aumenta a síntese de óxido nítrico endotelial na musculatura dos vasos, deixando-os mais dilatados. Portanto, a reposição da testosterona diminui a pressão arterial.

Testosterona baixa aumenta a mortalidade

O homem com testosterona baixa tem maior mortalidade do que aquele com nível normal. Isto, independentemente da idade, gordura corporal e estilo de vida. Além disso, quanto mais baixo seu nível de testosterona, maior é a mortalidade.

A testosterona é necessária para ao desenvolvimento da genitália, manutenção e qualidade da ereção ao longo da vida. Pessoas com deficit de ereção, disfunção eréctil, podem apresentar diminuição da testosterona. Sua reposição isolada ou associada a outras medidas terapêuticas podem normalizar a ereção. Em até 20% das pessoas mais com mais de 60 anos podem ter hipogonadismo. A sua reposição normalmente melhora a qualidade da ereção desses pacientes.

reposição hormonal masculina também diminui as citoquinas. Por isso, melhora a inflamação crônica existentes nos órgãos. A síndrome metabólica apresenta baixos níveis de testosterona.

Concluindo, sabendo a causa do hipogonadismo, a sua reposição melhora a qualidade e aumenta a esperança de vida.

 

Referência

http://www.auanet.org/guidelines/testosterone-deficiency-(2018)

https://uroweb.org/guideline/male-hypogonadism/

https://www.drfranciscofonseca.com.br/baixa-testosterona/

Disfunção erétil – Qual é a solução?

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Disfunção erétil é definida como a incapacidade persistente para atingir e manter a ereção peniana firme para permitir o desempenho sexual satisfatório. Entenda mais sobre disfunção erétil em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/urologia-masculina/disfuncao-eretil/

Ter ereção noturna ou acordar com ereção matinal revela a integridade vascular

e neurológica peniana.

As fases da ereção e detumescência, ou seja, perda da ereção do pênis:

1. Excitação – Ocorre taquicardia, aumento da pressão arterial, a ereção peniana, retração testicular e excitação sexual

2. Platô – Ocorre taquicardia, aumento da pressão arterial, contração muscular, aumentando a excitação sexual

3. Orgasmo – Contrações dos músculos pélvicas, ejaculação, prazer ou satisfação intensa

4. Resolução – Perda de ereção peniana, diminuição da frequência cardíaca e da pressão arterial, diminuição da excitação sexual, período refratário

Muitos homens não entendem o que é considerado uma ereção normal para a idade. Naturalmente, há perda da qualidade erétil com o envelhecimento. Assim, também a libido vai se modificando. Por consequência, tornam-se menos estimulados por sensações visuais, auditivas e sensitivas. Entenda mais sobre disfunção erétil em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/disfuncao-eretil-entenda-tudo-sobre-o-assunto/

Certas drogas podem ser sua causa da disfunção erétil, como 5-alfa redutase, hipogonadismo (testosterona baixa), inibidores da serotonina e alcoolismo podem causar diminuição da libido. Entenda sua causa em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/?s=disfun%C3%A7%C3%A3o+eretil

A normalidade do período refratário vai se prolongando com a idade. Portanto, os homens não são capazes de retomar a uma nova ereção plena rapidamente. A média da latência ejaculatória em homens saudáveis heterossexuais é cerca de 5-6 minutos. Além disso, existe uma variância normalmente distribuídas em torno destes valores.

Por outro lado, a ejaculação precoce é aquela que ocorre em menos de 1 minuto da penetração.

Sintomas da disfunção erétildisfunção erétil

O paciente que relata que a disfunção erétil aconteceu de repente, provavelmente, é de causa psicogênica. Pode ser causada por depressão, ansiedade do performance com a parceira.

Os que tem dificuldade para sustentar a ereção há indício de ansiedade. Pode ocorrer por liberação de substância adrenérgicas que inibem a ereção ou fuga venosa.

Disfunção após cirurgia de câncer

A disfunção erétil após a prostatectomia radical causado por dano inflamatório da banda neurovascular ocorre em média de 6 a 9 meses. Normalmente, a ereção vai se restabelecendo lentamente, com melhora da qualidade da ereção progressivamente.

Os remédios facilitadores da ereção devem ser usados precocemente e diariamente nesta fase. Os pacientes devem se masturbar para estimular a ereção. No paciente mais jovens, com menos de 60 anos, pode ocorrer o retorno da ereção em menos de 1 mês. Para isto é necessário que a cirurgia preserva a banda neurovascular. Contudo, a ereção pode ser recuperada progressivamente em até 2-3 anos, por lesão parcial da banda neurovascular uni ou bilateral. O organismo pode recuperar lesões vasculares e neurológicas da banda neurovascular. Se ocorrer lesão severa da banda neurovascular bilateralmente, a ereção não é capaz de ser restaurada, independente do tempo pós-operatório.

Conheça melhor as razões da disfunção erétil pós prostatectomia radical em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/e-possivel-melhorar-a-potencia-sexual-apos-a-prostatectomia-radical/

O uso de certas drogas, por seus efeitos colaterais, pode ser a causa da disfunção erétil. A depressão por causar disfunção erétil pela diminuição da auto-estima e depressão. Por outro lado, quando há perda da ereção noturna, a suspeita da disfunção erétil recai sobre doenças vasculares ou neurológicas.

Diagnóstico da disfunção erétil

A avaliação inicial do homem com queixa de disfunção erétil inclui a história clínica com ênfase na sexual e psicossociais. Além disso, os exames laboratoriais para identificar comorbidades que podem predispor a disfunção erétil e que podem contra-indicar certas terapias.

A história clínica pode revelar comorbidades, como doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão, coronariopatia, aterosclerose ou hiperlipidemia, diabetes mellitus, depressão e alcoolismo. Portanto, todas estas doenças vão aumentando sua prevalência com a idade.

Há disfunções relacionadas a ejaculação precoce, por aumento do tempo de latência associada com a idade e problemas de relacionamento psicossexual.

Mas também, outros fatores de risco incluem tabagismo, trauma pélvico ou perineal, cirurgia peniana, doença neurológica, endocrinopatia, obesidade, radioterapia pélvica, doença de Peyronie. Além de, uso de drogas usadas para tratamento de doenças sistêmicas.

Outros elementos são alterações do desejo sexual, ejaculação e orgasmo, presença de dor genital e estilo de vida, orientação sexual na infância e adolescência e qualidade da relação com o parceiro. Por fim, a história de função sexual do parceiro pode ser a chave para desvendar a causa que predispõe a disfunção erétil.

Saiba mais da fisiologia da disfunção erétil em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/disfuncao-eretil-explicando-sua-fisiologia-e-fisiopatologia/

O desejo precede a excitação sexual e pode ser espontânea ou em resposta a estímulos eróticos.

Fases excitação sexual:

1. platô,

2. orgasmo e

3. resolução.

4. Os homens tem um período refratário a ereção após a fase de resolução, ou seja,durante o período refratário não é possível estimular o pênis de volta ao estado erétil.

É tipicamente mais breve em homens jovens, mas torna-se progressivamente mais longo com a idade.

Ao exame físico, se examina os pulsos femorais e tibiais, placas penianas na doença de Peyronie, ginecomastia e testículos pequenos no hipogonadismo, reflexo cremastérico que avalia a integridade dos centros eretogênicos tóraco-lombares e por fim a mudança do campo visual no tumor da hipófise.

Tratamento clínico

O tratamento inicial é baseado na suspeita diagnóstica e das suas possíveis associações. As vezes, as medidas recaem no tratamento da hipertensão arterial, diabetes mellitus, síndrome metabólica, dislipidemia, obesidade, tabagismo, ansiedade, estresse pelo estilo de vida por estresse psicológico associadas ou não a drogas psicoativas e hipogonadismo.

As vezes, ter um fim de semana livre do estresse pode ser a chave para a recuperação da ereção.

Pacientes com baixa de testosterona causas da perda de libido e do vigor físico e mental. De maneira geral, o tratamento médico inicial com inibidores da 5-fosfodiesterase pode ser instituído, avaliando-se sua eficácia e efeitos colaterais.

Não devem ser usados em homens que usam nitratos. Entretanto, devem ser usados com cautela, com aval do cardiologista, nos pacientes que usam bloqueadores beta-adrenérgicos.

A segunda linha de tratamento são representadas pelas drogas usadas intra-cavernosas. Estas são usadas dentro do corpo do pênis. O médico deve realizar seu uso pela primeira vez e depois são feitas pelo próprio paciente.

Tratamento cirúrgico

A terceira linha de tratamento é o implante de prótese peniana. A prótese da sustentação ao corpo cavernoso, seja por próteses maleáveis ou infláveis. Deve-se apresentar os prós e contras. Portanto, cabe ao paciente decidir. Saiba mais sobre prótese peniana em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/implante-de-protese-peniana/

Os pacientes devem ser compensados das doenças sob controle médico, antes da indicação do implante da prótese peniana. Os pacientes diabéticos devem ser compensados antes da cirurgia. Por isso, as complicação pós-operatória aumenta nos pacientes operados ainda descompensados.

Os melhores resultados são obtidos nos pacientes que mantém certa ereção peniana. Nestes casos ainda há fluxo sanguíneo, e portanto, há ainda tumescência do pênis. Ainda assim, estes pacientes devem usar silfenafila ou tadalafina para melhorar a ereção e o calor do pênis. Logo, pode-se deixar o pênis quente e ereto. 

Os pacientes que usam prótese geralmente ficam satisfeitos. Por isso, muitos falam: “como é bom ter relação sexual, sem ter a preocupação para manter a ereção durante a relação sexual”. Saiba mais sobre sua solução em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/disfuncao-eretil-tem-solucao/

Prevenção

A prevenção está baseada no bem viver com alegria e disposição para vencer as dificuldades inerentes da vida. Reconhecer os erros e corrigí-los é uma arte. Nunca é tarde demais para recomeçar. Devemos ter orientação profissional e não perder o foco para atingir as metas propostas que deverão ser alcançadas. Nada é impossível.

O comodismo não nos ajuda em nada. Se obeso, emagrecer; se dislipidêmico, corrigir com dieta, remédios e exercícios; se hipertenso, controlar a pressão é básico; se diabético, dieta e medicamentos; se tiver apneia noturna, fazer todas mudanças recomendas por especialistas; as vezes um reajuste dos medicamentos podem controlar a pressão e melhorar a performance circulatória peniana; etc.

Não se esqueça que o envelhecimento existe. Se vivermos o suficiente, vamos apresentar disfunção erétil! Entretanto, hoje temos sua solução e com bons resultados.

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/ para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referência

mhttps://uroweb.org/guideline/male-sexual-dysfunction/

http://www.auanet.org/guidelines/erectile-dysfunction-aua-guideline-(2018)

Pedra no rim – Entenda mais sobre o assunto

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Pedra no rim (cálculo renal) é a doença provocada pela produção de cristais que são eliminados na urina, em decorrência da dieta e do metabolismo interno. Quando ocorre um excesso de cristais na urina, acontece a supersaturação e os cristais vão se agregando para a sua formação. A doença pode ter um caráter recidivante. Saiba mais sobre cálculo renal recidivante em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/colica-renal-recidivante/

Existem muitos tipos de cálculos, com diferentes cores e formatos. Geralmente a pedra no rim é causada por alteração metabólica sistêmica, portanto, não é uma doença renal, embora existam cálculos renais relacionados à doença dos túbulos renais e doenças genéticas raras, como cistinúria e oxalatúria primária.

Ocorre de 2-3 vezes mais em homens que mulheres, com pico de incidência entre a 4a e 6a décadas de vida. É mais frequente nas regiões de clima quente e seco, ou seja, no verão. Da mesma maneira, ocorre mais nos trabalhadores expostos `a ambientes quentes, sendo por isso, importante doença ocupacional. Está associada com o aumento do IMC, diabetes mellitus e síndrome metabólica.

Sintomas de pedra no rimpedra no rim

A pedra no rim dentro do sistema coletor urinário raramente causa dor. A cólica renal é uma das piores dores relatadas e indica a passagem do cálculo pelo ureter. Pode ocorrer hematúria, ou seja, sangramento urinário micro ou macroscópico, náusea e vômito.

Geralmente a pedra no rim pequena, menor que 5mm causa dor mais forte do que os maiores. A cólica nefrética acontece pela pressão causada durante a passagem da urina pelo ureter obstruído. Por isso, durante sua descida até a bexiga, causa distensão ureteral, e consequente hidronefrose, ou seja, dilatação do rim e dor.

O momento mais doloroso ocorre quando o pedra no rim tenta vencer a musculatura da bexiga dentro do ureter. Nesta fase ocorre dificuldade para urinar e urgência miccional. Pode ocorrer febre e calafrios se houver infecção do trato urinário. Nesta situação, há pielonefrite calculosa, ou seja, a infecção bacteriana atingiu os rins obstruídos. Uma vez na bexiga, geralmente a eliminação do cálculo pela uretra é indolor.

Fatores de risco

Há associação com antecedentes familiares, com desidratação, com altas temperaturas, etnia por maior incidência em pacientes da raça branca, obesidade por, quanto maior o IMC ou  seja, o índice de massa corpórea, maior o risco, por obstruções anatômicas do trato urinário, acidose tubular renal, hiperparatireoidismo, hábitos alimentares inapropriados, sedentarismo, infecção do trato urinário causa cálculo de estruvita, principalmente em mulheres com infecção urinária de repetiçãodistúrbios metabólicos, diabetes mellitus, uso de medicamentos como probenecide, losartana, salicilatos, inibidores de protease, vitamina C, inibidores da anidrase carbônica, suplementação de cálcio, quimioterapia, alteração do pH urinário, redução do volume urinário por desidratação, hiperoxalúria, hipocitratúria, hipomagnesúria, hiperuricosúria, cistunúria. Além disso, a imobilização prolongada, ressecção intestinal, doença intestinal inflamatória crônica causado de diarreia e pós-operatório de cirurgia bariátrica por emagrecimento rápido. Saiba mais em: http://www.auanet.org/guidelines/medical-management-of-kidney-stones-(2014)

Diagnóstico

Na fase aguda, o ultrassom pode informar sobre os rins, presença de cálculos no sistema coletor urinário, grau da dilatação ureteropielocalicial, ou seja hidronefrose e a localização dos cálculos no ureter proximal e distal e na bexiga.

Paciente com dor aguda testicular, pode por sua vez ser portador de cálculo que obstrui o ureter proximal. A ultrassonografia pode revelar este diagnóstico. Entretanto, o padrão ouro do diagnóstico é a tomografia computadorizada sem contraste. Informa sobre tamanho, número, localização, além da sua densidade. Portanto, a conduta terapêutica, se clínica ou cirúrgica, é definida por esta informação.

Tratamento

Alguns tipos de cálculos podem ser tratados, ou seja, dissolvidos, com adequação da dieta e medicamentos. Portanto, podem ser eliminados espontaneamente ou caso contrário, removidos cirurgicamente. Sabendo-se qual é o tipo do cálculo pode-se planejar o tratamento clínico, principalmente para cálculos menores que 5mm, de ácido úrico ou cistina. Saiba mais sobre dieta e cálculo renal em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/dieta-para-calculo-renal/

Cálculos maiores podem ficar impactados e causam hidronefrose, com ou sem dor, com destruição do parênquima renal. Estes cálculos devem ser removidos por ureteroscopia ou cirurgia percutânea renal. Contudo, casos com infecção do trato urinário concomitante deve-se drenar o sistema urinário para depois retirá-lo. Por isso é urgência médica, pois o paciente está sob risco de disseminação da infecção pelo organismo, chamada de septicemia. Portanto, quadro clínico muito grave e pode causar a morte.

Prevenção do cálculo renal

  1. Aumentar líquidos até deixar urina clara em todas micções do dia, pelo menos 2 litros por dia, A recorrência é de 12% nos hiperhidratados vs. 27% nos que bebiam água normalmente.
  2. Diminuir proteínas animais para reduzir a excreção de cálcio, oxalato e ácido úrico.
  3. Tomar suco de frutas cítricas que neutralizam a carga ácida proveniente das proteínas animais, principalmente limonada. O limão é a fruta mais rica em citrato, 5 vezes mais que laranja, e reduz a excreção do oxalato; além do magnésio),
  4. fazer atividade física, sendo que o ideal é 3 vezes por semana por 1:15h,
  5. evitar a síndrome metabólica: obesidade central, ou seja circunferência da cintura superior a 100 cm; hipertensão arterial (pressão arterial igual ou superior a 130/85 mmHg); glicemia alterada (glicemia maior ou igual a 100 mg/dl); triglicerídeos maior ou igual a 150 mg/dl; colesterol bom baixo ou HDL colesterol menor que 40 mg/dl) e
  6. ingerir dietas hipossódicas ou seja, baixo teor de sódio, cálcio, pH e aumento de citrato urinário e, com alto teor de fibras.
  7. Restringir oxalatos ou seja, do chocolate, batata doce, espinafre, refrigerantes, cereais multigrãos, manteiga de amendoim, feijão verde, chá, aipo.

Dependendo do tipo de cálculo renal, seu médico pode orientar dieta e medicamentos para acidificar ou alcalinizar a urina.

Saiba mais sobre dieta para cálculo renal em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/?s=dieta+para+calculo+renal  e sobre cálculo renal recidivante em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/calculo-renal-e-paciente-com-colica-renal-recidivante/

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site:

https://www.drfranciscofonseca.com.br/ para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referência

https://uroweb.org/guideline/urolithiasis/

http://www.auanet.org/guidelines/surgical-management-of-stones-(aua/endourological-society-guideline-2016)

http://www.auanet.org/guidelines/medical-management-of-kidney-stones-(2014)

Reposição hormonal masculina – Entenda

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Reposição hormonal masculina quando bem diagnosticada por sinais e sintomas e exames laboratoriais, deve ser tratada. Qualquer homem com queixa de baixa de energia, indisposição, cansaço, dificuldade para ter ereção, sonolência pode apresentar deficiência de testosterona até prova do contrário.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da deficiência de testosterona podem ser confundidos com outras doenças dos homens que estão envelhecendo. Assim, diabetes mellitus tipo 2, doença cardiovascular e a síndrome metabólicadefinida pela resistência à insulina, obesidade, anormalidades lipídicas e hipertensão. Todas elas apresentam sintomas não específicos de cada uma destas doenças. Entretanto, doenças que afetam o sistema nervoso central podem causar diminuição acentuada da produção de testosterona. Saiba mais sobre a doenças associadas ao hipogonadismo: https://www.drfranciscofonseca.com.br/deficiencia-de-testosterona-e-doencas-associadas/

reposição hormonal

Definição laboratorial do hipogonadismo

A Sociedade internacional de Andrologia, a Sociedade Internacional para o Estudo do Envelhecimento Masculino (ISSAM) e a Sociedade Europeia de Urologia (EUA) determinaram os seguintes níveis de dosagem sanguínea da testosterona total e livre para considerar a reposição hormonal:

1. Níveis de testosterona total menor que 8nmol/L (2,31ng/mL) ou testosterona livre menor que 180pmol/L (52pg/mL) requerem reposição hormonal de testosterona

2. Níveis de testosterona total maior 12nmol/L (3,46ng/mL) ou testosterona livre maior que 250pmol/mL (72pg/mL) não requerem reposição hormonal de testosterona

3. A reposição de testosterona pode ser considerada em homens sintomáticos, com níveis de testosterona entre 8 e 12nmol/mL. Assim sendo, um teste clínico para avaliar se ocorre melhora clínica dos sintomas relatados pelo paciente.

Relação da testosterona com outras doenças

A testosterona baixa é fator de risco para diabetes e síndrome metabólica. Por isso, sua deficiência prediz risco de três vezes maior para desenvolver estas doenças em 8 anos.

A prevalência de baixa testosterona em homens com disfunção erétil foi estimada em 10-20%. Uma revisão de nove estudos com dosagem de testosterona em pacientes com disfunção erétil encontrou seus níveis menor que 10,4nmol/L (3ng/ml) em 14,7% dos 4.342 homens com mais de 50 anos. Saiba mais em:  https://www.drfranciscofonseca.com.br/testosterona-e-diabetes/

Por que fazer reposição hormonal

A reposição de testosterona tem impacto direto em várias doenças. Atua no metabolismo interno das células alvo do organismo, visto que age no metabolismo da glicose, proteína e gordura.

Portanto, a reposição baseada na clínica dos pacientes com baixos níveis de testosterona apresenta claro benefício nos seguintes aspectos:

1. Raciocínio, humor, inclusive melhora da depressão, energia e bem estar

2. Composição corporal por aumento dos músculos e diminuição da gordura

3. Diminuição na circunferência da cintura, glicemia de jejum, diminuição da hemoglobina glicada e melhora dos níveis do colesterol [(diminuição do colesterol, aumento do colesterol bom (HDL) e diminuição do colesterol ruim (LDL)].

4. Melhora das coronárias pela dilatação coronariana.

Saiba mais em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/importancia-da-testosterona-para-o-coracao/

5. Melhora da densidade óssea, especialmente comprovada na densidade mineral óssea na coluna lombar

6. Melhora na função sexual, incluindo a motivação, pensamentos sexuais, função erétil e frequência de intercursos bem sucedidos.

7. Síndrome de deficiência de testosterona e doenças sistêmicas. Assim sendo, a reposição tem efeito benéfico em:

  • Homens infectados pelo HIV por aumento da massa muscular, bem estar, melhora da qualidade de vida e do humor,
  • doença pulmonar obstrutiva crônica por aumento da massa magra, especialmente em homens com terapia crônica com corticosteroide e osteoporose.

Além disso, parece ter efeitos positivos em pacientes com exposição a opióides, com câncer e portadores de artrite reumatóide.

Como é feita a reposição hormonal masculina?

A reposição hormonal pode ser feita por injeção intra-muscular de testosterona, com ação em torno de 3 meses. Assim como, por gel de testosterona de uso diário, aplicado nos braços. Entretanto, é contra-indicada a reposição de testosterona de curta duração por injeção. Ela promove pico de testosterona muito acima do normal.

A reposição hormonal que prefiro é a mais fisiológica. É realizada com remédio oral e que praticamente não apresenta efeitos colaterais. Sua ação promove aumento do hormônio luteinizante na hipófise, que por sua vez age nos testículos, nas células de Leydig. Desta maneira, estas células produzem testosterona. Assim sendo, pode inclusive aumentar o volume testicular. Deve ser tomado a noite para aumenta a testosterona de madrugada. Desta maneira, ajuda nas ereções noturnas espontâneas, na fase REM do sono. Nesta fase, sonhamos e dura por volta de 2 horas.

O sucesso do tratamento ocorre em torno de 85-90% dos pacientes tratados. Entretanto, no seu insucesso, deve-se aplicar a reposição de testosterona injetável ou gel. A testosterona é fundamental para a boa função do nosso organismo. Por isso, o tratamento é contínuo, pelo resto da vida. Todavia, estes tratamento por injeção de testosterona causa diminuição dos testículos.

Cuidados e contra-indicações

Nunca deve ser oferecido testosterona oral. Por esta via, afetam o metabolismo hepático e por consequência, está relacionada com a gênese do câncer hepático.

Nunca oferecer a pacientes com nível de testosterona normal. O seu aumento supra-fisiológico é deletério aos órgãos sensíveis `a testosterona. Com consequente, dano ao organismo. Estes pacientes geralmente se tornam agressivos e explosivos, podendo ser causadores de atitudes indesejadas em sociedade. Além disso, são rotineiramente envolvidos em brigas de rua. Saiba mais em: http://www.issm.info/news/review-reports/who-would-benefit-from-testosterone-therapy/

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referência

http://www.issm.info/news/review-reports/who-would-benefit-from-testosterone-therapy/

Importância da testosterona para o coração

Testosterona e Diabetes – Entenda a relação

Testosterona na obesidade – Entenda sua importância

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Os casos de baixa testosterona na obesidade vem aumentando nas sociedades em desenvolvimento e desenvolvidas no mundo. É considerado um problema grave de saúde pública, assim como o seu extremo, a desnutrição como flagelo da fome.

O desperdício alimentar dos ricos poderia nutrir os famintos do mundo dos pobres.

A razão básica é o erro alimentar e pouca atividade física, além da susceptibilidade genética. Entretanto, a obesidade pode ser causada por distúrbios endócrinos, medicamentos e transtornos mentais.

Sociedades desorganizadas progridem com dificuldades e com grandes desigualdades sociais. Sociedades bem organizadas promovem saúde desde a infância. Crianças aprendem a comer em casa e na escola. Estas razões podem contribuir para a obesidade. Entenda mais sobre a função da testosterona no homem em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/importancia-da-testosterona-para-saude/

A célula adiposa é uma célula endócrina?

A obesidade é definida como excesso de tecido adiposo. A célula adiposa é uma célula endócrina. Portanto, o tecido adiposo é um órgão endócrino. Como tal, o tecido adiposo secreta metabólitos, citoquinas, lipídios e fatores de coagulação, entre outros. O excesso de adiposidade causa níveis aumentados de testosterona na obesidadeácidos graxos circulantes e inflamação. Isso pode levar à resistência à insulina e a diabetes tipo 2.

A obesidade aumenta com o envelhecimento, ocorrendo neste período uma queda progressiva dos níveis séricos de testosterona.

A obesidade aumenta o risco de mais de trinta tipos de doenças crônicas. Inclusive, a depressão e vários tipos de câncer.

Sobrepeso e obesidade

O IMC é o índice de massa corpórea.

  • sobrepeso é definido pelo IMC de 25-29,9;
  • obeso classe I pelo IMC de 30-34,9;
  • obeso classe II de 35-39,9;
  • obeso classe III maior que 40

Os riscos `a saúde aumentam com a obesidade. Estes pacientes devem ser tratados e desta maneira, melhorar sua qualidade de vida. Além disso, há diminuição da mortalidade prematura.

Tratamento da baixa testosterona na obesidade

O principal tratamento para a obesidade é a dieta e o exercício físico.

Programas de dieta produzem perda de peso no curto prazo. A manutenção do peso é difícil e além disso, exige mudança do estilo de vida. Assim, nos obesos, o exercício deve ser cuidadoso para evitar lesões traumáticas.

A testosterona desempenha um papel crítico na regulação da energia, incluindo retenção de nitrogênio, carboidratos e no metabolismo de gordura.

O nível de baixa testosterona na obesidade foi registrado em 52% nos obesos. Entretanto, pode a chegar a 75% em homens com IMC maior que 40. Além disso, estes pacientes apresentarem diabetes tipo 2 e estes índices podem ser maiores.

A testosterona é modulador fisiológico da composição corporal. Assim, tem papel na aumento da miogênese e na inibição da adipogênese. Estudos relatam que o tratamento com testosterona diminuiu a massa gorda e aumenta a massa magra. No entanto, em estudos de curto prazo o efeito é mínimo ou moderado sobre a perda de peso.

Doenças comuns que são beneficiadas pela reposição da testosterona

A testosterona baixa é fator de risco para a síndrome metabólica, diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral.

A Federação Internacional de Diabetes elaborou a definição da síndrome metabólica. 

obesidade central é definida pela circunferência da cintura maior que 94cm e dois ou mais dos seguintes quatro fatores:

  • triglicerídeos elevados maior que 150 mg/dL,
  • reduzidos do HDL-colesterol menor que 40 mg/dL,
  • pressão arterial elevada sistólica maior que 130 mm Hg e diastólica maior que 85 mm Hg e
  • aumento da glicemia plasmática em jejum maior que 100 mg/dL (diabetes tipo 2).

Se quiser saber sobre diabetes e testosterona clique em mais: 

Os níveis de testosterona são reduzidos em homens com diabetes. Há associação inversa entre níveis de testosterona e hemoglobina glicosilada. Assim como há uma relação inversa entre indicadores de obesidade e níveis baixo de testosterona em todas as faixas etárias. A sua reposição causa redução de peso e redução da resistência à insulina. A adiposidade e o hiperinsulinismo suprimem a síntese de globulina carreadora do hormônio sexual (SHBG) e os níveis de testosterona. A insulina e a leptina suprimem a esteroidogênese testicular.

A testosterona agem em células pluripotentes

A testosterona regula a linhagem das células pluripotentes mesenquimais, promove a linhagem miogênica e inibe a adipogênica. A reposição da testosterona inibe a captação de triglicerídeos e a atividade da lipase lipoprotéica. Por isso há gasto rápido de triglicerídeos no tecido adiposo abdominal e eleva os lipídios do depósito de gordura visceral. Assim, há aumento da massa corporal magra e redução na massa de gordura. Além disso, a reposição da testosterona aumenta a motivação, melhora o humor e promove estilo de vida mais ativo. A atividade física aumenta o gasto energético, contribuindo diretamente para maior perda de peso.

As mitocôndrias desempenham papel crítico na regulação do metabolismo de lípidos, proteínas e carboidratos. A testosterona  aumenta a fosforilação oxidativa na mitocondria, e por isso é aumentado o gasto energético.

Tratamento com testosterona

O tratamento com testosterona na obesidade reduz a gordura e aumento da massa magra. Assim como diminui a glicemia de jejum e a resistência à insulina, portanto aumenta sua sensibilidade. Além disso, há melhora do perfil lipídico, assim como diminui a pressão arterial.

Concluindo, a perda de peso corporal é continua se os níveis de testosterona se mantiverem normalizados a longo dos anos. Por isso, melhora a sobrevida dos pacientes. Certamente por reduzir diretamente os fatores de risco destas inúmeras anormalidades metabólicas causada pela obesidade. Saiba mais sobre a testosterona associada a doença em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/deficiencia-de-testosterona-e-doencas-associadas/

Saiba mais em: https://uroweb.org/guideline/male-hypogonadism/

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referências

https://uroweb.org/guideline/male-hypogonadism/

https://www.drfranciscofonseca.com.br/wp-admin/post.php?post=4254&action=edit

https://uroweb.org/wp-content/uploads/Male-Hypogonadism-2012-pocket-portuguese.pdf

Testosterona e Diabetes – Entenda a relação

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A testosterona e diabetes aparentemente não parece ter nada a ver. Um hormônio produzido nos testículos e outro pelo pâncreas. Será mesmo? A queda sanguínea da testosterona causa o hipogonadismo e piora o diabetes

Pesquisas mostram que uma doença pode interferir com a outra, baixa testosterona ou e diabetes mellitus Uma por  baixo níveis de testosterona e a outra altos por aumento da glicose. Nesta, há baixa produção da insulina ou defeito na sua ação. Saiba mais em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/importancia-da-testosterona-para-viver-com-saude/

Hipogonadismo, o que é?

A deficiência de testosterona causa uma síndrome clínica. É diagnosticada por sinais e sintomas do hipogonadismo e baixos níveis de testosterona.

A testosterona é um hormônio esteróide com muitas funções fisiológicas na regulação do metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos. A testosterona é crucial para modular a estrutura e a função muscular. Além disso, regula a adipogênese. A testosterona é um hormônio metabólico necessário para manter a função fisiológica da saúde masculina.

Uma grande quantidade de estudos mostram que testosterona baixa está associada à resistência à insulina.

Síndrome metabólica

Há maior risco de diabetes e síndrome metabólica, definida por:

  • aumento da glicemia/resistência insulínica,
  • aumento da circunferência abdominal pelo aumento do índice de massa corpórea (IMC),
  • elevação dos triglicérides
  • aumento do colesterol total e diminuição do HDL
  • elevação da pressão sanguíneatestosterona e diabetes

síndrome metabólica prediz risco de doenças cardiocirculatórias e o início do diabetes.

O tecido adiposo visceral é um intermediário importante nesta relação. A testosterona ou seu metabólito, o estradiol age em tecidos como músculo, fígado, osso ou cérebro

Pacientes com diabetes e hipogonadismo apresentam sintomas inespecíficos e relacionados com outras doenças destes homens, principalmente com o avançar da idade.

disfunção eréctil e queda da libido em homens com diabetes tem forte associação entre estas duas entidades. Assim, cerca de 55-70% dos homens diabéticos apresentam testosterona baixa e sintomas da deficiência de testosterona.

Diabetes estão cerca de duas vezes mais propensos a ter baixa testosterona em comparação com homens normais. Por isso, a prevalência de testosterona baixa em homens com transtornos metabólicos aumenta com a idade e a obesidade.

Testosterona baixa aumenta a mortalidade

A baixa testosterona total está associada com o aumento da mortalidade em homens diabéticos. Além disso, há diminuição significativa de eventos isquêmicos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Por isso, há o dobro de mortalidade em comparação a homens com testosterona em níveis normais.

Pacientes com hipogonadismo e diabetes, com sintomas exuberantes devem receber de imediato terapia de reposição com testosterona. Observa-se claro benefício da melhora geral dos seus sintomas rapidamente. Entretanto, os pacientes com baixa de testosterona sem sintomas evidentes, normalmente melhoram depois de um ano da sua normalização.

Diabetes é doença crônica

O diabetes mellitus é doença lenta para sua instalação e seu tratamento deve ser de longo prazo. Assim, deve-se manter o tratamento medicamento para o diabetes, alimentação com restrição dos carbohidratos, realização de exercícios físicos rotineiros causam perda de peso. Sabe-se que com a queda do peso há aumento progressivo da testosterona, e desta maneira, melhora a sua saúde global, pois interfere diretamente nos mecanismos metabólicos e inflamatórios.

Reposição hormonal – testosterona e diabetes

Poucos estudos existentes na literatura médica são de longo prazo. A reposição por mais de 5 anos causa emagrecimento, diminuição do IMC e da circunferência abdominal. Além disso, há queda da glicemia e da hemoglobina glicada com a sua normalização.

Da mesma maneira, há melhora do perfil lipídico, colesterol e suas frações e triglicérides e queda dos níveis pressóricos significativamente. Portanto, é possível controlar o diabetes com a reposição hormonal. Todavia, deve ser usado por mais que 3 anos para sua remissão.

Estudos mostram que quanto menor for a testosterona, maiores são os danos cardiovasculares. Por consequência, ocorre aumento da mortalidade, tanto global como as cardiovasculares.

A reposição da testosterona pode prevenir a progressão do pré-diabetes para o diabetes. Por isso, a aderência dos pacientes para a manutenção do tratamento é fundamental para o sucesso terapêutico.

Concluindo sobre a testosterona e diabetes

A testosterona em níveis fisiológicos diminui a hiperglicemia, a obesidade, reduz a resistência a insulina, promove a sensibilidade a insulina e estimula a síntese de proteína nos músculos, promovendo seu crescimento. Saiba mais em: http://www.issm.info/news/review-reports/who-would-benefit-from-testosterone-therapy/

Como se pode observar, manter a testosterona normal é fundamental para que o organismo normalize a glicemia.

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Referência

http://www.issm.info/news/review-reports/who-would-benefit-from-testosterone-therapy/

https://www.drfranciscofonseca.com.br/importancia-da-testosterona-para-viver-com-saude/

Hipogonadismo masculino – Principais causas

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Hipogonadismo masculino é causado pela queda dos níveis de testosterona no sangue. Por isso, causa significativa perda na qualidade de vida. Saiba mais sobre hipogonadismo em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/importancia-da-testosterona-na-obesidade/ e  https://www.drfranciscofonseca.com.br/sinais-e-sintomas-do-hipogonadismo-masculino/

Função do escroto

Na maioria dos mamíferos, o testículo está fora do corpo para que a temperatura fique mais baixa que a corporal. Pois isso, no homem, é de 1 a 2 graus Celsius menor que a do corpo para manter a espermatogênese. Isto por que há melhor desempenho das enzimas envolvidas na formação dos espermatozóides e produção de testosterona. Mais de 90% da testosterona circulante é testicular.

O escroto é um órgão especializado para manter a temperatura baixa local. Para isso, o plexo venoso do cordão espermático dissipa calor. O cremaster é um músculo sob controle involuntário que suspende ou baixa o testículo. Com isso, a temperatura local é mantida pelo reflexo cremastérico em relação ao meio ambiente. O escroto possui pouca gordura em sua parede. Além disso, é rico em glândulas sudoríparas para dissipar o calor. Todas estas especializações visam o controle térmico.

Função dos testículos

Além da formação dos espermatozoides, o testículo produz a testosterona. Este hormônio é fundamental para o desenvolvimento da genitália e dos caracteres secundários masculinos. Como todo hormônio age onde houver receptores celulares, agindo em diferentes órgãos do nosso organismo e com enorme impacto parhipogonadismoa funcionalidade orgânica.

Entretanto, ela age por ação direta nos músculos estriados, inclusive no músculo cardíaco, o miocárdio.

Ciclo da produção da testosterona

A produção de testosterona oscila nas 24 horas do dia, mais alta entre 8 e 12 horas e mais baixa entre 20 e 24 horas. É conhecido como ciclo circadiano.

Os idosos oscilam com níveis bem inferior aos adultos jovens. Há oscilações na sua produção da testosterona durante a vida, com aumento no período fetal e neonatal até os 6 meses de vida.

Porém, há queda quase completa durante a infância e aumenta na adolescência. Nesta fase, é responsável pelo desenvolvimento dos caracteres secundários  e pelo estirão do crescimento.

Há aumento da testosterona no final da gestação. Por isso, os testículos descem para o escroto no bebe a termo e na maioria até o terceiro mês.

O envelhecimento causa naturalmente queda da testosterona. O hipogonadismo é definido pela testosterona total menor que 300 ng/dL e/ou testosterona livre menor que 6,5 ng/dL. Desta maneira, o hipogonadismo é visto em 8%, 13%, 19% e 27%, nas faixas etárias de 40-49, 50-59, 60-69, 70-79 anos, respectivamente. Além disso, estima-se que após os 40 anos ocorra queda de 1% ao ano.

O que causa a queda da testosterona no corpo – hipogonadismo

A queda da testosterona causa diminuição da libido, disfunção erétil, dificuldade no orgasmo, das ereções espontâneas noturnas e matinais. Além disso, das características secundárias, diminuição ou ausência da produção de espermatozoides. Saiba mais em: https://uroweb.org/guideline/male-infertility/#5

No estado mental, a sua queda causa diminuição da energia, da vitalidade, do bem estar, fadiga, depressão, letargia. Além disso, redução da motivação, fogachos, diminuição do raciocínio, esquecimento e insônia.

Mais ainda, a sua queda pode acarretar piora do raciocínio nos portadores do mal de Alzheimer ou doença de Parkinson.

A queda da testosterona diminui a densidade óssea, osteopenia ou seja, diminuição de cálcio ósseo, tornando-o mais propensos a fratura. Mais ainda, diminuição da massa e força muscular, incluindo o cardíaco. Além disso, aumenta a gordura corporal, causa ginecomastia, anemia e resistência a insulina.

A testosterona produz leptina, um hormônio controlador do apetite que promove o emagrecimento.

Doenças que podem causar hipogonadismo

Há aumento do hipogonadismo em portadores de diabetes, obesidade, AIDS, insuficiência renal, bronquite, artrite reumatoide, anorexia nervosa e hipotireoidismo. Mais ainda, alcoolismo, doença hepática crônica, doenças agudas, quimioterapia e outras drogas comuns usadas na rotina clínica diária. Saiba mais em:

://drfranciscofonseca.com.br/baixa-testosterona/ https://www.drfranciscofonseca.com.br/baixa-testosterona/

A testosterona baixa ocorre em obesos, doenças sistêmicas graves, ausência dos testículos, criptorquidia ou seja,testículos localizados fora da bolsa, varicocele. Mais ainda, doenças genéticas, desnutrição, doenças neurodegeneraticas, trauma e caxumba.

Saiba mais em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/varicocele/diagnosis-treatment/drc-20378772

Todavia, medicamentos podem causar queda da testosterona: neurolépticos, tiazídicos, inderal, reserpina, corticoides, cetoconazol, amiodarona. Além desses, fenotiazida, haldol, tricíclicos, iMAO, estatinas em altas doses, maconha, entre outros.

Nunca esqueçam que todo medicamento pode ter efeitos colaterais individuais e pode ser a causa da queixa clínica.

Testosterona e obesidade e síndrome metabólica

O hipogonadismo masculino tem relação direta com a obesidade e a síndrome metabólica, com repercussões negativas para múltiplos órgãos. Assim, a presença de três dos cinco fatores a definem:

  • anormalidade da glicemia/resistência insulínica,
  • aumento da circunferência abdominal/IMC (gordura visceral),
  • elevação da pressão sanguínea,
  • elevação dos triglicérides e
  • diminuição do HDL colesterol.

O hipogonadismo prediz a diabetes e maior risco para doenças cardiocirculatórias

A baixa da testosterona aumenta a mortalidade. Porém, a reposição da testosterona melhora a sobrevida de forma significativa. Assim, o tratamento com medicamentos aumentar e melhorar a qualidade de vida, incluindo a condição física e mental. Saiba mais em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/baixa-testosterona/

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referência

https://uroweb.org/guideline/male-infertility/#5

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/varicocele/diagnosis-treatment/drc-20378772

Cálculo de ácido úrico – diagnóstico e tratamento

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O cálculo de ácido úrico se forma em pacientes com urina mais ácida que o normal. O pH urinário é flutuante ao longo do dia. O pH cai após cada refeição. O pH urinário de pessoas normais está em média ao redor de 6. Por outro lado, nos portadores de cálculo de ácido úrico está em torno de 5,4.

A noite há diminuição natural do pH, pela maior concentração urinária e carga ácida excretada. Neste pH mais ácido, a urina fica supersaturada por cristais de ácido úrico insolúveis. Netas condições, favorece a precipitação do ácido úrico, assim como a formação de cálculo de cálcio.

Doenças induzidas pelo ácido úrico

Há três tipos diferentes de doença renal induzida por ácido úrico:

  • nefropatia úrica aguda,
  • nefropatia crônica por urato e
  • nefrolitíase por ácido úrico.

A última está relacionada com doença causadora de cólica nefrética (cólica renal) por cálculo de cálcio.

As duas primeiras doenças são raras. São causadas pela deposição do ácido úrico não dissociado nos túbulos renais e/ou de cristais de urato monossódico no cálculo de ácido úricointerstício dos túbulos renais.

São causadas quando há grande produção de ácido úrico, de maneira aguda ou crônica. Geralmente são causadas por produção exagerada, como na quimioterapia para tumores hematológicos. Ela causa enorme destruição tumoral, produzindo enormes quantidades de ácido úrico que são excretadas pelos rins.

Os cálculos de ácido úrico eliminados espontaneamente na urina ou quando vistos nos procedimentos endoscópicos apresentam uma coloração alaranjada. Estes pacientes produzem grandes quantidades de pequenos cálculos no sistema excretor urinário, que causam crises repetitivas de obstrução ureteral.

De onde vem o ácido úrico?

A produção endógena do ácido úrico depende da síntese e catabolismo celular. Assim, há uma constante produção de 300 a 400 mg/dia. A produção exógena é de 500 mg/dia, porém mais alta no consumo das proteína.

O ácido úrico é a molécula final do metabolismo das purinas. Ou seja, elas são oriundas as bases nitrogenadas do ácido nucléico do DNA, a adenina e guanina. Dois terços do ácido úrico produzido no organismo é excretado pela urina e o restante pelas fezes.

Os dois fatores mais importantes para precipitação do ácido úrico são:

  • a concentração de ácido úrico elevada na urina e
  • o pH urinário ácido.

O ácido úrico é completamente filtrado pelos glomérulos, reabsorvido e secretado pelos túbulos proximais. Aproximadamente 10% do que é filtrado é excretado pela urina.

Nestas circunstâncias, a reação química se dirige para a direita. Por isso, converte o sal de urato, relativamente solúvel, para ácido úrico insolúvel. Desta maneira, há formação do cálculo no sistema excretor urinário. O urato de sódio é 20 vezes mais solúvel na urina que o ácido úrico.

Tratamento medicamentoso, por que funciona?

A queda do pH urinário abaixo de 5,5 causa aumento do ácido úrico insolúvel. Por isso, favorece a formação do cálculo de ácido úrico. Por outro lado, a alcalinização da urina causa maior concentração urato, que é solúvel na urina. Desta forma, diminuindo o cálculo de ácido úrico até sua completa dissolução.

O pH urinário diminui com a obesidade e por isso, favorece a formação do cálculo de ácido úrico.

As três principais alterações metabólicas relacionadas a formação do cálculo de ácido úrico são:

  • o pH urinário baixo,
  • o baixo volume urinário nas 24 horas e
  • as doenças que produzem hiperuricosúria.

O baixo volume e o pH ácido da urina conduz a conversão do sal de urato, relativamente solúvel, em ácido úrico, insolúvel.

Há diminuição da amônia excretada na urina nos obesos e nos formadores de cálculo de ácido úrico. Esta substância tampona a quantidade de ácido na urina. Isto favorece a formação do cálculo de ácido úrico. A amônia é o principal tampão da acidez urinária, apesar de existir outros, representa até 80% em pessoas normais. Entretanto, a quantidade de amônia diminui com o aumento do IMC.

Pacientes com risco de litíase de ácido úrico

A incidência do cálculo urinário é maior nos homens e aumenta com a idade. Ocorre em torno de 5 a 10% nos portadores de cálculo renal. Em contraste, pode atingir até 40% dos casos em países com clima quente e árido. Por que as pessoas produzirem pouca urina nas 24 horas e o pH urinário se mantém ácido. Por isso, favorece a precipitação do ácido úrico.

A frequência de cálculo de ácido úrico entre os pacientes portadores de gota é de 25 a 40%. O risco de ambos, cálculo de ácido úrico e cálculo de cálcio está aumentado em pacientes com gota. Nos diabéticos ocorre em até 35%.

Os homens e os dálmatas, entre os mamíferos, não possuem a enzima uricase que transforma ácido úrico em alontoína. Por isso, são formados os cálculos de ácido úrico.

Obesidade, um grande risco para cálculo de ácido úrico

A obesidade favorece o cálculo de ácido úrico, podendo chegar a 40%. Portanto, quanto mais obeso menor é o pH urinário.

São pacientes de risco: portadores da doença gotosa, pessoas que consomem álcool e frutose, pacientes com síndrome metabólica. Ela é definida pela obesidade, resistência à insulina, diabetes mellitus, hipertensão arterial, baixa do HDL-colesterol e aumento do triglicérides.

Além disso, pacientes com diarréicas crônicas, consumidores de medicamentos que causam hiperuricosúria (probenecide, salicilatos), diuréticos tiazídicos, quimioterápicos, como ciclosporina, consumidores de proteína, portadores de neoplasias linfomieloproliferativas e mieloma múltiplo.

Assim como, doenças familiares por deficiência da enzima xantino-oxidase e da hipoxantina-guanina fosforibosiltransferase ou hiperatividade da fosforibosilpirofosfato sintetase, que mantém o pH urinário constantemente menor que 5,5.

Outras causas são as situações que diminuem a urina por desidratação, como os estados diarréicos crônicos, com a sudorese excessiva, como as pessoas que realizam exercícios físicos prolongados e com baixa ingestão de líquido. Hiperuricosúria nem sempre está presente em pacientes com cálculo de ácido úrico.

O diabetes e síndrome metabólica estão associados com aumento da incidência de cálculo de ácido úrico. Possivelmente relacionado à redução da amoniogênese e diminuição do pH urinário.

A obesidade causa alteração nos túbulos proximais, chamada lipotoxicidade renal, predispondo a formação de cálculo de ácido úrico.

Exame de imagem no cálculo de ácido úrico

Os cálculos de ácido úrico não são visíveis na radiografia simples do abdômen. São radiotransparentes, assim como, os cálculos de xantina e de 2,8 dihidroadenina.

A tomografia computadorizada sem contraste mostra o cálculo no sistema excretor urinário, sua localização e número de cálculos.

A densidade dos cálculos de ácido úrico apresentam atenuação de 415 UH, unidade Hounsfield, considerada baixa. A confirmação do diagnóstico é feita pela análise química do cálculo. Desta maneira, cristais de ácido úrico na urina revelam a origem do cálculo na investigação inicial da crise de cólica renal.

Tratamento clínico do cálculo de ácido úrico

A ingestão aumentada de líquido é previne todos os portadores de cálculos urinários. Estes pacientes devem monitorar sua diurese,  urinando muitas vezes por dia e com urina clara. Assim, a pessoa está bem hidratada. Todavia, no verão é preciso beber ainda mais água. Esta conduta reduz 20% a recorrência de novos cálculos.

Deve-se monitorar o pH da urina de 24 horas no diagnóstico e durante o tratamento. Por isso, o pH nunca deve ser maior que 6,8. O tratamento com citrato de potássio mantém o pH entre 6 e 6,5. Ele forma complexos solúveis com cristais urinários. Além disso, o citrato de potássio forma complexos com cálcio, diminui a saturação e a cristalização dos sais de cálcio, corrige a hipocitratúria em cálculo de cálcio, reduz crescimento de cristais ou de cálculos já formados. Mais ainda, restaura o citrato urinário a valores normais, reduz a excreção de cálcio urinário, reduz a saturação de oxalato de cálcio, aumenta a atividade inibitória contra oxalato cálcio e restaura o balanço positivo de cálcio.

O pH urinário de 6,75 transforma mais de 90 por cento do ácido úrico para urato, um sal mais solúvel. Por isso, minimizando o risco de precipitação do ácido úrico. Este regime pode dissolver cálculos preexistentes e prevenir a formação de novos cálculos. Este tratamento é tratado com medicamento, eliminação química e com medidas dietéticas. O pH urinário deve estar entre 6,3 e 6,8 para produzir o máximo de solubilidade do cristais de ácido úrico. Porém, acima disto forma-se o cálculo de fosfato de cálcio.

A melhor das frutas: o limão

As frutas cítricas aumentam o pH urinário. A melhor das frutas é o limão, pois produz 5 vezes mais citrato na urina do que a laranja. Por isso, os formadores de cálculo de ácido úrico devem tomar 2 a 3 limonadas por dia.

O halopurinol não deve ser prescrito no início, exceto quando há um excesso de ácido úrico na urina, maior que 850mg/d.

O citrato de potássio causa queda do cálcio urinário e aumenta a quantidade de citrato na urina. Ele é um dos mais importante inibidores para formação de cálculos urinários, antiagregante de cristais e alcalinizante da urina. Porém, deve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência renal.

Restrição dietética

Aproximadamente 30% do ácido úrico urinário é derivado ingestão dietética de purina. Portanto, deve-se restringir o consumo de grãos, álcool e em especial de proteína para 150 a 200 mg/dia, independente de ser carne bovina, ave ou peixe.

A proteína do peixe produz maior quantidade de ácido úrico na urina de 24 h, 10% acima da bovina e do frango. Uma dieta restritiva de purinas por alguns dias reduz os níveis de ácido úrico no sangue de 4,95 para 2,95 mg/dL. Os crustáceos são ricos em purinas e sempre devem ser evitados.

Deve-se restringir o consumo de sal (cloreto de sódio) para 2 a 3 gramas por dia.

A ingestão de álcool aumenta a uricemia por incrementar a degradação da adenosina trifosfato em adenosina monofosfato, que é convertida para ácido úrico. A cerveja apresenta maior risco que as bebidas destiladas, enquanto a ingesta moderada de vinho não aumenta o risco. A cerveja é rica em purinas, em especial guanosina, favorecendo a hiperuricemia e a gota.

Tratamento cirúrgico

Cálculos na pelve renal podem ser submetidos a tratamento com ondas de choque para fragmentá-los. Os obstrutivos no ureter podem ser tratados pela ureterolitotripsia endoscópica. Ou seja, pela fragmentação com visão direta dentro do ureter, usando fontes de energia para fragmentá-los. Leia mais em: http://www.auanet.org/guidelines/stone-disease-medical-(2014) e https://uroweb.org/guideline/urolithiasis/

A orientação médica ajuda a planejar o tratamento dos pacientes com cálculo de ácido úrico. Além disso, evita os episódios subsequentes de cálculos para os pacientes de alto risco para sua formação.

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referência

 

http://www.auanet.org/guidelines/stone-disease-medical-(2014)

https://uroweb.org/guideline/urolithiasis/

Prevenção do cálculo renal – Entenda

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A prevenção do cálculo renal é feita com dieta e medicamentos. Na maioria das vezes o cálculo renal, não é uma doença ligada a uma alteração renal, e sim a uma doença sistêmica. Em decorrência dela, há precipitação de sais na urina e uma vez se cristalizando vão gerar o cálculo renal.

Para entender como se forma um cálculo renal vale a experiência de colocar sal em um copo d’água transparente. No início você vai mexendo e o sal vai se diluindo. Porém, depois de uma determinada concentração, ele vai se depositando no fundo, ou seja, passou do limite de solubilidade. Assim, ocorre com a formação do cálculo.

A dor do cálculo renal é chamada de cólica nefrética ou renal

A dor renal pode ser insuportável e muitas vezes é tratada no pronto socorro. A cólica nefretica ocorre quando o cálculo migra pelo ureter, órgão que conduz a urina dos rins a bexiga. Normalmente, os cálculos pequeninos, menores de 5mm, causam mais dor do que os maiores. A contrações do ureter tenta expulsá-lo. A urina empurra o cálculo que está obstruindo sua passagem.

Estes cálculos saem espontaneamente em 90% dos prevenção do cálculo renalcasos, mas podem demorar até 20 dias para sua eliminação. Geralmente se movem rapidamente pelo ureter até a bexiga, sendo eliminados durante uma micção.

Estas contrações geram as temidas cólicas renais causada pela obstrução da urina no ureter e dilatação da cápsula renal. A dilatação da cápsula renal causa a dor.

Tratamento da dor

O tratamento da dor pela liberação da passagem da urina pelo ureter. Assim, são usados remédios que relaxam o ureter ou cirurgia para remover o cálculo.

Após sua expulsão ou se ainda houver cálculos deve-se discutir a sua profilaxia para impedir a recidiva do cálculo, ou seja, impedir que novos cálculos se formem ou aumentem.

Prevenção do cálculo renal pela dieta

Muitas vezes, mudanças da dieta pode ser a solução para impedir a litogênese, ou seja, a formação de cálculos renais. Muitas dos sais são produzidos pelo metabolismo celular e é excretado pela urina. Nesta produção não se pode atuar. Entretanto, pode-se diminuí-lo com dieta. O cálculo mais frequente é de oxalato de cálcio, visto em 70-80% dos casos.

Os cálculos renais podem ocorrer em qualquer fase da vida. Os maus hábitos alimentares podem ocorrer desde a infância. Crianças consumidoras compulsivas de salgadinhos colocam quantidades enormes de sal no organismo e são eliminados pelos rins. Pode causar cálculos pela cristalização do sal. O tratamento é a proibição do seu consumo e hidratação copiosa para dissolver os cristais de sal nos rins. Simples assim!

Não existe um tratamento dietético para tratar todos os tipos de cálculos renais. Na verdade, existem muitos tipos de cálculos e inclusive, os mistos. O primeiro passo do tratamento é descobrir do que é constituído cálculo renal. Deve-se realizar o exame laboratorial do cálculo para descobrir sua estrutura química. O exame de urina tipo I mostra o pH urinário, a densidade e pode inclusive detectar a presença de cristais. Além disso, os exames de imagem podem inferir sua constituição.

Princípios gerais da prevenção do cálculo renal:

  1. Beber mais água é recomendado. Pelo menos 2 litros de água. A urina deve estar amarelo claro, portanto, com boa hidratação. Portanto, deve-se aumentar a ingestão de água durante o dia.

Certas pessoas não sentem sede e devem beber água por serem formadores de cálculos. Por isso, devem colocar uma jarra de água em lugares da sua permanência, seja em sua casa ou trabalho. Com isso, você ficará bem hidratado. Quem urina frequentemente e sendo clara está bem hidratado. Esta medida vai reduzir em 15-20% a sua chance de formar um novo cálculo renal.

As pessoas que realizam exercícios como os atletas ou que trabalham em ambientes quentes devem aumentar sua hidratação.

A água é o maior diluente dos líquidos corporais, além de transportar os produtos finais do metabolismo celular. Portanto, beber água purifica nosso meio interno. Se você não gostar de água, beba outras bebidas que satisfaça seu paladar. Porém, não beba refrigerantes que são em sódio e açúcar. Alguns sucos são refrescantes e importantes para a prevenção da litogênese. O melhor é a limonada, rica em citrato e magnésio, que impede a litogênese.

A noite a urina se concentra e ao acordar a urina está mais concentrada. Portanto, beba um copo de água antes de dormir e se acordar para usar o banheiro, beba novamente.

O verão, a estação dos cálculos

O verão é a estação dos cálculos renais. O verão causa desidratação. A urina fica com pH baixo, aumenta a excreção do cálcio e diminui o citrato. Por isso, facilita a formação de cálculos de cistina, ácido úrico e dos cálculos com cálcio. A exposição ao sol aumenta a produção endógena de vitamina D, levando a hipercalciúria.

  1. Diminuir a ingestão de proteínas animais para reduzir a excreção urinária de cálcio, oxalato e ácido úrico. Neste sentido, deve-se reduzir as carnes de origem bovina, franco, porco e peixe. Os vegetarianos tem menos cálculos renais do que as que comem carne. Uma dieta pobre em proteína, normal em cálcio e baixa em sal diminui a excreção urinária de oxalato e cálcio. Assim, em combinação com o aumento da ingestão de água, há diminuição da saturação dos cristais na urina. Por isso, há redução na recorrência de litíase, e portanto das crises de cólica renal.
  2. Restrição a alimentos ricos em oxalato, em ordem por quantidade: espinafre, batata doce, beterraba, chocolate, cereais multigrãos, feijão verde, escarola, salsinha, ruibarbo, almeirão, manteiga de amendoim, amendoim torrado, nozes, chá e aipo.
  3. Ingestão de suco de frutas cítricas porque neutraliza a carga de ácido provenientes das proteínas.
  4. Atividade física e ingesta de líquidos. O exercício físico melhora a fixação de cálcio nos ossos. A imobilização prolongada tem efeito contrário, causa maior eliminação de cálcio e portanto, é uma importante causa litogênica.
  5. Ingerir dietas hipossódicas, ou seja, diminui o Na, Ca, pH e aumenta o citrato urinário.
  6. Aumente o teor de fibras

Fatores de risco para formação de cristais de oxalato de cálcio

Baixo volume de urina, excreção aumentada de cálcio na urina, maior excreção de oxalato e menor excreção de citrato urinário.

Alimentos ricos em oxalato incluem a beterraba, nabo, ruibarbo, morangos, espinafre, beterraba, batata doce, farelo de trigo, chá, cacau, pimenta, chocolate, salsa, espinafre, nozes e sucos citrinos. O consumo excessivo de vitamina C pode levar a hiperoxalúria, porque a vitamina C é convertida em oxalato. Saiba mais em: https://uroweb.org/guideline/urolithiasis/

O cálculo de oxalato de cálcio é o mais comum dos cálculos renais

A limitação da ingesta de oxalato ajuda na redução para formar nova pedra de oxalato. Estudos indicam que comer e beber alimentos ricos em cálcio e oxalato é melhor do que limitar oxalato. Porque o oxalato e o cálcio se ligam no estômago e intestinos antes dos rins. Portanto, formam menos pedras nos rins. Apenas 20% dos pacientes com cálculo de oxalato de cálcio apresentam hiperoxalatúria, ou seja, aumento de oxalato na urina.

O oxalato de cálcio é o principal tipo de pedra dos rins. O oxalato é encontrado em muitos alimentos, incluindo frutas e legumes, nozes e sementes, grãos, legumes e no chocolate e chá. Alguns alimentos contêm altos níveis de oxalato: amendoim, ruibarbo, espinafre, acelga, beterraba, chocolate, chá preto e verde, soja e batata-doce.

O teor de oxalato de alimentos pode variar devido às diferenças na qualidade do solo e estado de maturação. Pode haver variação na dependência dos métodos usados para determinar o teor de oxalato nos alimentos.

O cálcio não é seu principal vilão!

Se você tiver cálcio alto na urina, a redução de sódio é útil para a prevenção de pedra. Em vez de se reduzir sua ingestão, o foco é limitar o sódio em sua dieta. Ao contrário, dieta pobre em cálcio aumenta o risco de desenvolver pedras nos rins. O excesso de sódio faz com que você perca mais cálcio na urina, logo, mais cálculo se formam nos rins.

Você deve limitar a 2.000 miligramas de sódio por dia. Existem muitas fontes ricas de sódio, como enlatados, bem como alimentos proveniente de fast foods. Estes alimentos devem ser abandonados. Evite a suplementação de vitamina C. Evite excesso de frutas por ser rico em frutose e se converter em ácido úrico e o excesso de álcool.

A ingestão adequada de proteína deve ser menor que 30% da ingestão calórica total.

Tratamento medicamentoso

Os níveis de vitamina D não devem ser menor que 20ng/mL. Caso contrário, você deve repor, pois níveis baixos aumentam a excreção do cálcio urinário, causador de osteopenia e osteoporose.

Os diuréticos tiazídicos podem ser usados quando você tiver um excesso de cálcio na urina.

Os homens com mais de 210g/mL de cálcio e mulheres com 275 na urina de 24 horas, deve-se restringir o sódio a 2 g/dia. Com isso, o excesso de cálcio é excretado. Uma boa medida é aumentar a ingesta de frutas cítricas, rica em citrato e magnésio.

O magnésio urinário, se for menor que 70 mg por dia, deve-se ser suplementado. Ele é importante para impedir a precipitação dos cristais na urina. O Mg compete com o Ca na urina. Portanto, se for oferecido mais Mg na dieta, vai ocorrer diminuição da precipitação de oxalato de cálcio. Portanto, impede que novos cálculos se formem. São fontes ricas em Mg, as verduras verdes, coco, sementes de abóbora, espinafre, acelga e oleaginosas, como castanhas-de-caju e amêndoas.

Cálculo de ácido úrico

A produção endógena do ácido úrico depende da síntese e do catabolismo celular, com produção de 300 a 400 mg/dia. A produção exógena é dependente da dieta, com média de 500 mg/dia e mais alta quando se consumir proteína animal. O ácido úrico provém do metabolismo das purinas. Ou seja, das bases nitrogenadas do ácido nucléico que formam o DNA, adenina e guanina. Dois terços do ácido úrico produzido é excretado pela urina e o restante pelas fezes. Saiba mais sobre cálculo ácido úrico em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/calculo-de-acido-urico-diagnostico-e-tratamento/

O diabetes e síndrome metabólica estão associados a aumento da incidência de cálculo de ácido úrico. Possivelmente pela redução da amoniogênese e diminuição do pH urinário. Se você quiser saber mais sobre cálculo de ácido úrico, leia https://www.drfranciscofonseca.com.br/calculo-de-acido-urico/

Obesidade

A obesidade causa lesão crônica nos túbulos renais, a chamada de lipotoxicidade renal. Ela predispõe a formação de cálculos de ácido úrico.

Aproximadamente 30% do ácido úrico urinário é devido a ingestão de purina. Portanto, deve-se restringir os grãos, álcool e a proteína para 150 a 200 mg/dia. O catabolismo protéico produz ácido úrico, independente da sua origem animal. A proteína do peixe produz maior quantidade de ácido úrico, em torno de 10% acima da bovina e do frango. Dieta restritiva de purinas pode reduzir os níveis de ácido úrico de 4,95 mg/dl para 2,95 mg/dl. Os crustáceos são ricos em purinas e sempre devem ser evitados.

O cálculo de ácido úrico, cistina e de oxalato de cálcio tendem a se formar na urina ácida. Entretanto, os de estruvita ou coraliforme e de fosfato de cálcio em urina alcalina.

As pedras nos rins são um fator de risco para doença renal crônica e progressão para insuficiência renal. As pedras predispõe para doença renal crónica por hipertensão, doença preexistente do rim, a diabetes, a proteinúria, albuminúria. Além de fatores não-tradicionais por como nefrite intersticial, pielonefrite crônica. Deve-se solicitar avaliação do nefrologista, pacientes com taxa de filtração glomerular menor que 60 ml/ minuto/1,73m2 ou se apresentar albuminuria.

As grávidas

As grávidas são duas vezes mais propensas a ter pedras de fosfato de cálcio do que as não grávidas. Além disso, duas a três vezes de cálculos de oxalato. A incidência de pedras aumenta durante a gravidez, no segundo e terceiro trimestre. As grávidas têm uma maior taxa de filtração glomerular e maior excreção de cálcio, com pH alto urinário. Assim, podem predispô-las a formação de pedras de fosfato de cálcio. Pedras nos rins na gravidez aumenta o risco de infecções do trato urinário. As grávidas com cólica renal tem quase o dobro do risco de parto pré-termo as sem pedras nos rins. Saiba mais sobre cálculo na gravidez em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/calculo-renal-na-gravidez/

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referência

https://uroweb.org/guideline/urolithiasis/

https://www.drfranciscofonseca.com.br/calculo-de-acido-urico/

Cálculo de ácido úrico – Entenda

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Cálculo de ácido úrico é formado em pacientes com urina mais ácida do que o normal. O pH urinário é flutuante ao longo do dia. Contudo, há uma queda do pH após cada refeição do dia.

O pH urinário normal está ao redor de 6. Todavia, nos pacientes com cálculo de ácido úrico está em torno de 5,4. A urina fica mais concentrada a noite. Por isso, há diminuição do pH urinário pela maior concentração de carga ácida excretada. Por isso, neste pH mais ácido, a urina fica supersaturada por cristais de ácido úrico insolúveis. Desta maneira, há formação do ácido úrico, assim como do cálculo de cálcio.

Há três tipos diferentes de doença renal induzida por ácido úrico ou deposição de cristais de urato:

  • nefropatia úrica aguda,
  • nefropatia crônica por urato e
  • nefrolitíase por ácido úrico (uric acid nephrolithiasis),

A última está relacionada com doença causadora de cólica renal por cálculo de ácido úrico. As duas primeiras doenças são raras. São causadas pela deposição do ácido úrico não dissociado nos túbulos renais ou cristais de urato monossódico no interstício dos túbulos renais. São causadas quando ocorre uma grande produção de ácido úrico, de maneira aguda ou crônica. Geralmente c163434383_rosto_garota_frutas_legumesausada por razões anormais que geram sua produção, como na quimioterapia para tumores hematológicos que produz enormes quantidades de ácido úrico e são excretadas pelos rins (overproduction and overexcretion of uric acid).

Cálculo renal e exames de imagem

Os cálculos de ácido úrico não são visíveis na radiografia simples do abdômen. Da mesma maneira, que os cálculos de xantina e de 2,8 dihidroadenina.

A tomografia computadorizada sem contraste revela o cálculo no sistema excretor urinário, mostrando sua localização e número de cálculo. Assim, a tomografia helicoidal estima o tamanho do cálculo e sua densidade, em torno de 415 UH (Unidade Hounsfield), que é baixa.

Os cálculos de ácido úrico quando eliminados espontaneamente ou vistos na endoscopia são alaranjados. Estes pacientes produzem grandes quantidades de pequenos cálculos no sistema excretor urinário. Por isso, podem causar crises repetitivas de obstrução ureteral.

A produção endógena do ácido úrico depende da síntese e do catabolismo celular. A sua produção é de 300 a 400 mg/dia. Por outro lado, a produção exógena é dependente da dieta. Em torno de 500 mg/dia e mais alta quando se consume proteína de origem animal.

O ácido úrico é a molécula final do metabolismo das purinas. Estas são as bases nitrogenadas do ácido nucléico, que formam o DNA: a adenina e guanina. Assim, dois terços do ácido úrico produzido no organismo é excretado pela urina e o restante pelas fezes.

Os dois fatores mais importantes para precipitação do ácido úrico são:

  • a concentração de ácido úrico elevada na urina e
  • o pH urinário ácido

Nestas circunstâncias, o sal de urato relativamente solúvel é convertido para ácido úrico insolúvel. Portanto, favorece a formação do cálculo no sistema excretor urinário. Desta maneira, o urato de sódio é 20 vezes mais solúvel na urina que o ácido úrico.

Princípio do tratamento clínico

A queda do pH urinário abaixo de 5,5 causa um aumento vertiginoso do ácido úrico insolúvel. Desta maneira, favorece a formação do cálculo de ácido úrico. Por outro lado, a alcalinização da urina causa maior concentração urato, que é solúvel na urina. Por isso, há diminuição do cálculo de ácido úrico até sua completa dissolução.

A cólica renal ocorre quando o cálculo obstrui o ureter que leva a urina até a bexiga. O ureter tem tem luz virtual.

O ácido úrico é completamente filtrado pelos glomérulos, reabsorvido e secretado pelos túbulos proximais. Aproximadamente 10% do que é filtrado é excretado pela urina.

As três principais alterações metabólicas relacionadas a formação do cálculo de ácido úrico são:

  • o pH urinário baixo,
  • o baixo volume urinário nas 24 horas e
  • as doenças que produzem hiperuricosúria.

O ácido de ácido úrico aumenta com a obesidade

Nos obesos e nos formadores de cálculo de ácido úrico há diminuição da amônia, que é excretada na urina. Esta substância tampona ácido na urina. Por isso, sua queda favorece a formação do cálculo de ácido úricoA amônia é o principal tampão da acidez urináriaEla representa até 80% dos tampões em pessoas normais. A quantidade de amônia diminui com o aumento do IMC ou seja, índice de massa corpórea.

A incidência do cálculo urinário é maior nos homens e aumenta com a idade. Assim, ocorre em torno de 5 a 10% nos portadores de cálculo renal. Em contraste, atinge até 40% dos casos de litíase em países com climas quentes e áridos. As pessoas produzirem baixo volume de urina nas 24 horas. Por isso, o pH urinário se mantém mais ácido e favorece a precipitação do ácido úrico.

A frequência de cálculo de ácido úrico entre os pacientes portadores de gota é de 25 a 40%. O risco de ambos, cálculo de ácido úrico e cálculo de cálcio estão aumentados em pacientes com gota. Nos diabéticos ocorre em até 35%.

Entre os mamíferos, os homens e os Dálmatas não possuem a enzima uricase. Ela transforma ácido úrico em alontoína que são formam em ácido úrico.

Causas para cálculo de ácido úrico

São causas conhecidas da formação de cálculo de ácido úrico: a obesidade, podendo chegar a 40%. Quanto mais obeso menor é o pH urinário. Os portadores de goto, as pessoas com consumo aumentado de álcool e frutose, proveniente das frutas, os portadores da síndrome metabólica – obesidade, resistência à insulina, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, baixa do colesterol bom-HDL, aumento do triglicérides; e com doenças diarréicas crônicas.

Além disso, medicamentos que causam hiperuricosúria: probenecide, salicilatos (mais de 2 aspirinas/dia), diuréticos: os tiazídicos, drogas quimioterápicas, drogas que suprimem o sistema imune: ciclosporina, consumidores em excesso de proteínas, os portadores de neoplasias linfomieloproliferativas e mieloma múltiplo.

Além de doenças familiares por deficiência da enzima xantino-oxidase e da hipoxantina-guanina fosforibosiltransferase ou hiperatividade da fosforibosilpirofosfato sintetase. Elas mantém o pH urinário constantemente menor que 5,5.

Outras causas são desidratação, sudorese excessiva em pessoas que realizam exercícios físicos prolongados e com baixa ingestão. Contudo, a hiperuricosúria nem sempre está presente em pacientes com cálculo de ácido úrico.

O diabetes mellitus e a síndrome metabólica aumentam o cálculo de ácido úrico. Possivelmente, relacionados à redução da amoniogênese e diminuição do pH urinário.

A obesidade causa alteração crônica nos túbulos contornados proximais dos rins. A lipotoxicidade renal predispõe a formação de cálculos de ácido úrico.

Tratamento do cálculo de ácido úrico

A sua prevenção começa com a ingestão aumentada de líquidos. Por isso, deve-se estimular que se urine muitas vezes por dia. Desta maneira, sempre com urina clara, o que indica que a pessoa está bem hidratada. No verão é preciso beber mais água para que a urina esteja clara. Esta conduta por si só reduz de 20% a recorrência de novos cálculos.

Deve-se restringir o consumo de sal para 2 a 3 gramas por dia.

Deve-se monitorar durante o tratamento o pH se mantenha alcalino e nunca maior que 6,8. O tratamento com citrato de potássio mantém o pH urinário entre 6 e 6,5. Alcaliniza a urina e formar complexos solúveis os cristais. Além disso, o citrato de potássio forma complexos com cálcio, diminui a saturação e a cristalização dos sais de cálcio. Por corrigir a hipocitratúria, reduz o crescimento de cristais cálculo de cálcio, restaura o citrato urinário ao valores normais, reduz a excreção de cálcio urinário, reduz a saturação de oxalato de cálcio, aumenta a atividade inibitória contra oxalato cálcio e também restaura o balanço positivo de cálcio.

Com pH urinário de 6,75, mais de 90% do ácido úrico é transformado em urato. Este sal é mais solúvel, minimizando assim o risco de precipitação do ácido úrico. Este regime pode dissolver cálculos preexistentes e prevenir a formação de novos cálculos. Portanto, estes cálculos são tratados com sucesso com dieta e medicamentos. O pH urinário deve estar entre 6,3 e 6,8. Assim, há o máximo de solubilidade dos cristais de ácido úrico. Acima disto, corre-se o risco de formar cálculo de fosfato de cálcio.

Restrição das bebidas alcóolicas

A ingestão de álcool aumenta a uricemia por incrementar a degradação da adenosina trifosfato em adenosina monofosfato. Esta é convertida para ácido úrico. A cerveja apresenta maior risco das bebidas destiladas. Enquanto, a ingesta moderada de vinho não aumenta o risco. A cerveja é rica em purinas, em especial guanosina, favorecendo a hiperuricemia e a gota.

Vantagens do limão

As frutas cítricas aumentam o pH urinário. A melhor das frutas é o limão, de qualquer das suas espécies. Por produzir 5 vezes mais citrato na urina do que a laranja.

Tratamento medicamentoso

O halopurinal, reduz a formação de ácido úrico por bloquear a atividade da oxidase de xantina. Não deve ser prescrito no inicio do tratamento, exceto se houver excesso de ácido úrico na urina, maior que 850mg/dia.

O citrato de potássio causa queda do cálcio urinário e aumenta a quantidade de citrato na urina. É um inibidores para formação de cálculos urinários. Age como anti-agregante de cristais urinários e alcaliniza a urina. Entretanto, deve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência renal.

Aproximadamente 30% do ácido úrico urinário é derivado ingestão de purinas. Portanto, deve-se restringir o consumo de grãos, álcool e de proteína para 150 a 200 mg/dia. O catabolismo protéico produz ácido úrico, seja carne bovina, ave ou peixe. A proteína do peixe produz maior quantidade de ácido úrico na urina de 24 h. Em torno de 10% acima da bovina e do frango. Dieta restritiva de purinas em indivíduo sadio reduz os níveis de ácido úrico sanguíneo de 4,95 para 2,95 mg/dl. Os crustáceos são ricos em purinas e sempre devem ser evitados.   

Tratamento cirúrgico

Cálculos volumosos na pelve renal podem ser submetidos a tratamento com ondas de choque para fragmentá-los. Os obstrutivos de uréter podem ser tratados pela ureterolitotripsia endoscópica. Por esta cirurgia se realiza a fragmentação dos cálculos com visão direta. São usadas várias fontes de energia e o mais usado é o laser. Saiba mais em: https://uroweb.org/guideline/urolithiasis/#3

A orientação médica pode ajudar a planejar o tratamento dos pacientes com cálculo de ácido úrico. Portanto, pode-se evitar os episódios subsequentes de cálculos de ácido úrico em pacientes de alto risco para sua formação.

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referência

https://uroweb.org/guideline/urolithiasis/

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