Deficiência de testosterona e suas doenças associadas

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A deficiência de testosterona é prejudicial a fisiologia masculina. Ela exerce um importante papel metabólico em muitos tecidos e órgãos. Desta maneira, atua na manutenção da saúde do homem. A testosterona apresenta múltiplas funções fisiológicas para regulação do metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos.

A testosterona regula:

  1. o crescimento muscular,
  2. o metabolismo ósseo,
  3. o metabolismo cerebral,
  4. a eritropoese (formação dos glóbulos vermelhos),
  5. as funções hepáticas,
  6. o endotélio (epitélio dos vasos),
  7. os pelos e cabelos,
  8. a função e inibição da adipogênese (formação de gordura corporal)

A deficiência de testosterona causa:

  1. Obesidade (aumento de gordura corporal e visceral),
  2. Aumento da circunferência da cintura,
  3. Diminuição da densidade óssea (osteopenia, osteoporose) e fratura óssea aos pequenos impactos
  4. Diminuição da massa muscular e força, inclusive do miocárdio
  5. Ginecomastia (aumento das mamas)
  6. Anemia
  7. Resistência a insulina (síndrome metabólica),
  8. Diabetes melitus tipo 2,
  9. Hipertensão arterial sistêmica
  10. Inflamação,
  11. Aterosclerose e doença cardiovascular,

Além disso:

Alterações no sistema nervoso centraldeficiência de testosterona

  • Diminuição da energia e do vigor físico, vitalidade e bem estar, fadiga, letargia, mudança na qualidade do sono (insônia), humor deprimido, depressão e irritabilidade, redução da motivação, concentração, memorização e esquecimento, ondas de calor (fogachos por queda aguda da testosterona), diminuição da habilidade cognitiva (raciocínio).

Mais ainda:

Disfunção eréctil e infertilidade

  • Diminuição ou perda da libido (desejo sexual), diminuição das ereções espontâneas matinais e noturnas, disfunção eréctil e da atividade sexual, dificuldade de atingir o orgasmo ou diminuição, diminuição das características secundárias (testículos e pênis menores), queda de pelos corporais, oligospermia e azoospermia.

Todas estas doenças associadas levam a diminuição da qualidade de vida. Porém, pode ocorrer uma variabilidade individual. Assim, não aparecem todos os sinais e sintomas da deficiência de testosterona. Geralmente são vistos alguns deles, mas que são exclusivos do hipogonadismo. Estes sintomas podem ser observadas em várias doenças comuns do envelhecimento masculino.

A síndrome metabólica (obesidade, hipertensão arterial, hiperdislipedemia e diabetes) é uma doença que vem aumentando de importância no mundo atual. Ela é decorrente da mudança do estilo de vida, sedentarismo, alimentação inadequada e diminuição da atividade física.

A disfunção eréctil é mais prevalente em homens com diabetes mellitus, resistência a insulina, índice de massa corpórea elevado ou obesidade excessiva (IMC >40 Kg/m2). Por outro lado, pessoas com níveis ótimos de testosterona tem maior proteção para o diabetes tipo 2. A deficiência de testosterona nos obesos aumenta os níveis de insulina em jejum comparados aos não-obesos.

O tratamento de portadores de câncer de próstata metastático causa redução da testosterona e reduz a sensibilidade à insulina. Neste estádio da doença os pacientes apresentam metástase para ossos e/ou linfonodos. Por isso, quanto mais lesões mais grave é o caso. Portanto, pode ocorrer aparecimento ou piora do diabetes. Aliás, várias doenças clínicas podem aparecer pelo hipogonadismo nestes pacientes. Os níveis de testosterona podem cair ao nível de castração, ou seja menor que 20ng/mL. Desta maneira, o necessário tratamento causar piora na sua qualidade de vida.

Hipogonadismo hipogonadotrófico

Os pessoas mais jovens podem apresentar hipogonadismo hipogonadotrófico. Algumas doenças afetam diretamente a hipófise. Portanto, há queda da produção da testosterona é causada pela baixa produção do hormonio luteinizante. A hipófise é a principal glândula endócrina que comanda as outras do organismo. Assim, a testosterona é produzida pela ação do hormônio luteinizante de origem hipofisária no testículo. A célula produtora de testosterona no testículo é a células de Leydig.

A deficiência de testosterona está associada a efeitos adversos dos níveis de triglicérides, insulina e LDL colesterol (colesterol ruim). Assim, aumenta o risco cardiometabólico. Por isso, tem mais doença coronariana como infarto agudo e angina pectoris. Além disso, o acidente vascular cerebral por obstrução da carótidas.

As artérias são mais espessadas e facilita a obstrução por trombos. Estes pacientes geralmente são hipertensos e tem artérias enrijecidos. Portanto, a deficiência de testosterona causa dano ao endotélio dos vasos sanguíneos. Por isso, a terapia de reposição de testosterona melhora estas lesões. Da mesma maneira, aumenta a síntese de óxido nítrico endotelial na musculatura dos vasos, deixando-os mais dilatados. Portanto, a reposição da testosterona diminui a pressão arterial.

Testosterona baixa aumenta a mortalidade

O homem com testosterona baixa tem maior mortalidade do que aquele com nível normal. Isto, independentemente da idade, gordura corporal e estilo de vida. Além disso, quanto mais baixo seu nível de testosterona, maior é a mortalidade.

A testosterona é necessária para ao desenvolvimento da genitália, manutenção e qualidade da ereção ao longo da vida. Pessoas com deficit de ereção, disfunção eréctil, podem apresentar diminuição da testosterona. Sua reposição isolada ou associada a outras medidas terapêuticas podem normalizar a ereção. Em até 20% das pessoas mais com mais de 60 anos podem ter hipogonadismo. A sua reposição normalmente melhora a qualidade da ereção desses pacientes.

reposição hormonal masculina também diminui as citoquinas. Por isso, melhora a inflamação crônica existentes nos órgãos. A síndrome metabólica apresenta baixos níveis de testosterona.

Concluindo, sabendo a causa do hipogonadismo, a sua reposição melhora a qualidade e aumenta a esperança de vida.

 

Referência

http://www.auanet.org/guidelines/testosterone-deficiency-(2018)

https://uroweb.org/guideline/male-hypogonadism/

https://www.drfranciscofonseca.com.br/baixa-testosterona/

Reposição hormonal masculina – Entenda

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Reposição hormonal masculina quando bem diagnosticada por sinais e sintomas e exames laboratoriais, deve ser tratada. Qualquer homem com queixa de baixa de energia, indisposição, cansaço, dificuldade para ter ereção, sonolência pode apresentar deficiência de testosterona até prova do contrário.

Sinais e sintomas

Os sinais e sintomas da deficiência de testosterona podem ser confundidos com outras doenças dos homens que estão envelhecendo. Assim, diabetes mellitus tipo 2, doença cardiovascular e a síndrome metabólicadefinida pela resistência à insulina, obesidade, anormalidades lipídicas e hipertensão. Todas elas apresentam sintomas não específicos de cada uma destas doenças. Entretanto, doenças que afetam o sistema nervoso central podem causar diminuição acentuada da produção de testosterona. Saiba mais sobre a doenças associadas ao hipogonadismo: https://www.drfranciscofonseca.com.br/deficiencia-de-testosterona-e-doencas-associadas/

reposição hormonal

Definição laboratorial do hipogonadismo

A Sociedade internacional de Andrologia, a Sociedade Internacional para o Estudo do Envelhecimento Masculino (ISSAM) e a Sociedade Europeia de Urologia (EUA) determinaram os seguintes níveis de dosagem sanguínea da testosterona total e livre para considerar a reposição hormonal:

1. Níveis de testosterona total menor que 8nmol/L (2,31ng/mL) ou testosterona livre menor que 180pmol/L (52pg/mL) requerem reposição hormonal de testosterona

2. Níveis de testosterona total maior 12nmol/L (3,46ng/mL) ou testosterona livre maior que 250pmol/mL (72pg/mL) não requerem reposição hormonal de testosterona

3. A reposição de testosterona pode ser considerada em homens sintomáticos, com níveis de testosterona entre 8 e 12nmol/mL. Assim sendo, um teste clínico para avaliar se ocorre melhora clínica dos sintomas relatados pelo paciente.

Relação da testosterona com outras doenças

A testosterona baixa é fator de risco para diabetes e síndrome metabólica. Por isso, sua deficiência prediz risco de três vezes maior para desenvolver estas doenças em 8 anos.

A prevalência de baixa testosterona em homens com disfunção erétil foi estimada em 10-20%. Uma revisão de nove estudos com dosagem de testosterona em pacientes com disfunção erétil encontrou seus níveis menor que 10,4nmol/L (3ng/ml) em 14,7% dos 4.342 homens com mais de 50 anos. Saiba mais em:  https://www.drfranciscofonseca.com.br/testosterona-e-diabetes/

Por que fazer reposição hormonal

A reposição de testosterona tem impacto direto em várias doenças. Atua no metabolismo interno das células alvo do organismo, visto que age no metabolismo da glicose, proteína e gordura.

Portanto, a reposição baseada na clínica dos pacientes com baixos níveis de testosterona apresenta claro benefício nos seguintes aspectos:

1. Raciocínio, humor, inclusive melhora da depressão, energia e bem estar

2. Composição corporal por aumento dos músculos e diminuição da gordura

3. Diminuição na circunferência da cintura, glicemia de jejum, diminuição da hemoglobina glicada e melhora dos níveis do colesterol [(diminuição do colesterol, aumento do colesterol bom (HDL) e diminuição do colesterol ruim (LDL)].

4. Melhora das coronárias pela dilatação coronariana.

Saiba mais em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/importancia-da-testosterona-para-o-coracao/

5. Melhora da densidade óssea, especialmente comprovada na densidade mineral óssea na coluna lombar

6. Melhora na função sexual, incluindo a motivação, pensamentos sexuais, função erétil e frequência de intercursos bem sucedidos.

7. Síndrome de deficiência de testosterona e doenças sistêmicas. Assim sendo, a reposição tem efeito benéfico em:

  • Homens infectados pelo HIV por aumento da massa muscular, bem estar, melhora da qualidade de vida e do humor,
  • doença pulmonar obstrutiva crônica por aumento da massa magra, especialmente em homens com terapia crônica com corticosteroide e osteoporose.

Além disso, parece ter efeitos positivos em pacientes com exposição a opióides, com câncer e portadores de artrite reumatóide.

Como é feita a reposição hormonal masculina?

A reposição hormonal pode ser feita por injeção intra-muscular de testosterona, com ação em torno de 3 meses. Assim como, por gel de testosterona de uso diário, aplicado nos braços. Entretanto, é contra-indicada a reposição de testosterona de curta duração por injeção. Ela promove pico de testosterona muito acima do normal.

A reposição hormonal que prefiro é a mais fisiológica. É realizada com remédio oral e que praticamente não apresenta efeitos colaterais. Sua ação promove aumento do hormônio luteinizante na hipófise, que por sua vez age nos testículos, nas células de Leydig. Desta maneira, estas células produzem testosterona. Assim sendo, pode inclusive aumentar o volume testicular. Deve ser tomado a noite para aumenta a testosterona de madrugada. Desta maneira, ajuda nas ereções noturnas espontâneas, na fase REM do sono. Nesta fase, sonhamos e dura por volta de 2 horas.

O sucesso do tratamento ocorre em torno de 85-90% dos pacientes tratados. Entretanto, no seu insucesso, deve-se aplicar a reposição de testosterona injetável ou gel. A testosterona é fundamental para a boa função do nosso organismo. Por isso, o tratamento é contínuo, pelo resto da vida. Todavia, estes tratamento por injeção de testosterona causa diminuição dos testículos.

Cuidados e contra-indicações

Nunca deve ser oferecido testosterona oral. Por esta via, afetam o metabolismo hepático e por consequência, está relacionada com a gênese do câncer hepático.

Nunca oferecer a pacientes com nível de testosterona normal. O seu aumento supra-fisiológico é deletério aos órgãos sensíveis `a testosterona. Com consequente, dano ao organismo. Estes pacientes geralmente se tornam agressivos e explosivos, podendo ser causadores de atitudes indesejadas em sociedade. Além disso, são rotineiramente envolvidos em brigas de rua. Saiba mais em: http://www.issm.info/news/review-reports/who-would-benefit-from-testosterone-therapy/

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referência

http://www.issm.info/news/review-reports/who-would-benefit-from-testosterone-therapy/

Importância da testosterona para o coração

Testosterona e Diabetes – Entenda a relação

Doença de Crohn – Retocolite e testosterona baixa

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A testosterona baixa pode agravar a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Esta doenças são doenças inflamatórias crônicas do intestino. Em ambas, o sintoma principal é a diarreia, pois afetam a parede intestinal por inflamação.

Geralmente iniciam seus sintomas por volta dos 30 anos. Na doença de Crohn, a diarreia ocorre após as refeições. São doenças progressivas que podem evoluir com outros órgãos afetados. Por isso, pelo período longo da agressão inflamatória, elas podem evoluir para câncer intestinal.

Marcadores inflamatórios mostram o seu grau de comprometimento no organismo. Na metade das vezes, a doença de Crohn afeta o íleo e cólon. Assim, na sua evolução podem apresentar processos fistulosos para a parede abdominal e períneo. Algumas vezes, conforme suas repercussões intestinais, os pacientes podem ser submetidos à cirurgia intestinal.

A inflamação é a resposta do corpo às lesões celulares. É acompanhada por estado inflamatório expresso por níveis crescentes de citocinas inflamatórias. Incluindo, interleucina-6, factor de necrose tumoral alfa e interleucina-1 beta.

Deficiência de testosterona na doença de Crohn e retocolite ulcerativa

Estas citocinas inibem a secreção de testosterona no eixo hipotálamodoença de crohn-hipofisário. Portanto, a inflamação causa deficiência de testosterona.

Por esta razão, estes pacientes podem ter testosterona baixa ou seja, hipogonadismo.

A deficiência de testosterona está associada a doenças, incluindo obesidade, aumento da circunferência da cintura, resistência à insulina diabetes mellitus, hipertensão, inflamação, aterosclerose, doenças cardiovasculares, disfunção erétil. Por isso, ocorre aumento da mortalidade.

Fatores inflamatórios

O fator de crescimento semelhante à insulina-1 (IGF-1) é um importante promotor do crescimento muscular, favorecendo a gluconeogênese.

O IGF-1 estimula o crescimento de tecido adiposo e osso. Este hormônio aumenta os combustíveis energéticos e fatores auxiliares do sistema imunológico, como cálcio e fósforo.

O fator de necrose tumoral (TNF-α) reduz a sinalização de insulina e IGF-1 e sua produção no fígado. Além disso, afeta fígado, tecido adiposo e músculo, mas não as células imunes. Porque elas não se tornam resistentes à insulina. Por isso, há um desvio da energia dos locais de armazenamento para o sistema imunológico e tecido inflamatório.

Mediadores da dor

Vários mediadores químicos, eicosanóides, cininas, proteínas do complemento, histamina, monocinas e citocinas, desencadeiam dor. As citocinas ou interleucinas são polipeptídeos produzidos por células do sistema imunológico, como os leucócitos. Estas substâncias tem ação local e sistêmica. Além disso, estão envolvidas no aumento da permeabilidade vascular, na reação oxidativa e na quimiotaxia dos leucócitos. Por isso, são atraídas para os locais de inflamação.

Com o envelhecimento há diminuição lenta dos níveis de testosterona, iniciando após os 40 anos.

Andrógenos inibem a expressão e liberação das citocinas e quimiocinas. A supressão de andrógenos aumenta os fatores pró-inflamatórios e diminuem as citocinas. No tratamento do câncer avançado de próstata ocorre morte das células dependentes de testosterona. Por isso, há melhora clínica e da dor nestes pacientes.

A reposição de testosterona reduz os marcadores inflamatórios em homens hipogonádicos, independente da idade.

Queda na testosterona

A queda da testosterona no envelhecimento causa perda muscular e óssea. A testosterona aumenta a sensibilidade à insulina. Portanto, ela é um hormônio que armazena substratos ricos em energia, cálcio e fósforo. Há uma associação entre queda da testosterona e o diabetes, hiperlipidemia e estresse oxidativo. As elevadas taxas metabólicas são necessárias para manter os processos biológicos normais, entretanto, produzem os espécies reativas de oxigênio (ROS). Saiba mais em: https://uroweb.org/guideline/male-hypogonadism/

Os organismos expostos ao oxigênio produzem ROS no seu metabolismo normal. A produção destas espécies aumentam em determinadas doenças. As ROS são agentes oxidantes que danificam a estrutura celular, como os lipídeos das membranas celulares até o DNA.

As ROS são geradas nas mitocôndrias e desempenham importante papel no envelhecimento. A disfunção mitocondrial ocorre em doenças relacionadas à idade. Entre elas o câncer, doenças inflamatórias crônicas e neurodegenerativas.

Portanto, o estresse oxidativo é o resultado de um desequilíbrio entre a produção de ROS e as defesas antioxidantes.

Testosterona e redução da inflamação

A testosterona aumenta a taxa metabólica. Os níveis elevados de testosterona alteram o equilíbrio entre a produção de ROS e as defesas antioxidantes. Vários estudos mostram o efeito imunossupressor da reposição de testosterona, com redução dos níveis de fatores inflamatórios.

Estudo recente, 92 homens com doença de Crohn e hipogonádicos receberam reposição de testosterona trimestral por até 7 anos. Catorze homens optaram por não receber testosterona e serviram de grupo de comparação. Nos homens que receberam testosterona, o índice de atividade da diminuiu de 239,36 ± 36,96 para 71,67 ± 3,26 aos 84 meses. Os níveis de proteína C reativa ou PCR diminuíram de 12,89 ± 8,64 para 1,78 ± 1,37 mg/L. A contagem de leucócitos diminuiu de 11,93 ± 2,85 para 6,21 ± 1,01 × 109/L. Não houve efeitos colaterais significativos da reposição da testosterona.

Desta maneira, fica claro entender o benefício da reposição de testosterona nesses pacientes.

Concluindo, a testosterona desinflama o organismo!

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referência

https://uroweb.org/guideline/male-hypogonadism/

Testosterona na obesidade – Entenda sua importância

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Os casos de baixa testosterona na obesidade vem aumentando nas sociedades em desenvolvimento e desenvolvidas no mundo. É considerado um problema grave de saúde pública, assim como o seu extremo, a desnutrição como flagelo da fome.

O desperdício alimentar dos ricos poderia nutrir os famintos do mundo dos pobres.

A razão básica é o erro alimentar e pouca atividade física, além da susceptibilidade genética. Entretanto, a obesidade pode ser causada por distúrbios endócrinos, medicamentos e transtornos mentais.

Sociedades desorganizadas progridem com dificuldades e com grandes desigualdades sociais. Sociedades bem organizadas promovem saúde desde a infância. Crianças aprendem a comer em casa e na escola. Estas razões podem contribuir para a obesidade. Entenda mais sobre a função da testosterona no homem em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/importancia-da-testosterona-para-saude/

A célula adiposa é uma célula endócrina?

A obesidade é definida como excesso de tecido adiposo. A célula adiposa é uma célula endócrina. Portanto, o tecido adiposo é um órgão endócrino. Como tal, o tecido adiposo secreta metabólitos, citoquinas, lipídios e fatores de coagulação, entre outros. O excesso de adiposidade causa níveis aumentados de testosterona na obesidadeácidos graxos circulantes e inflamação. Isso pode levar à resistência à insulina e a diabetes tipo 2.

A obesidade aumenta com o envelhecimento, ocorrendo neste período uma queda progressiva dos níveis séricos de testosterona.

A obesidade aumenta o risco de mais de trinta tipos de doenças crônicas. Inclusive, a depressão e vários tipos de câncer.

Sobrepeso e obesidade

O IMC é o índice de massa corpórea.

  • sobrepeso é definido pelo IMC de 25-29,9;
  • obeso classe I pelo IMC de 30-34,9;
  • obeso classe II de 35-39,9;
  • obeso classe III maior que 40

Os riscos `a saúde aumentam com a obesidade. Estes pacientes devem ser tratados e desta maneira, melhorar sua qualidade de vida. Além disso, há diminuição da mortalidade prematura.

Tratamento da baixa testosterona na obesidade

O principal tratamento para a obesidade é a dieta e o exercício físico.

Programas de dieta produzem perda de peso no curto prazo. A manutenção do peso é difícil e além disso, exige mudança do estilo de vida. Assim, nos obesos, o exercício deve ser cuidadoso para evitar lesões traumáticas.

A testosterona desempenha um papel crítico na regulação da energia, incluindo retenção de nitrogênio, carboidratos e no metabolismo de gordura.

O nível de baixa testosterona na obesidade foi registrado em 52% nos obesos. Entretanto, pode a chegar a 75% em homens com IMC maior que 40. Além disso, estes pacientes apresentarem diabetes tipo 2 e estes índices podem ser maiores.

A testosterona é modulador fisiológico da composição corporal. Assim, tem papel na aumento da miogênese e na inibição da adipogênese. Estudos relatam que o tratamento com testosterona diminuiu a massa gorda e aumenta a massa magra. No entanto, em estudos de curto prazo o efeito é mínimo ou moderado sobre a perda de peso.

Doenças comuns que são beneficiadas pela reposição da testosterona

A testosterona baixa é fator de risco para a síndrome metabólica, diabetes tipo 2, acidente vascular cerebral.

A Federação Internacional de Diabetes elaborou a definição da síndrome metabólica. 

obesidade central é definida pela circunferência da cintura maior que 94cm e dois ou mais dos seguintes quatro fatores:

  • triglicerídeos elevados maior que 150 mg/dL,
  • reduzidos do HDL-colesterol menor que 40 mg/dL,
  • pressão arterial elevada sistólica maior que 130 mm Hg e diastólica maior que 85 mm Hg e
  • aumento da glicemia plasmática em jejum maior que 100 mg/dL (diabetes tipo 2).

Se quiser saber sobre diabetes e testosterona clique em mais: 

Os níveis de testosterona são reduzidos em homens com diabetes. Há associação inversa entre níveis de testosterona e hemoglobina glicosilada. Assim como há uma relação inversa entre indicadores de obesidade e níveis baixo de testosterona em todas as faixas etárias. A sua reposição causa redução de peso e redução da resistência à insulina. A adiposidade e o hiperinsulinismo suprimem a síntese de globulina carreadora do hormônio sexual (SHBG) e os níveis de testosterona. A insulina e a leptina suprimem a esteroidogênese testicular.

A testosterona agem em células pluripotentes

A testosterona regula a linhagem das células pluripotentes mesenquimais, promove a linhagem miogênica e inibe a adipogênica. A reposição da testosterona inibe a captação de triglicerídeos e a atividade da lipase lipoprotéica. Por isso há gasto rápido de triglicerídeos no tecido adiposo abdominal e eleva os lipídios do depósito de gordura visceral. Assim, há aumento da massa corporal magra e redução na massa de gordura. Além disso, a reposição da testosterona aumenta a motivação, melhora o humor e promove estilo de vida mais ativo. A atividade física aumenta o gasto energético, contribuindo diretamente para maior perda de peso.

As mitocôndrias desempenham papel crítico na regulação do metabolismo de lípidos, proteínas e carboidratos. A testosterona  aumenta a fosforilação oxidativa na mitocondria, e por isso é aumentado o gasto energético.

Tratamento com testosterona

O tratamento com testosterona na obesidade reduz a gordura e aumento da massa magra. Assim como diminui a glicemia de jejum e a resistência à insulina, portanto aumenta sua sensibilidade. Além disso, há melhora do perfil lipídico, assim como diminui a pressão arterial.

Concluindo, a perda de peso corporal é continua se os níveis de testosterona se mantiverem normalizados a longo dos anos. Por isso, melhora a sobrevida dos pacientes. Certamente por reduzir diretamente os fatores de risco destas inúmeras anormalidades metabólicas causada pela obesidade. Saiba mais sobre a testosterona associada a doença em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/deficiencia-de-testosterona-e-doencas-associadas/

Saiba mais em: https://uroweb.org/guideline/male-hypogonadism/

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referências

https://uroweb.org/guideline/male-hypogonadism/

https://www.drfranciscofonseca.com.br/wp-admin/post.php?post=4254&action=edit

https://uroweb.org/wp-content/uploads/Male-Hypogonadism-2012-pocket-portuguese.pdf

Testosterona e Diabetes – Entenda a relação

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A testosterona e diabetes aparentemente não parece ter nada a ver. Um hormônio produzido nos testículos e outro pelo pâncreas. Será mesmo? A queda sanguínea da testosterona causa o hipogonadismo e piora o diabetes

Pesquisas mostram que uma doença pode interferir com a outra, baixa testosterona ou e diabetes mellitus Uma por  baixo níveis de testosterona e a outra altos por aumento da glicose. Nesta, há baixa produção da insulina ou defeito na sua ação. Saiba mais em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/importancia-da-testosterona-para-viver-com-saude/

Hipogonadismo, o que é?

A deficiência de testosterona causa uma síndrome clínica. É diagnosticada por sinais e sintomas do hipogonadismo e baixos níveis de testosterona.

A testosterona é um hormônio esteróide com muitas funções fisiológicas na regulação do metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos. A testosterona é crucial para modular a estrutura e a função muscular. Além disso, regula a adipogênese. A testosterona é um hormônio metabólico necessário para manter a função fisiológica da saúde masculina.

Uma grande quantidade de estudos mostram que testosterona baixa está associada à resistência à insulina.

Síndrome metabólica

Há maior risco de diabetes e síndrome metabólica, definida por:

  • aumento da glicemia/resistência insulínica,
  • aumento da circunferência abdominal pelo aumento do índice de massa corpórea (IMC),
  • elevação dos triglicérides
  • aumento do colesterol total e diminuição do HDL
  • elevação da pressão sanguíneatestosterona e diabetes

síndrome metabólica prediz risco de doenças cardiocirculatórias e o início do diabetes.

O tecido adiposo visceral é um intermediário importante nesta relação. A testosterona ou seu metabólito, o estradiol age em tecidos como músculo, fígado, osso ou cérebro

Pacientes com diabetes e hipogonadismo apresentam sintomas inespecíficos e relacionados com outras doenças destes homens, principalmente com o avançar da idade.

disfunção eréctil e queda da libido em homens com diabetes tem forte associação entre estas duas entidades. Assim, cerca de 55-70% dos homens diabéticos apresentam testosterona baixa e sintomas da deficiência de testosterona.

Diabetes estão cerca de duas vezes mais propensos a ter baixa testosterona em comparação com homens normais. Por isso, a prevalência de testosterona baixa em homens com transtornos metabólicos aumenta com a idade e a obesidade.

Testosterona baixa aumenta a mortalidade

A baixa testosterona total está associada com o aumento da mortalidade em homens diabéticos. Além disso, há diminuição significativa de eventos isquêmicos cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral. Por isso, há o dobro de mortalidade em comparação a homens com testosterona em níveis normais.

Pacientes com hipogonadismo e diabetes, com sintomas exuberantes devem receber de imediato terapia de reposição com testosterona. Observa-se claro benefício da melhora geral dos seus sintomas rapidamente. Entretanto, os pacientes com baixa de testosterona sem sintomas evidentes, normalmente melhoram depois de um ano da sua normalização.

Diabetes é doença crônica

O diabetes mellitus é doença lenta para sua instalação e seu tratamento deve ser de longo prazo. Assim, deve-se manter o tratamento medicamento para o diabetes, alimentação com restrição dos carbohidratos, realização de exercícios físicos rotineiros causam perda de peso. Sabe-se que com a queda do peso há aumento progressivo da testosterona, e desta maneira, melhora a sua saúde global, pois interfere diretamente nos mecanismos metabólicos e inflamatórios.

Reposição hormonal – testosterona e diabetes

Poucos estudos existentes na literatura médica são de longo prazo. A reposição por mais de 5 anos causa emagrecimento, diminuição do IMC e da circunferência abdominal. Além disso, há queda da glicemia e da hemoglobina glicada com a sua normalização.

Da mesma maneira, há melhora do perfil lipídico, colesterol e suas frações e triglicérides e queda dos níveis pressóricos significativamente. Portanto, é possível controlar o diabetes com a reposição hormonal. Todavia, deve ser usado por mais que 3 anos para sua remissão.

Estudos mostram que quanto menor for a testosterona, maiores são os danos cardiovasculares. Por consequência, ocorre aumento da mortalidade, tanto global como as cardiovasculares.

A reposição da testosterona pode prevenir a progressão do pré-diabetes para o diabetes. Por isso, a aderência dos pacientes para a manutenção do tratamento é fundamental para o sucesso terapêutico.

Concluindo sobre a testosterona e diabetes

A testosterona em níveis fisiológicos diminui a hiperglicemia, a obesidade, reduz a resistência a insulina, promove a sensibilidade a insulina e estimula a síntese de proteína nos músculos, promovendo seu crescimento. Saiba mais em: http://www.issm.info/news/review-reports/who-would-benefit-from-testosterone-therapy/

Como se pode observar, manter a testosterona normal é fundamental para que o organismo normalize a glicemia.

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender! 

 

Referência

http://www.issm.info/news/review-reports/who-would-benefit-from-testosterone-therapy/

https://www.drfranciscofonseca.com.br/importancia-da-testosterona-para-viver-com-saude/

Importância da testosterona para o coração

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Testosterona age diretamente na musculatura estriada do nosso organismo e inclusive no coração. A queda da testosterona sanguínea faz com que a musculatura perca da massa, com consequente atrofia muscular.

Sua reposição melhora a força muscular e o performance físico do organismo. A normalização da testosterona em pacientes hipogonádicos aumenta a síntese proteica e a hipertrofia do músculo cardíaco.

No pós-infarto agudo do miocárdio, a suplementação de testosterona aumenta a hipertrofia do ventrículo esquerdo, ou seja, as células do miocárdio ficam mais fortes. Entretanto, não aumenta o colágeno (tecido fibroso), mas aumenta a expressão da α-miosina, diminui a β-miosina. Por isso, melhora a função cardíaca por diminuir a injúria do cardiomiócito.

reposição hormonal não aumentou a massa do miocárdio. O aumento da testosterona diminui a duração do intervalo de QT no eletrocardiograma. A baixa da testosterona aumenta a fibrilação atrial que prejudica a função cardíaca. A reposição da testosterona a previne.

A reposição hormonal não aumenta a fração da ejeção do ventrículo esquerdo, ou seja, o volume de sangue ejetado pelo coração. Entretanto, aumenta a capacidade respiratória no exercício e melhora a capacidade física de forma significativa.

Efeitos da testosterona nos vasos e no coração

Os efeitos agudos da reposição da testosterona nos vasos sanguíneos (que ocorre de mincoraçãoutos a horas) são:

  • melhora da função endotelial,
  • redução da resistência periférica,
  • redução da rigidez arterial e
  • facilita a vasodilatação coronariana (vasos que irrigam o coração).

Os efeitos crônicos da reposição da testosterona ocorrem de semanas a meses. São  observados benefícios na melhora da função sistólica/diastólica, fração de ejeção, no perfil lipídico anti-aterogênico, redução da espessura da gordura epicárdica (gordura que envolve o coração), redução dos marcadores inflamatórios, redução da pressão sanguínea e frequência cardíaca, redução da espessura da íntima e média da carótida, melhora da reatividade vascular, da resistência insulínica, da tolerâncias aos exercícios físicos na insuficiência cardíaca. Por consequência, há redução da carga dos fatores de risco cardiovasculares associados a morte.

reposição da testosterona melhora a insuficiência cardíaca

A reposição da testosterona diminui quatro vezes a readmissão hospitalar em pacientes com insuficiência cardíaca grave em 1 ano. De 80% de readmissão nos pacientes sem reposição e de 20% com reposição. Assim, no mesmo período melhorou de forma significativa a mortalidade neste período, de 55% sem reposição para 20% com reposição.

A testosterona, tanto abaixo como acima da normalidade é fator de risco para acidente vascular cerebral e isquemia do miocárdio. Os pacientes com testosterona baixa, o risco foi ainda maior, duas vezes mais que a testosterona normal. Neste estudo considerou normal a testosterona entre 400 e 600ng/mL.

Portanto, para promover a saúde do paciente deve-se repor a testosterona, para o normal para sua idade. Quando se eleva a testosterona acima do normal, há risco importante que efeitos colaterais causem dano ao sistema circulatório.

A mortalidade em homens hipogonádicos em seguimento de 8 anos foi de 45%. Enquanto que nos com testosterona normal foi de 28%. Em vários estudos a mortalidade foi o dobro em pacientes com hipogonadismos. Portanto, quanto mais baixa a testosterona, pior é a sobrevida. Estes pacientes tem mais coronariopatia que os com testosterona normal. Assim, a reposição hormonal diminuiu o risco nestes pacientes e a mortalidade é semelhante aos com testosterona normal. Saiba mais sobre seu tratamento em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/baixa-testosterona/

Cuidados com o uso de testosterona nos fisiculturistas

Hoje se vê com certa frequência jovens com músculos desenvolvidos por atividade fisiculturista. Portanto, quando usam testosterona sem orientação, têm enorme risco de apresentem quadro isquêmico, tanto cardíaco como cerebral. Pacientes que recebem testosterona ou anabolizantes exógenos causam dano direto ao testículos. Assim, passam a não produzir mais testosterona e se atrofiam. Estes pacientes geralmente se tornam estéreis pela atrofia progressiva testicular. Por isso, cuidado aos adeptos da reposição sem critérios médicos!

A reposição da testosterona deve ser contra-indicada em homens com seus níveis dentro da normalidade para sua idade.

Existem muitas causas de doenças que levam a queda da testosterona nos pacientes e as mais frequente são as do testículo. Doenças comuns, como as infecções nos testículos, causadas principalmente por complicações de uretrite de origem venérea ou por infecções do trato urinário inferior.

Testosterona e varicocele

A varicocele não tratada e a caxumba causam atrofia nos testículos. O mesmo pode ocorrer após trauma testicular. As células que produzem a testosterona são lesadas e diminuem em número. Há em torno de 500 milhões de células de Leydig que produzem 95% da testosterona do nosso organismo. A varicocele geralmente é assintomática e ocorre em 15% dos homens. 

Pacientes submetidos a correção de varicocele melhoram a quantidade e qualidade do sêmen. Assim, melhoram sua fertilidade. A correção da varicocele impede o dano do testículo e melhora a produção da testosterona durante seu envelhecimento. Saiba mais varicocele em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/tudo-sobre-varicocele/

Baixa de testosterona e envelhecimento

Pacientes hipogonádicos envelhecem mais rapidamente. Eles tem aparência mais envelhecida que homens normais. Pouca atenção ao volume e textura dos testículos durante um exame de rotina é dispensada pelos médicos em geral. Entretanto, esta glândula tem impacto importante para que não ser avaliada adequadamente. Por isso, deve-se avaliar a funcionalidade com exames laboratoriais.

Tanto pacientes como médicos devem ficar atentos, pois sintomas clínicos de baixa energia. Geralmente apresentam insônia, sonolência diurna, cansaço, piora do raciocínio, nervosismo, perda da libido, das ereções matinais e dificuldade para manter a ereção no coito. Além disso, apresentam esquecimento e depressão.

Poucos pacientes tem sintomas semelhantes aos fogachos das mulheres na menopausa. Muitos pacientes usando antidepressivos estão na verdade sofrendo de hipogonadismo. O que é pior, quando usados antidepressivos, estes pioram mais o hipogonadismo. Os pacientes pioram sua condição clínica, tornando-se afastados do convívio social ainda mais. Saiba mais sobre como tratar o hipogonadismo em : https://www.drfranciscofonseca.com.br/baixa-testosterona/

Uso correto do hipogonadismo

A reposição hormonal só pode ser feita se a testosterona estiver dentro da normalidade para a idade do paciente investigado! Os remédios que agem nas células produtoras de testosterona é melhor que a reposição exógena. A última atrofia os testículos a longo prazo.

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referências

https://www.auanet.org/guidelines/evaluation-and-management-of-testosterone-deficiency

https://www.mayoclinicproceedings.org/article/S0025-6196(17)30824-8/fulltext

 

Testosterona – É importante para viver com saúde

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O nível de testosterona e os demais hormônios devem estar normais para que viver a plenitude de saúde.

O avançar dos anos causa alterações fisiológicas incontestáveis, inclusive dos níveis de testosterona. Por isso, quanto uma criança e um idoso em sua plenitude de saúde são diferentes! Durante a vida vivemos dentro de certa limitações, mas no envelhecimento há claras restrições na atividade física e mental. Dessa maneira, envelhecer com saúde é fundamental. As ações de dia a dia, desde a infância refletirá no futuro da nossa saúde.

As interferências do meio ambiente, sejam alimentares, prática de exercícios, qualidade do ambiente onde vivemos provocam mudanças no metabolismo corporal. Todavia, o conhecimento da fisiologia pode ser restaurado com medidas terapêuticas e com consequente melhoria da qualidade de vida. Entretanto, apesar do envelhecimento ser um processo natural, pode ser melhorado com intervenções pelo melhor conhecimento médico.

O que é um hormônio?

Hormônios são moléculas que são produzidas em glândulas que atuam a distância em outras glândulas ou órgãos. Estas moléculas se acoplam a receptores específicos para produzirem seus efeitos para manter o equilíbrio do corpo.

Normalmente um controla o outro por meio das oscilações hormonais que ocorrem no stestosteronaangue.

Quando há queda no sangue a outra glândula é estimulada a produzir novas moléculas que vão manter a homeostasia.

Por isso, não se pode viver em desequilíbrio e quando este ocorre há consequências na saúde. Muitas vezes, de maneira lenta e progressiva. As vezes, quase imperceptível. Todavia, intervenções terapêuticas podem normalizar o desequilíbrio.

Portanto, compreender a fisiologia é fundamental para o sucesso terapêutico proposto.

A testosterona é imprescindível para viver em plenitude.

Funções da testosterona

A testosterona é um hormônio esteróide com múltiplas funções fisiológicas para regulação do metabolismo de carboidratos, proteínas e lipídeos.

A testosterona age em muitos órgãos, na pele, genitália externa e interna, músculo estriado, incluindo o miocárdio. Ainda mais, gordura corporal, ossos, produção de glóbulos vermelhos, rins, sistema nervoso central. Incluindo nos sentimentos de agressividade, depressão, competitividade, falta de energia e no sono.

A sexualidade e a qualidade erétil estão diretamente relacionada a produção de testosterona. O seu aumento ou diminuição da provocam mudanças deletérias ao organismo, sendo que ambas devem ser evitadas. Portanto, os sintomas gerais, as vezes sutis, podem revelar que algo está anormal no organismo. Por isso, ao progredirem os danos podem causar sequelas que prejudicarão a saúde.

Em medicina, muitos sintomas podem ser causados por desajustes que ocorrem em diversos órgãos. Assim, uma análise criteriosa pode levar ao diagnóstico. Por esta razão, o conhecimento da fisiologia é importante para o diagnóstico da doença.

Hipogonadismo laboratorial

O hipogonadismo é a diminuição da produção dos espermatozoides e/ou da testosterona. Uma relacionado a perpetuação da espécie e outro com a manutenção do estado físico masculino. Após os 40 anos há uma queda de 1% por ano da testosterona.

Em homens entre 40-79 anos, o limiar para testosterona total foi de

  • 13 nmol/L (552,5 ng/mL) para diminuição vigor físico,
  • 11 nmol/L (467,5 ng/mL) por diminuição da frequência de ereções matutinas,
  • 8,5 nmol/L (361,25 ng/mL) para disfunção erétil e
  •  8 nmol/L (340 ng/dL) para a diminuição da frequência de pensamentos sexuais.

(dados expressos em 2 diferentes métricas vistas em exames feitos no Brasil)

No homem mais velho, a concentração de testosterona deve ser menor que a dos mais jovens, de 500 a 600 ng/dL, ao invés de 600 a 700. Desta maneira, se minimiza o risco de efeitos colaterais ou doenças dependentes de testosterona.

Ao exame físico do hipogonadismo

Sinais e sintomas clínicos sugestivos da deficiência de testosterona:

  • Volume reduzido do testículo, infertilidade masculina, diminuição da pilificação, ginecomastia, diminuição da massa corporal magra e força muscular. Além disso, obesidade visceral, síndrome metabólica, diabetes mellitus tipo 2, osteoporose com fraturas de baixo impacto e anemia leve.

Sintomas sexuais:

  • redução do desejo sexual e da atividade sexual, disfunção erétil, menos e fracas ereções noturnas.

Sintomas cognitivos e psicoativos:

  • ondas de calor (fogachos), mudanças no humor, fadiga, raiva, distúrbios do sono, depressão, diminuição da função cognitiva (raciocínio lógico).

Sinais e sintomas mais importantes do hipogonadismo

Os preditores mais forte para o hipogonadismo foram três sintomas sexuais:

  • diminuição de pensamentos sexuais,
  • ereções matinais enfraquecidas e
  • disfunção erétil.

Ao laboratório, a testosterona total deve ser menor que 8 nmol/L ou no intervalo de 8-11 nmol/L (231-467,5 ng/mL) com testosterona livre menor que 220 pmol/L. Esses dados são baseados em amostras dosadas pela manhã, quando as médias são mais elevadas.

A testosterona é produzida mais na madrugada e se mantém elevada pela manhã. Por esta razão é fundamental uma noite de bom sono. Saiba mais em: https://uroweb.org/guideline/male-hypogonadism/

Reposição hormonal masculino

A reposição da testosterona ou com droga que estimule sua produção pelo testículo. Esta é a que considero mais fisiológica e mais efetiva.

Pode apresentar vários benefícios em relação à composição corporal, controle metabólico, parâmetros psicológicos e sexuais. Há correlação entre os níveis de testosterona fisiológicos restaurados com melhoria da massa muscular, da força das pernas e volume muscular do quadríceps, entre outros.

Os seus efeitos benéficos interferem positivamente no equilíbrio do organismo, incluindo o coração e sistema circulatório. Até mesmo no sistema imunológico tem ação benéfica, melhorando nossas defesas.

Atualmente se sabe da que é fundamental para controle da gordura, proteínas e carbohidratos. Assim, reduz a obesidade, o diabetes, baixa os níveis de colesterol e triglicerídeos e melhora a massa muscular. Entretanto, estes benefícios não ocorrem em reposição de breve duração. Os seus efeitos mais expressivos são observados pela manutenção da testosterona dentro da normalidade depois do primeiro ano. É uma melhora progressiva, porém efetiva. Saiba mais em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/importancia-da-testosterona-na-obesidade/

Alguns benefícios da normalização dos níveis da testosterona podem ser observados em dias e durante o primeiro mês do tratamento. Entretanto, a normalização metabólica, com impacto inclusive na sobrevida global, requer anos de normalidade dos níveis de testosterona para serem atingidos. Saiba mais sobre a reposição de testosterona em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/reposicao-hormonal-masculina/

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referências

https://drauziovarella.uol.com.br/tag/hipogonadismo/

https://www.drfranciscofonseca.com.br/importancia-da-testosterona-na-obesidade/

https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/artigos/reposicao-de-testosterona-2/

https://uroweb.org/guideline/male-hypogonadism/

Hipogonadismo masculino ou baixa testosterona

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O hipogonadismo é a baixa produção de testosterona e de espermatozoides pelos testículos.

O testículo está sob controle de duas outras glândulas, localizadas na base do cérebro. Estas são responsável pela harmonia hormonal no nosso organismo: o hipotálamo e a hipófise. 

A testosterona é o principal andrógeno masculino. Ela é produzida em mais de 90% nos testículos, pelas células de Leydig, por estímulo do hormônio luteinizante da hipófise. O restante pelas glândulas supra-renais. Portanto, a principal fábrica produtora da testosterona são os testículos.

O que é hipogonadismo?

Doenças e drogas podem afetar os testículos, causando o hipogonadismo. Todavia, algumas lesões são transitórias e podem se recuperar. Entretanto, outras são definitivas. O hipogonadismo é a queda dos níveis de testosterona para a idade do homem. 

A testosterona total do sangue considerada normal é de 300 ng/mL e testosterona livre maior que 6,5 ng/mL. Para sua função intracelular ser exercida é preciso que a testosterona seja convertida dentro da célula alvo para dihidrotestosterona. Uma enzima chamada de 5-alfa redutase realiza esta função.

As células alvo estão localizadas em diferentes órgãos como pele, músculo estriado, tecido hematopoético, cérebro, nervos, gônada masculina e pênis.

A testosterona é fundamental para o fenótipo masculino ou seja, o aspecto masculino do homem. Assim como para desencadear a puberdade.

Hipogonadismo masculino é uma síndrome clínica causada por deficiência androgênica que pode afetar adhipogonadismoversamente múltiplas funções de órgãos e a qualidade de vida dos pacientes. Saiba mais em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/deficiencia-de-testosterona-e-doencas-associadas/

Ação da testosterona

Andrógenos (androgens) desempenham um papel crucial no desenvolvimento e na manutenção das funções sexuais e reprodutivas do homem.

Os baixos níveis de andrógenos circulantes podem causar distúrbios no desenvolvimento sexual, resultando em anomalias congênitas do trato reprodutivo masculino.

Na fase adulta pode ser causa de baixa fertilidade e disfunção sexual. Além disso, diminuição da formação de músculo, mineralização óssea, distúrbios do metabolismo da gordura e disfunção cognitiva.

Quando ocorre o declínio da testosterona?

Os níveis de testosterona diminuem com o envelhecimento, causando sinais e sintomas. O declínio anual é de 0,4-2% na fase adulta, podendo atingir 6% nos idosos.

A média da queda da testosterona total é da ordem de 1% após os 40 anos de idade. Portanto, é o declínio androgênico do envelhecimento masculino (DAEM). Os níveis baixos de testosterona estão associados a várias doenças crônicas. Porém, os pacientes sintomáticos podem se beneficiar da reposição de testosterona.

Sinais e sintomas do hipogonadismo

Os sinais e sintomas da deficiência de testosterona são divididos em dois grandes grupos: os relacionados e não-relacionados a sexualidade.

Sintomas relacionados a sexualidade

Os sintomas sexuais incluem: infertilidade de causa masculina, desejo sexual (libido) reduzido, disfunção erétil, ou seja, piora da qualidade da ereção, diminuição das ereções noturnas, dificuldade em atingir e redução da intensidade do orgasmo, sensação diminuída da sensibilidade na região genital, diminuição das ereções noturnas, fogachos ou seja, onda de calor súbitas e intermitentes. Saiba mais sobre causas do hipogonadismo em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/hipogonadismo-principais-causas/

Sintomas não-relacionados a sexualidade

Os sintomas não relacionados incluem: diminuição dos pelos do corpo, ginecomastia (aumento das mamas), diminuição da massa magra e da força muscular (sarcopenia) causando perda do vigor físico e fraqueza, anemia, diminuição da densidade mineral óssea (osteoporose) com fratura por trauma, alterações de humor, redução da motivação, cansaço (mais intenso no período vespertino), irritabilidade com crises injustificadas de raiva, distúrbios do sono, síndrome metabólica (obesidade, resistência à insulina, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, baixa do colesterol bom, aumento do triglicérides) e diminuição da função cognitiva (raciocínio, atenção, concentração e memória) diminuída.

Desta maneira, monitorar os níveis de testosterona nos adultos é importante e pode melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

Reposição hormonal

Os hormônios interferem em muitas funções fisiológicas do organismo, atuando a distância em órgãos alvo. A sua queda interfere na função do órgão alvo. Por isso, o diagnóstico é fundamental, podendo restaurar as funções normais que foram abaladas pela deficiência da testosterona.

Um caso clínico

Imaginem vocês um paciente com 75 anos, advogado, que vem sofrendo pela queda da atividade cerebral nos últimos 6 meses. Desta maneira, relatava raciocínio lento e perda da memória durante a leitura de uma página. Como este advogado poderia exercer sua profissão? Dizia: ao término da leitura da página relatava que já não se lembrava do que havia lido no início.

Este paciente já havia feito muitos exames laboratoriais e nada havia sido descoberto. Um aforismo na Medicina, de que a clínica do paciente é fundamental para o diagnóstico da doença. Por isso, bastou uma única pergunta para fortalecer a suspeita do diagnóstico: o Sr. tem sentido ondas de calor nos últimos tempos? A resposta foi sim.

A deficiência da testosterona foi confirmada pela sua dosagem sanguínea. Por isso, a reposição de testosterona desfez todo o mal. O nosso paciente recuperou a sua atividade intelectual, deixando-o mais ativo. Além disso, desapareceu o seu estado depressivo dos últimos tempos.Por isso, a depressão pode ser causada pelo déficit da testosterona!

Sintomas do hipogonadismo

Os sintomas mais prevalentes de hipogonadismo masculino (male hypogonadism) em homens idosos são:

  1. redução do desejo sexual,
  2. da atividade sexual, da qualidade da ereção (disfunção erétil), e
  3. fogachos (ondas de calor).

Os sinais e sintomas da deficiência de testosterona variam conforme a idade de início, duração e gravidade da sua deficiência.

Em homens com idades entre 40-79 anos, os mais expressivos preditores para o hipogonadismo são três sintomas sexuais:

  • diminuição dos pensamentos sexuais,
  • ereções matinais enfraquecidas e
  • disfunção erétil.

Reposição hormonal

A reposição hormonal (male hormone replacement) está absolutamente contra-indicada para pacientes com níveis normais de testosterona. Portanto, não deve ser feita para melhorar a qualidade da ereção em nenhuma circunstância. Por consequência, isto provoca um desequilíbrio sistêmico hormonal. Por isso, afeta negativamente várias funções que estão correlacionadas no organismo. Além disso, é causa de atrofia dos testículos nos que realizam a reposição de testosterona sem necessidade. Saiba sobre mais sobre hipogonadismo em doença intestinais em: https://www.drfranciscofonseca.com.br/doenca-de-crohn-e-testosterona-baixa/

Portanto, reposição hormonal só para quem precisa!

Contra-indicações da reposição de testosterona

São contraindicações absolutas e relativas para reposição hormonal, devendo ser avaliados criteriosamente pelo seu médico: câncer de próstata, PSA maior que 4 ng/ml, câncer de mama masculino. Além disso, apnéia severa, infertilidade masculina, hematócrito maior que 50%. Mais ainda, sinais e sintomas severos do trato urinário inferior causado pela hiperplasia benigna da próstata.

Caso você queira saber mais sobre esta e outras doenças do trato genitourinário navegue no site: https://www.drfranciscofonseca.com.br/  para entender e ganhar conhecimentos. A cultura sempre faz a diferença. Você vai se surpreender!

 

Referência

https://uroweb.org/guideline/male-sexual-dysfunction/

http://www.auanet.org/guidelines/testosterone-deficiency-(2018)